O seguro viagem é um daqueles itens que esperamos não precisar utilizar, mas que é de suma importância diante de um imprevisto. Do atendimento médico a problemas com bagagem, entender as coberturas e saber como acioná-las é fundamental antes de embarcar.
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Seguro viagem
Passagens compradas, hotéis reservados e roteiro pronto. Na hora de organizar uma viagem, é fácil concentrar a atenção na parte mais divertida do planejamento e deixar o seguro viagem para os últimos detalhes. Mas viajar protegido deveria fazer parte da organização desde o início.
Uma virose, uma dor de dente, uma queda ou qualquer outro problema de saúde pode acontecer mesmo durante uma viagem cuidadosamente planejada. E, fora do Brasil, uma situação relativamente simples pode significar não apenas lidar com um sistema de saúde desconhecido e outro idioma, mas também enfrentar despesas inesperadas.
É justamente nesse cenário que a importância do seguro viagem vem à tona. Além da proteção financeira dentro dos limites contratados, ele oferece suporte diante de diferentes imprevistos e pode ajudar o viajante a encontrar atendimento quando está longe de casa.
Existem diferentes maneiras de obter essa proteção. Alguns cartões de crédito oferecem seguro viagem entre seus benefícios, enquanto empresas especializadas disponibilizam planos contratados especificamente para a viagem. Muitos viajantes, inclusive, optam por combinar as duas alternativas.
A importância do seguro viagem
A principal função do seguro viagem é oferecer proteção diante de determinados imprevistos ocorridos durante o período da viagem. As coberturas variam conforme o plano contratado, mas podem contemplar despesas médicas e hospitalares, atendimento odontológico, medicamentos, traslado médico, repatriação, problemas relacionados à bagagem e diferentes inconvenientes de viagem.
Mais importante do que simplesmente ter uma apólice, entretanto, é entender qual proteção você possui, quais são seus limites e como deverá utilizá-la se alguma coisa acontecer.
Nem sempre estamos falando de uma grande emergência. Uma dor de garganta, uma virose ou um problema odontológico podem ser suficientes para exigir atendimento em um país onde você não conhece o sistema de saúde ou sequer sabe a quem recorrer. Além do aspecto financeiro, portanto, existe a tranquilidade de saber que há uma estrutura à qual recorrer caso apareça algum imprevisto.
Seguro viagem do cartão de crédito
Antes de contratar um seguro separadamente, vale verificar os benefícios oferecidos pelo seu cartão de crédito. Algumas categorias de cartões de crédito, como os mais conhecidos Visa e Mastercard, por exemplo, oferecem seguro para emergências médicas em viagens internacionais. No entanto, possuir um cartão elegível não significa necessariamente que todas as suas viagens estarão automaticamente protegidas.
As regras de elegibilidade, emissão do bilhete de seguro, pagamento das passagens, duração da viagem, pessoas cobertas e valores de cobertura precisam ser verificadas antes do embarque.
Seguro viagem Visa
Atualmente, o Seguro de Emergência Médica Internacional da Visa está disponível em cartões elegíveis das categorias Visa Platinum, Visa Signature e Visa Infinite, embora a própria bandeira ressalte que benefícios e condições podem variar conforme o emissor do cartão.
Um de extrema importância cumprir as condições de elegibilidade dos benefícios e emitir o Bilhete de Seguro pelo menos 48h antes do início da viagem. A Visa também estabelece períodos máximos para a proteção: atualmente, até 60 dias consecutivos para Visa Infinite e até 31 dias para Platinum e Signature.
Por isso, não basta pensar “meu cartão tem seguro”. Antes de viajar, é importante acessar o portal de benefícios, verificar se aquele cartão e aquela viagem são elegíveis e emitir a documentação necessária.
Seguro viagem Mastercard
A Mastercard também oferece o MasterAssist para cartões das categorias Platinum e Black elegíveis, com coberturas que variam conforme a categoria e também é necessário emitir o Bilhete de Seguro antes da viagem para ter acesso às coberturas previstas.
Outro ponto interessante é que o seguro do cartão não deve ser automaticamente associado apenas a um sistema de reembolso. No MasterAssist Black, por exemplo, a Mastercard orienta o passageiro a entrar em contato com a central antes de procurar atendimento, permitindo que a assistência organize o serviço de acordo com as condições do benefício.
Essa é uma diferença importante, porque é comum encontrar a percepção de que todo seguro oferecido por cartão exige que o passageiro primeiro pague a despesa médica para depois solicitar ressarcimento. O funcionamento depende das condições específicas de cada produto.
O que observar no seguro do cartão?
O seguro oferecido pelo cartão pode representar uma excelente economia, já que faz parte dos benefícios de um produto que o viajante possui. Mas é essencial conhecer suas regras antes de depender exclusivamente dele. Verifique se o seu cartão é elegível, quem estará protegido – se apenas o titular, se familiares diretos ou todos, quais condições precisam ser cumpridas para ativar o benefício, o período máximo da viagem e os limites para despesas médicas, odontológicas e outras coberturas.
