O Japão deve implementar, a partir de 2028, o Japanese Electronic System for Travel Authorization (JESTA), um sistema online de autorização prévia de entrada para turistas de 71 países isentos de visto, incluindo o Brasil, o que significa que brasileiros passarão a precisar dessa permissão eletrônica antes de embarcar para o país.
O que é o JESTA e quem precisará
O JESTA será um sistema eletrônico de autorização de viagem, similar a modelos já adotados em destinos como Estados Unidos (ESTA) e União Europeia (ETIAS). Ele se aplicará a viajantes de 71 países que hoje entram sem visto no Japão, entre eles o Brasil. Na prática, turistas brasileiros continuarão dispensados de visto tradicional, mas terão de obter a aprovação eletrônica antes da viagem.
A medida foi anunciada em 2025 e faz parte de uma estratégia do governo japonês para reforçar o controle de estrangeiros e, ao mesmo tempo, simplificar a chegada nos aeroportos. O país vive um forte crescimento do turismo, com fluxo já acima dos níveis pré-pandemia, o que pressiona a infraestrutura de imigração.
Como vai funcionar o processo de autorização
Todo o processo do JESTA será feito online, em um formulário que o viajante preenche antes de embarcar. Serão solicitados dados pessoais, informações do passaporte e detalhes básicos do itinerário, como datas de chegada e saída. A Agência de Serviços de Imigração do Japão analisará o pedido e, se não encontrar impedimentos, concederá a autorização eletrônica.
Caso a entrada seja negada, o turista ficará impedido de embarcar em voos ou navios com destino ao Japão. Ou seja, o filtro passa a ocorrer antes do embarque, e não apenas na fila de imigração ao chegar ao país.
Taxa simbólica e controles biométricos
Após a aprovação, o viajante deverá pagar uma taxa para validar o JESTA. O valor ainda não foi definido, mas o governo japonês descreve essa cobrança como “simbólica”. Ainda assim, ela passará a fazer parte do custo total da viagem e deve ser considerada no planejamento financeiro.
Com a autorização em mãos, o turista realizará um único registro biométrico ao chegar ao Japão. Depois disso, o processo de entrada será feito em terminais automáticos de triagem, sem necessidade de atendimento por um agente de imigração em todos os casos. A expectativa é reduzir o tempo de espera e tornar o fluxo mais ágil e seguro.
Próximos passos
Segundo o jornal Nikkei Asia, a primeira-ministra Sanae Takaichi informou que o governo pretende apresentar um projeto de lei específico para instituir o JESTA.
A meta é que o sistema esteja operacional em 2028, embora maiores detalhes, como valor da taxa, validade da autorização e prazos de análise, ainda não tenham sido divulgados.
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