Dois fortes terremotos levaram ao fechamento do principal aeroporto internacional da Venezuela e, com isso, companhias que voam para Caracas já suspenderam operações, cancelaram voos e passaram a oferecer flexibilização para remarcações e reembolsos.
O fechamento do principal aeroporto internacional da Venezuela após dois fortes terremotos já começou a afetar os voos pelo país. Companhias como Iberia, Air Europa, Copa Airlines, Avianca, GOL e LATAM anunciaram cancelamentos, suspensões temporárias ou políticas especiais de remarcação para passageiros com voos de/para Caracas nos próximos dias.
Os tremores atingiram o norte da Venezuela na quarta-feira (24) e provocaram danos no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, principal porta de entrada aérea do país. Com a interrupção das operações, voos foram cancelados, desviados ou suspensos, enquanto as empresas aguardam novas informações sobre as condições de infraestrutura do terminal e do espaço aéreo local.
Fechamento de Maiquetía afeta voos internacionais
Segundo relatos publicados pela imprensa local e por veículos internacionais, os terremotos teriam provocado danos no terminal de Maiquetía, incluindo problemas estruturais em partes do aeroporto. A situação levou ao fechamento temporário do principal aeroporto da região de Caracas e interrompeu o fluxo de chegadas e partidas.
Com isso, a operação internacional da Venezuela passou a sofrer impacto imediato. Entre os voos afetados estão ligações entre Caracas e destinos como Madri, Cidade do Panamá, Bogotá e São Paulo, além de serviços de outras companhias que operam na capital venezuelana.
Iberia, Air Europa e Plus Ultra cancelam voos entre Madri e Caracas
As companhias que operam a rota entre a Espanha e Caracas estão entre as primeiras a confirmar cancelamentos.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa espanhola, a Iberia cancelou o voo que partiria de Madri para Caracas nesta quinta-feira (25), assim como a Air Europa e a Plus Ultra, que também suspenderam as operações previstas para o mesmo dia em razão do fechamento do aeroporto venezuelano.
A interrupção afeta uma rota importante entre a Europa e a Venezuela. Atualmente, a Iberia opera quatro voos semanais entre Madri e Caracas, a Air Europa cinco frequências e a Plus Ultra mantém voos partindo tanto de Madri quanto de Tenerife.
Copa e Avianca também suspendem operações para Caracas
Na América Latina, a Copa Airlines e a Avianca também confirmaram impactos na malha para a Venezuela.
A Copa suspendeu os voos entre a Cidade do Panamá e Caracas programados para a noite de quarta-feira (24) e para quinta-feira (25). Além disso, a companhia ativou uma política de flexibilização para passageiros com bilhetes emitidos até 24 de junho e viagens marcadas entre 24 de junho e 2 de julho.
Pela regra anunciada, os clientes podem remarcar a viagem sem cobrança de taxa de alteração ou diferença tarifária, dentro das condições estabelecidas pela empresa. Também é possível alterar a origem ou o destino para outras cidades atendidas pela Copa na Venezuela, como Valencia, Barcelona, Barquisimeto e Maracaibo.
A Avianca, por sua vez, informou o cancelamento dos voos da rota Bogotá–Caracas–Bogotá dos dias 24 e 25 de junho.
LATAM oferece remarcação, reembolso ou mudança para Cúcuta
A LATAM também publicou uma política de flexibilidade comercial para passageiros afetados pelo evento sísmico em Caracas.
Segundo o comunicado, a medida vale para clientes com viagens de/para/via Caracas entre 25 de junho e 1º de julho de 2026. Esses passageiros podem optar por uma alteração de data, voo ou rerouting sem multa, respeitando a disponibilidade na mesma cabine e dentro das regras estabelecidas pela companhia.
Também é permitida a alteração de origem ou destino, e a LATAM informou que aceita mudança para Cúcuta, na Colômbia, sem cobrança de multa e sem diferença tarifária. Além disso, passageiros que não desejarem viajar poderão solicitar reembolso sem multa, dentro do prazo indicado na política.
GOL suspende voos para Caracas e orienta clientes a pedir crédito ou reembolso
A GOL também anunciou a suspensão temporária dos voos com origem ou destino em Caracas enquanto estiver em vigor o NOTAM relacionado às restrições operacionais no aeroporto venezuelano.
Em comunicado, a companhia informou que aguarda novas atualizações das autoridades locais sobre as condições do aeroporto e do espaço aéreo para definir os próximos passos da operação.
A GOL opera quatro voos semanais entre São Paulo/Guarulhos e Caracas. Para passageiros com viagens futuras, a empresa orienta que bilhetes emitidos diretamente com a companhia podem ser convertidos em crédito ou reembolsados por meio da Central de Atendimento. Clientes que emitiram passagens com milhas devem tratar a reserva com a Smiles, enquanto bilhetes comprados por agências devem ser resolvidos diretamente com a emissora.
Vai para Caracas? Veja o que fazer
Para quem tinha viagem marcada para Caracas nos próximos dias, o mais importante neste momento é acompanhar diretamente o status do voo com a companhia aérea e verificar se já existe política de flexibilização disponível para a reserva.
Como o fechamento de Maiquetía atingiu justamente o principal aeroporto internacional da Venezuela, a tendência é que o impacto vá além dos cancelamentos pontuais do dia 25 e alcance voos programados para os próximos dias, dependendo da velocidade da avaliação estrutural do terminal e da reabertura das operações.
Passageiros com bilhetes para Caracas devem ficar atentos especialmente a três pontos:
- cancelamento ou reacomodação automática do voo;
- regras de remarcação sem multa oferecidas pela companhia;
- possibilidade de reembolso ou alteração para cidades alternativas, quando essa opção estiver disponível.
No caso da LATAM, por exemplo, já há autorização para mudança do destino para Cúcuta. A Copa, por sua vez, permite remanejamento para outras cidades venezuelanas atendidas pela empresa. Já a GOL orienta seus clientes a buscar crédito ou reembolso enquanto a operação permanecer suspensa.
Situação ainda depende da reabertura do aeroporto
Até o momento, o ponto central continua sendo a situação operacional do Aeroporto Internacional Simón Bolívar. Enquanto não houver confirmação de que a infraestrutura do terminal e o espaço aéreo podem voltar a operar com segurança, a tendência é que novas suspensões, cancelamentos e ajustes de malha continuem sendo anunciados pelas companhias.
Para o passageiro, isso significa que a viagem para Caracas exige atenção redobrada nos próximos dias, já que a normalização da operação dependerá não apenas das decisões das companhias, mas principalmente da liberação do principal aeroporto internacional da Venezuela.
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