Também é importante saber como deve ser feito o acionamento e se, diante de uma necessidade, a assistência poderá organizar diretamente o atendimento ou se alguma despesa precisará ser paga inicialmente pelo viajante.
As condições podem mudar ao longo do tempo e benefícios de cartões da mesma bandeira podem variar conforme categoria e emissor. Por isso, a consulta aos termos vigentes deve fazer parte dos preparativos da viagem.
Seguro contratado com empresas especializadas
Outra possibilidade é contratar um seguro específico para a viagem com uma empresa especializada. Nesse caso, o viajante pode escolher um plano considerando fatores como destino, duração da viagem, idade dos passageiros e valores de cobertura desejados.
A Assist Card, por exemplo, combina seguro viagem com serviços de assistência ao viajante. Quando há uma necessidade coberta, a orientação é entrar em contato com a central, que busca um prestador em sua rede para realizar o atendimento.
Dependendo da situação e do local onde o viajante esteja, entretanto, também pode ser necessário realizar uma despesa e posteriormente solicitar o reembolso, seguindo as regras e autorizações previstas pelo plano.
Atendimento direto ou reembolso?
No atendimento direto, o passageiro entra em contato com a central e recebe orientação sobre onde ou como será o atendimento. Quando previsto pelas condições do plano, a empresa organiza o serviço e o viajante não precisa antecipar o custo da consulta ou do procedimento.
No reembolso, o passageiro realiza determinada despesa e posteriormente solicita o ressarcimento, respeitando os limites e regras da apólice. Nesses casos, é fundamental guardar receitas, notas fiscais, comprovantes de pagamento e toda a documentação exigida.
Uma mesma ocorrência pode inclusive envolver as duas situações. A consulta médica pode ser organizada e paga diretamente, enquanto medicamentos prescritos durante aquele atendimento podem precisar ser comprados pelo viajante e posteriormente reembolsados. É por isso que conhecer apenas o valor máximo da cobertura não é suficiente. Saber como a assistência funcionará na prática também deve entrar na escolha.
Na prática: quando o seguro viagem precisa ser usado
Entender coberturas e formas de atendimento na teoria é importante. Mas os imprevistos enfrentados por viajantes mostram de maneira muito mais clara por que esse item merece atenção.
A leitora do Pontos pra Voar Cristina precisou utilizar a Assist Card durante uma viagem a Tirana, na Albânia. O problema não era uma emergência: ela estava com dor de garganta e tosse e precisava de uma avaliação médica.
“Mandei mensagem de manhã, eles procuraram um médico e fui atendida no mesmo dia à tarde, perto de onde estava hospedada. Me deu uma receita, passei em uma farmácia e depois enviei a receita e o valor para a Assist Card e eles me reembolsaram. Não lembro quanto tempo levou, mas não demorou muito.”
Além de conseguir atendimento no mesmo dia, ela recebeu auxílio para localizar um médico próximo à hospedagem. Os medicamentos foram pagos inicialmente e depois reembolsados. A experiência foi tão positiva que Cristina conta que passou a priorizar a Assist Card em suas viagens.
Já a leitora do Pontos pra Voar Kemilly viveu uma situação ainda mais intensa durante um mês na Inglaterra e que deixou claríssima importância de se ter um bom seguro viagem: precisou de assistência três vezes!
Primeiro, teve uma virose e precisou de consulta médica. Depois, um dente quebrou durante a viagem. Como o primeiro dentista localizado não conseguiria realizar o procedimento necessário no prazo, o seguro procurou outra alternativa e organizou um atendimento em Londres no mesmo dia. Por último, uma forte dor de ouvido foi resolvida por meio de telemedicina, com posterior pedido de reembolso dos medicamentos.
O atendimento odontológico foi o episódio que mais chamou sua atenção:
“Fui para Londres, fiz o procedimento no mesmo dia e não precisei pagar nada. Eu sei que esse procedimento ficaria em torno de £400, então foi uma economia enorme. No geral, tive uma experiência muito boa com o seguro porque não precisei me preocupar com praticamente nada.”
O seguro utilizado por Kemilly nessa viagem era da Allianz, em uma modalidade anual. Como ela realizou quatro viagens internacionais dentro do período de vigência, esse formato também acabou fazendo sentido para seu perfil.
Os dois casos mostram que o seguro pode ser necessário nas situações mais variadas – e que atendimento direto e reembolso podem coexistir dentro de uma mesma viagem. Mais do que esperar por uma grande emergência, a proteção pode ser útil justamente naqueles acontecimentos comuns e completamente imprevisíveis que surgem longe de casa.
Seguro do cartão ou seguro contratado?
Não existe uma única resposta que sirva para todos os viajantes. Para algumas pessoas, as coberturas disponíveis pelo cartão de crédito podem atender perfeitamente às necessidades da viagem. Para outras, contratar um seguro adicional traz mais tranquilidade ou oferece condições mais adequadas ao destino e ao perfil do passageiro.
