O turismo na Itália registrou alta de 4,2% nas chegadas e de 7,5% nos pernoites no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pelo público internacional. Em paralelo, dados do Eurostat acendem um alerta para os viajantes nacionais: houve um aumento de 14% no número de brasileiros recusados na União Europeia. O balanço aponta que 2.910 cidadãos foram barrados devido a falhas na comprovação financeira e na documentação.
O turismo na Itália começou o ano de 2026 registrando alta de turistas, mesmo após as inúmeras medidas em pontos turísticos contra o turismo de massa. No primeiro trimestre, o país registrou um aumento de 4,2% em chegadas e 7,5% em pernoites, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O fluxo foi impulsionado principalmente pelos visitantes estrangeiros, que apresentaram uma alta de 12,3% e de 54,6% em pernoites. O levantamento é do Instituto Nacional de Estatística do país (Istat)
No entanto, para quem planeja cruzar o Atlântico rumo à Europa, o planejamento e a organização da documentação tornaram-se ainda mais vitais diante do aperto nos controles migratórios da União Europeia.
Hospedagens italianas registram 23 de milhões de chegadas
Entre janeiro e março, as hospedagens italianas registraram um total de 23 milhões de chegadas e 71,6 milhões de presenças de turistas. O terceiro mês do ano se consolidou como o mais receptivo desse período ao concentrar sozinho 37,6% dos pernoites totais.
A duração média da estadia dos clientes nesses alojamentos ficou em 3,12 noites, um patamar considerado estável em comparação com 2025, embora o tempo de permanência dos estrangeiros (3,53 noites) tenha sido superior ao registrado pelos próprios italianos (2,74 noites).
Enquanto os hotéis tradicionais tiveram um crescimento considerado moderado de 3,9%, o setor não hoteleiro, caso dos aluguéis por temporada, registrou um aumento muito mais expressivo, chegando a 14,7%.
Em números absolutos, a hotelaria convencional recebeu 16 milhões de chegadas e 46,3 milhões de pernoites, ao passo que as acomodações privadas e alternativas responderam por 6,9 milhões de chegadas e 25,3 milhões de pernoites no trimestre.
Quase 3 mil brasileiros são impedidos de entrar na União Europeia
Se por um lado os destinos comemoram o vaivém de visitantes, por outro, o balanço do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) revela um aumento de 14% de brasileiros sendo recusados para entrada no bloco – o índice mais alto desde 2019 – com um total de 2.910 negativas.
O relatório aponta que o Brasil é 12º país no ranking de negativas, sendo que as principais razões são a falta de documentos que comprovem o propósito da viagem, a ausência de seguro-saúde obrigatório, a falta de passagem de retorno confirmada ou a insuficiência de meios financeiros para se manter durante a estadia.
Segundo o Eurostat, 1.085 brasileiros não puderam entrar na UE em 2025, sendo 645 por apresentarem documentos falsos.
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