O Rio de Janeiro negocia novas rotas internacionais com Aeromexico, Ethiopian, Turkish Airlines e uma companhia chinesa. Porém, a alta do petróleo e do combustível de aviação vem dificultando o avanço das conversas.
O Rio de Janeiro segue tentando ampliar sua presença na aviação internacional e negocia atualmente novas operações com pelo menos quatro companhias aéreas estrangeiras. As informações foram reveladas pelo portal Melhores Destinos em entrevista com Sidney Levy, presidente da Invest.Rio.
Segundo Levy, existem conversas em andamento com a Aeromexico, Ethiopian Airlines, Turkish Airlines e também com uma companhia aérea chinesa, cujo nome ainda não foi divulgado oficialmente.
O objetivo é ampliar a internacionalização do Aeroporto Internacional do Galeão, que voltou a ganhar força recentemente após os anúncios das novas rotas internacionais da GOL Linhas Aéreas para Nova York, Paris, Lisboa e Orlando.
Crise do petróleo virou obstáculo para novas rotas
Apesar das negociações, Sidney Levy afirmou ao Melhores Destinos que o momento atual não é favorável para expansão internacional das companhias aéreas.
Segundo ele, o aumento recente do combustível de aviação fez muitas empresas recuarem em planos de crescimento.
“Nesse exato momento, todas as nossas ofertas estão em banho-maria por causa do aumento do querosene da aviação. Então, esse não é um bom momento para nós, porque todo mundo está dando um passo atrás”, afirmou Levy na entrevista.
A pressão sobre o combustível acontece em meio aos impactos da crise no Oriente Médio e às tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O cenário elevou os custos operacionais das companhias aéreas no mundo inteiro e já começa a afetar planos de expansão de diversas empresas.
Turkish, Ethiopian e Aeromexico já operam no Brasil
Das companhias mencionadas, Turkish Airlines, Ethiopian Airlines e Aeromexico já possuem operações no Brasil atualmente.
No entanto, todas concentram seus voos internacionais em Aeroporto Internacional de Guarulhos, principal hub internacional do país.
Segundo Levy, justamente essa força de São Paulo ainda representa um dos maiores desafios para o Galeão competir por novas rotas internacionais, principalmente pela enorme capacidade de conexões domésticas disponíveis em Guarulhos.
Companhia chinesa seria negociação mais complexa
Entre todas as conversas em andamento, Levy afirmou que a negociação envolvendo a empresa chinesa é atualmente a mais difícil.
O executivo não revelou qual companhia estaria em negociação, mas destacou que a recente decisão do governo brasileiro de ampliar a política de isenção de vistos para chineses pode ajudar nas tratativas.
A possibilidade de novos voos entre China e Rio de Janeiro é vista há anos como estratégica tanto para turismo quanto para negócios, mas esbarra principalmente na complexidade operacional e na necessidade de alta demanda consistente para sustentar uma rota tão longa.
Companhias americanas recusaram expansão no Galeão
Segundo Levy, a prefeitura também tentou ampliar operações de empresas americanas no Aeroporto Internacional do Galeão, mas encontrou resistência.
O executivo afirmou que a American Airlines recusou uma proposta de expansão, e outras empresas dos Estados Unidos também demonstraram pouco interesse.
Uma das ideias estudadas envolvia até uma possível rota direta para São Francisco.
Segundo Levy, grande parte dessa dificuldade acontece porque as companhias seguem priorizando suas operações em São Paulo, especialmente pela conectividade oferecida pelos hubs da LATAM Brasil em Guarulhos.
Prefeitura oferece incentivos financeiros para novas rotas
Para tentar tornar o Galeão mais competitivo, a prefeitura do Rio de Janeiro criou o programa “Novas Rotas”, oferecendo incentivos financeiros para companhias interessadas em abrir operações internacionais.
Segundo Levy, a estratégia foi utilizada recentemente nas negociações com a GOL Linhas Aéreas.
A prefeitura reservou cerca de R$ 6 milhões como mecanismo de mitigação de risco para a rota da empresa para Nova York, valor que só seria utilizado caso a operação não atingisse equilíbrio financeiro inicial.
O executivo afirmou que, no caso de companhias internacionais, também existem incentivos em negociação, embora em volumes menores.
Qatar Airways descarta voos para o Rio neste momento
Entre as companhias que já disseram “não” ao Galeão está a Qatar Airways.
Segundo Levy, a empresa não possui interesse atual em operar no Rio de Janeiro, principalmente pela forte parceria com a LATAM Airlines Brasil em São Paulo.
Hoje, a Qatar concentra suas operações brasileiras em Guarulhos, chegando a operar até 21 voos semanais antes do agravamento recente da crise no Oriente Médio.
Aena pode mudar dinâmica do Galeão
Outro ponto importante mencionado por Levy envolve a futura chegada da Aena ao Galeão.
A empresa já administra Aeroporto de Congonhas e diversos aeroportos brasileiros, e existe expectativa de que essa integração facilite conexões entre Congonhas e Galeão para alimentar voos internacionais.
Segundo Levy, um dos “sonhos” da prefeitura do Rio seria criar conexões mais eficientes envolvendo rotas domésticas entre Congonhas e Galeão conectados às operações internacionais no Rio.
Transporte até o Galeão segue como desafio
Levy também reconheceu que a mobilidade até o Galeão ainda é um problema importante.
Hoje, o aeroporto depende basicamente de táxis, aplicativos e ônibus. Segundo o executivo, a prefeitura estuda novamente projetos de transporte alternativo, incluindo uma ligação aquática entre o Galeão e o Aeroporto Santos Dumont.
A proposta envolveria barcas com capacidade para cerca de 300 passageiros por hora.
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Com informações do site Melhores Destinos
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