A Emirates fechou o ano fiscal de 2025-26 com lucro recorde, expansão da frota, novos destinos e forte geração de caixa, mantendo o posto de companhia aérea mais lucrativa do mundo mesmo após os impactos da crise no Oriente Médio.
O Grupo Emirates divulgou seu relatório anual de 2025-26 com resultados históricos, alcançando recordes de lucro, receita e caixa mesmo após um período de forte instabilidade no Oriente Médio no último mês do ano fiscal. A companhia afirmou que a Emirates terminou o período como a aérea mais lucrativa do mundo.
Emirates alcança lucro recorde

No consolidado do grupo, o lucro antes dos impostos chegou a AED 24,4 bilhões (US$ 6,6 bilhões), alta de 7% em relação ao ano anterior. A receita total atingiu AED 150,5 bilhões (US$ 41 bilhões), enquanto o caixa disponível alcançou AED 59,6 bilhões (US$ 16,2 bilhões), também em nível recorde.
Já a operação aérea da Emirates, separadamente, registrou lucro antes dos impostos de AED 22,8 bilhões (US$ 6,2 bilhões), também com crescimento de 7%.
Segundo Sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e CEO do grupo, os números mostram a força do modelo de negócios da companhia “baseado em segurança, excelência, inovação, pessoas e parcerias”.
Mesmo com crise regional, Emirates manteve resultados fortes
A empresa destacou que os primeiros 11 meses do ano fiscal vinham apresentando crescimento consistente, impulsionado pela forte demanda por viagens internacionais, expansão da malha e investimentos em produto, tecnologia e experiência do passageiro.
“O cenário nos primeiros 11 meses era extremamente positivo. Mês após mês, estávamos superando nossas metas”, afirmou Sheikh Ahmed.
Segundo ele, a situação mudou drasticamente em 28 de fevereiro, quando atividades militares na região do Golfo afetaram fortemente o tráfego aéreo comercial.
Ainda assim, a companhia afirma que conseguiu manter continuidade operacional graças à rápida reorganização das operações em Dubai (DXB) e ao suporte da infraestrutura aeroportuária local.
“Emirates e dnata rapidamente se mobilizaram para apoiar nossos funcionários e clientes afetados, proteger nossos ativos e garantir continuidade operacional”, afirmou o executivo.
Mesmo operando abaixo da capacidade pré-crise, a Emirates afirma que as operações de carga cresceram para apoiar o transporte de produtos essenciais.
Companhia segue expandindo malha
Durante o período, a Emirates lançou quatro novos destinos:
- Da Nang
- Hangzhou
- Siem Reap
- Shenzhen
Ao final de março, a malha da companhia alcançava 152 cidades em 80 países.
A empresa também ampliou suas parcerias para:
- 32 acordos de codeshare
- 117 parceiros interline
Na prática, isso permite conexões para mais de 1.700 cidades além da própria rede da Emirates.
A350, premium economy e retrofit

A Emirates recebeu 15 novos Airbus A350 durante o ano fiscal, avançando na modernização da frota e expansão da premium economy. Até março, a companhia já operava 19 unidades do A350 em 21 destinos diferentes.
A frota total chegou a 277 aeronaves, com idade média de 10,8 anos.
Além disso, a empresa segue acelerando seu enorme programa de retrofit de US$ 5 bilhões. Até agora, 91 aeronaves já passaram por renovação completa de cabine, incluindo instalação da premium economy e novos sistemas de entretenimento.
No Dubai Airshow de 2025, a Emirates também confirmou novos pedidos de aeronaves avaliados em US$ 41,4 bilhões, incluindo:
- 65 Boeing 777X
- 8 Airbus A350-900
O backlog total da companhia chegou a 367 aeronaves, com entregas previstas até 2038.
Wi-Fi Starlink e novos investimentos em experiência
A Emirates também destacou diversos investimentos feitos na experiência do passageiro ao longo do ano.
Entre eles:
- implementação do Wi-Fi da Starlink
- nova área exclusiva de check-in para primeira classe em Dubai (DXB)
- expansão do serviço Chauffeur Drive no Japão
- melhorias para passageiros com necessidades de acessibilidade
- novos produtos sensoriais para passageiros com autismo
Até março, 21 aeronaves já operavam com Starlink instalado.
Dnata também teve ano recorde
A dnata, braço de serviços aeroportuários do grupo, também registrou crescimento.
A empresa alcançou lucro antes dos impostos de AED 1,6 bilhão (US$ 437 milhões) e receita recorde de AED 23,6 bilhões (US$ 6,4 bilhões), alta de 12%.
Emirates segue otimista para 2026-27
Apesar da volatilidade geopolítica envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a Emirates afirma que entra em 2026-27 com forte posição financeira.
Segundo a companhia, parte relevante do combustível já está protegida via hedge até 2028-29, reduzindo a exposição às oscilações do petróleo.
O grupo também afirmou que não pretende adotar medidas drásticas de corte de custos.
“Nossos fundamentos permanecem fortes. O modelo de negócios do Grupo Emirates não mudou”, afirmou Sheikh Ahmed.
Ele também destacou que a empresa seguirá investindo em frota, produto e experiência do cliente:
“Continuaremos focados em oferecer produtos líderes da indústria e experiências diferenciadas aos passageiros, fortalecendo nossa posição global.”
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