O turismo brasileiro deve registrar mais um ano de crescimento em 2026. De acordo com um estudo da IPC Maps, empresa especializada em potencial de consumo, o setor deverá movimentar R$ 106,9 bilhões ao longo do ano. O valor representa uma alta de 6,6% em comparação com o resultado alcançado em 2025.
A projeção considera diferentes categorias de despesas relacionadas às viagens, incluindo alimentação, hospedagem, passagens aéreas, passagens rodoviárias, combustível e excursões. Os números reforçam o momento positivo vivido pelo mercado de turismo no Brasil, que segue em expansão após os avanços observados nos últimos anos.
Levantamento da IPC Maps
O levantamento surge em um período de aquecimento da demanda turística, impulsionado principalmente pelas férias de julho. Tradicionalmente, esse período concentra um volume maior de deslocamentos pelo país e contribui para elevar os gastos com viagens, beneficiando empresas de diversos segmentos ligados ao turismo.
Segundo o estudo, o estado de São Paulo deverá liderar o ranking nacional de movimentação financeira relacionada ao turismo. A expectativa é que os viajantes movimentem R$ 33,8 bilhões em território paulista ao longo do ano.
Na sequência aparece Minas Gerais, com previsão de R$ 14,6 bilhões em despesas ligadas ao setor. O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição, com R$ 8,5 bilhões projetados, enquanto o Paraná aparece logo atrás, com estimativa de R$ 7 bilhões em gastos com viagens.
Força do turismo
Os números mostram a força do turismo brasileiro como atividade econômica e sua capacidade de gerar movimentação financeira em diferentes regiões do país. Além do impacto direto sobre hotéis, restaurantes e companhias de transporte, o setor também estimula uma ampla cadeia de serviços.
Outro dado relevante apresentado pelo estudo é o crescimento do empreendedorismo ligado ao mercado de turismo no Brasil. Desde 2025, mais de 15 mil novas agências de viagens, operadoras turísticas e empresas especializadas em reservas foram abertas no país.
Com isso, o número total de estabelecimentos ligados a esse segmento alcançou 123.480 empresas em operação. O resultado representa um crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior, demonstrando a confiança dos empresários no potencial de expansão do setor.
O avanço não ficou restrito às agências e operadoras. O segmento de hospedagem também apresentou crescimento expressivo. Segundo o levantamento, o setor registrou aumento de 9,3% na comparação com 2025 e alcançou a marca de 89.107 empresas em atividade no Brasil.
Rede hoteleira
O fortalecimento da rede hoteleira acompanha a expansão do turismo brasileiro, que continua atraindo investimentos e estimulando a abertura de novos negócios em diferentes destinos. A tendência também reflete a expectativa de manutenção da procura por viagens de lazer e corporativas ao longo dos próximos anos.
A projeção da IPC Maps indica que o turismo brasileiro seguirá desempenhando um papel importante na economia nacional em 2026. Além de impulsionar os gastos com viagens, o setor também contribui para a geração de empregos, o fortalecimento de empresas locais e o desenvolvimento de destinos turísticos em todo o país.
Com a expansão do número de empresas e o crescimento constante da demanda, o turismo brasileiro consolida sua posição como uma das atividades econômicas mais relevantes para o consumo e para a movimentação de recursos em diferentes regiões do Brasil.
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