Poucos dias depois do ajuste no Aeroplan, foi a vez do LifeMiles mexer nos preços de resgates e, como já virou padrão no programa, sem qualquer aviso prévio.
Essa é a terceira desvalorização em pouco mais de um ano. E, novamente, os aumentos aparecem de forma pouco transparente: não há uma nova tabela oficial, apenas valores mais altos surgindo nas buscas.
O que mudou nos principais resgates
Os aumentos parecem meio espalhados, e não seguem uma lógica específica. O LifeMiles já não trabalha com uma tabela bem definida há algum tempo, e isso fica ainda mais evidente agora.
Ainda assim, alguns padrões começaram a aparecer.
Voos internos dentro dos Estados Unidos com a United, que já foram um dos grandes “truques” do programa, subiram novamente. Um voo entre Chicago (ORD) e Nova York (LGA) que antes custavam 10.000 milhas, agora estão sendo exibidos por 17.460 milhas na classe econômica.
Já nas rotas de longa distância, o impacto é mais relevante. Emissões entre América do Norte e Europa, que tradicionalmente custavam 40.000 milhas em econômica e 80.000 em executiva, agora aparecem por cerca de 48.400 e 92.400 milhas, respectivamente. Veja abaixo o exemplo de um voo de Nova York (EWR) na classe executiva da TAP com destino à Lisboa (LIS).
Em alguns casos com outras parceiras da Star Alliance, emissões em executiva que partiam de 55.000 milhas já aparecem acima de 60.000, e podem chegar perto de 90.000, dependendo da busca.
Um voo na executiva da Lufthansa, de Nova York (JFK) com destino a Frankfurt (FRA), aparece por 83.160 milhas LifeMiles, enquanto a tabela do programa precifica esta emissão em 63.000 milhas.
A partir do Brasil, por exemplo, uma emissão de São Paulo (GRU) para Munique (MUC), voando com a Lufthansa na classe econômica, saltou de 50.000 para 55.000 milhas LifeMiles, um aumento de 10%.

Outro exemplo a partir de São Paulo, agora com destino aos Estados Unidos. Um voo de Guarulhos para Nova York (EWR), na econômica da United, agora está custando 54.450 milhas, e não mais as 35.000 milhas que constam na tabela fixa do LifeMiles. Ou seja, o preço da emissão subiu mais de 55%, e está custando basicamente o que antes custava uma emissão em classe executiva, 60.000.

Nem tudo foi afetado
Apesar da alta generalizada, nem todas as emissões sofreram mudanças. Em voos aqui pela América Latina, a situação parece estar sob controle. A emissão São Paulo (GRU) – Buenos Aires (EZE) está aparecendo com o mesmo valor que consta na tabela: 20.000 em econômica e 35.000 em executiva, para voar com a SWISS.

Voos operados pela própria Avianca também continuam aparecendo com valores competitivos em vários cenários. Em alguns casos, inclusive, seguem como uma das formas mais baratas de emitir dentro da rede.
Além disso, o programa ainda mantém algumas características que sempre foram atrativas, como o fato de não repassar as sobretaxas de combustível.
Leitura
Em poucos dias, dois programas grandes, Aeroplan e LifeMiles, mexeram nos preços dos resgates com parceiros. E, olhando o que vem acontecendo, difícil achar que é só coincidência.
Resgates em cabines premium, principalmente em voos de longa distância, estão ficando mais caros, e também mais raros de encontrar.
No fim, não tem muito segredo: vai ter que garimpar mais… e também estudar melhor antes de emitir, comparando programa por programa pra ver onde ainda faz sentido. Em muitos casos, vai ser isso ou gastar mais milhas pra fazer exatamente a mesma viagem.
Para saber mais
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