A reforma tributária brasileira prevê o fim da isenção de impostos sobre passagens aéreas internacionais, estabelecendo uma alíquota de 26% (IBS/CBS) incidente sobre o trecho de ida. Embora o governo argumente que a recuperação de créditos tributários pelas companhias possa suavizar o impacto, o setor alerta para o repasse imediato ao consumidor. A cobrança efetiva deve começar em 1º de janeiro de 2027, após um período de testes em 2026.
A implementação da reforma tributária no Brasil trará mudanças significativas para o setor aéreo e para o bolso de quem planeja viagens ao exterior. Com o início da fase de transição para o novo modelo de impostos, o cenário de isenção em bilhetes internacionais será substituído por uma nova carga tributária.
Abaixo, detalhamos os principais pontos da reforma e como eles afetam o custo das viagens, com base nas informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda e por lideranças do setor.
Tributação de 26% em bilhetes de ida
Atualmente, o padrão internacional seguido pela maioria das nações e recomendado por órgãos como a OCDE é a isenção de impostos sobre bilhetes internacionais. O objetivo dessa prática global é evitar a bitributação e fomentar o turismo e o comércio entre países. No entanto, o novo modelo tributário brasileiro prevê a aplicação de uma alíquota de 26% sobre o trecho de ida de passagens para fora do país. O trecho de volta, por sua vez, permanecerá isento.
Essa decisão foi classificada por representantes do governo como uma escolha política de definição sobre onde tributar, visando equilibrar a arrecadação em diferentes setores da economia.
Por que as passagens internacionais devem subir?
O encarecimento das passagens para o consumidor final não ocorre apenas pela criação de um novo imposto, mas por uma mudança na estrutura de custos:
- A proposta prevê a cobrança de 26% de imposto (IBS/CBS) sobre o trecho de ida. Como esse tributo incide diretamente sobre o valor da venda, ele tende a ser repassado ao preço final pago pelo viajante.
- O governo reconhece que o preço irá aumentar, tratando isso como uma escolha deliberada de “onde tributar”. A estratégia é compensar a desoneração de outros setores mantendo a carga sobre o setor aéreo internacional.
- No Senado, houve tentativas de manter a “alíquota zero” para passagens internacionais, tratando-as como exportação de serviços. No entanto, o texto que avançou retirou essa proteção, abrindo espaço para a cobrança integral do imposto.
O fator dos créditos tributários
O Ministério da Fazenda argumenta que o impacto pode ser suavizado porque as companhias aéreas passarão a recuperar créditos de impostos pagos em sua operação (como combustível e alimentação), o que hoje é um custo “morto”.
Entretanto, executivos do setor alertam que o repasse desses créditos para o consumidor não é garantido e que a nova taxação de 26% na venda dos bilhetes gera um impacto imediato e visível no valor das reservas.
Calendário de Mudanças
O viajante ainda tem um tempo de adaptação. O ano de 2026 será focado em testes de sistemas sem cobrança efetiva. O novo cenário tributário deve começar a pesar no bolso a partir de 1º de janeiro de 2027, quando a CBS federal entra em vigor, seguida pela transição gradual dos impostos estaduais e municipais até 2033.
Enquanto isso, representantes de companhias aéreas estrangeiras têm manifestado preocupação com a falta de clareza sobre como a cobrança será operacionalizada, citando riscos de insegurança jurídica.
Para o viajante, o contexto da reforma tributária exige atenção redobrada ao planejamento de longo prazo, e, se necessário, se preparar para passagens aéreas ainda mais caras.
Com informações do portal Metrópoles.
Para saber mais
Para ler outras notícias que publicamos recentemente, clique aqui.
Que tal nos acompanhar no Instagram para não perder nossas lives e também nos seguir em nosso canal no Telegram?
O Pontos pra Voar pode eventualmente receber comissões em compras realizadas através de alguns dos links e banners dispostos em nosso site, sem que isso tenha qualquer impacto no preço final do produto ou serviço por você adquirido.
Quando publicamos artigos patrocinados, estes são claramente identificados ao longo do texto. Para mais informações, consulte nossa Política de Privacidade.
Não usamos inteligência artificial na geração de conteúdo do Pontos pra Voar. Os conteúdos são autorais e produzidos pelos nossos editores.