A análise não deve considerar apenas o preço. É importante comparar limites para despesas médicas e hospitalares, assistência odontológica, medicamentos, traslado, repatriação, cobertura para bagagem e inconvenientes de viagem, além das condições específicas para situações como doenças preexistentes, prática de esportes ou gestação.
Também vale observar a forma de atendimento. Pagar antecipadamente uma despesa pequena e solicitar reembolso depois pode não causar grande impacto. A situação muda quando imaginamos uma internação ou procedimento médico de milhares de dólares. Saber antecipadamente quem fará esse pagamento e quais procedimentos precisam ser seguidos pode trazer tanta tranquilidade quanto o próprio valor da cobertura.
Por que muitos viajantes combinam as duas proteções?
Existe ainda uma terceira possibilidade: utilizar o seguro oferecido pelo cartão de crédito e contratar também um seguro viagem adicional. Isso não significa que os limites das duas apólices simplesmente se somam ou que seja possível receber duas vezes pela mesma despesa. Cada seguro possui suas próprias regras, limites e condições.
A estratégia está mais relacionada a contar com diferentes possibilidades de assistência e complementar eventuais diferenças entre as coberturas.
Essa preocupação também aparece na experiência de Kemilly:
“Mesmo tendo seguro do cartão, eu tenho bastante receio de precisar pagar uma despesa grande do meu próprio bolso e só depois solicitar o reembolso. Então prefiro ter um seguro que faça o atendimento e o pagamento diretamente, sempre que possível.”
Para quem já possui um bom benefício no cartão, portanto, contratar outra proteção pode ou não fazer sentido. A decisão deve partir da comparação entre os produtos e das características daquela viagem. O objetivo não é simplesmente “ter dois seguros”, mas conhecer o que cada um oferece e saber a quem recorrer diante de um problema.
Como escolher o seguro viagem?
Estar ciente da importância de se ter um seguro viagem é apenas parte da proteção. Um dos erros mais comuns é observar apenas o grande número destacado na cobertura de despesas médicas e escolher o plano a partir dele.
O destino deve ser um dos primeiros fatores considerados, já que o custo da assistência médica varia bastante entre os países. A duração também precisa estar integralmente contemplada, incluindo os dias de deslocamento.
Depois, vale analisar os limites específicos para despesas médicas, atendimento odontológico, medicamentos, traslado e repatriação. Quem pretende praticar esportes, está grávida ou possui alguma condição preexistente também deve observar atentamente as regras aplicáveis ao seu perfil. Coberturas para bagagem, atraso ou cancelamento de viagem e outros inconvenientes podem ser importantes dependendo do roteiro.
E há ainda uma pergunta fundamental: se eu precisar de atendimento amanhã, sei exatamente o que fazer?
Confira antecipadamente quais são os canais disponíveis, se é necessário falar com a central antes de procurar um hospital, quais documentos precisam ser guardados e em quais situações poderá existir reembolso. Descobrir essas regras durante uma emergência é muito mais complicado do que conhecê-las antes de sair de casa.
E a Assist Card?
A Assist Card oferece diferentes planos que combinam seguro viagem e assistência, com coberturas que variam conforme a modalidade contratada. Atualmente, a empresa comercializa opções com diferentes limites para despesas médicas, odontológicas, medicamentos, traslado e outras situações relacionadas à viagem.
O atendimento pode ser solicitado pelos canais da empresa, e a Assist Card conta com suporte durante 24 horas para orientar o passageiro e buscar atendimento em sua rede quando necessário.
No Pontos pra Voar, acompanhamos regularmente as promoções da Assist Card e divulgamos oportunidades de contratação. Antes de escolher um plano, entretanto, vale comparar as opções disponíveis e conferir as condições de cada cobertura para encontrar aquela que melhor atende à sua viagem.
Tome Nota
Embora o seguro viagem seja um daqueles produtos cujo melhor cenário é voltar para casa sem precisar utilizar, sua importância é indiscutível. Viajar sabendo que existe uma estrutura preparada para ajudar diante de um problema traz uma tranquilidade difícil de mensurar.
E, como mostram os relatos das leitoras do Pontos pra Voar, não é preciso enfrentar uma grande emergência para perceber sua utilidade. Uma dor de garganta ou uma virose podem exigir atendimento médico e uma simples dor de ouvido pode exigir uma consulta quando estamos a milhares de quilômetros de casa.
Você pode utilizar o seguro do cartão de crédito, contratar uma empresa especializada como a Assist Card ou combinar as duas alternativas, o mais importante é não apenas “ter um seguro”. É preciso conhecer suas coberturas, seus limites e saber como acioná-lo antes de embarcar. Assim, se algum imprevisto acontecer, você poderá concentrar sua atenção no que realmente importa: resolver o problema e seguir a viagem.
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