A importância da diversificação nos programas de fidelidade

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No atual cenário do mundo das milhas, a diversificação da sua “carteira de investimento em programas de fidelidade” é medida não só necessária, mas de importância fundamental.

Neste sentido, após falar sobre a importância da diversificação no mundo das milhas, irei mostrar, na prática, um exemplo de porque você deve diversificar.

Introdução

Ultimamente, nas lives que nós, editores do Pontos pra Voar, temos realizado, estamos frisando, reiteradas vezes, a importância de você, leitor, diversificar a sua “carteira de investimento nos programas de fidelidade”. Isto é, assim como no mercado financeiro, não concentrar seus investimentos em uma só empresa, ou, até mesmo, em um só país.

Como diz o ditado: “Não coloque todos os ovos na mesma cesta“.

Defendo (e assim pratico) que, tal como no mundo dos investimentos, também no mundo das milhas o investimento globalizado é fundamental, sendo este um elemento chave da importância de diversificação no que diz respeito aos programas de fidelidade.

Nesse sentido, a seguir, explico como eu montei a minha “carteira de milhas de diversificação global”, isto é (sendo o mais claro e direto possível): em quais programas eu tenho concentrado as minhas milhas, a fim de realizar as viagens que almejo, e os motivos pelos quais eu os escolhi.

Investimento Globalizado Também no Mundo das Milhas

Inicialmente, esclareço que um investimento globalizado, a meu ver, significa possuir milhas em programas que integram as três alianças mundiais (Star Alliance, Oneworld e Skyteam), e, adicionalmente, se possível, também em programas que possuem parcerias com cias aéreas cuja malha aérea tenha abrangência mundial.

Embora, em princípio, as três alianças mundiais já sirvam ao fim desejado, o eventual acréscimo de um programa que não as integra, presente uma condição diferenciada (leia-se facilidade de acúmulo e condições de resgates interessantes), pode e deve ser realizado.

LATAM Pass

Em relação a este último aspecto, destaco o programa LATAM Pass, que, como sabemos, apesar de ter saído da aliança Oneworld, mantém acordo de codeshare com a Qatar Airways.

E além disso, mantém uma tabela fixa com valores atrativos em algumas regiões, que até mesmo podem ser enquadradas como verdadeiros sweet spots, como, aliás, fizemos questão de enfatizar e exemplificar neste post.

Logo, a tabela fixa que o programa da LATAM possui, para alguns destinos, com tarifações bem interessantes, me levou a incluí-lo no rol das companhias que integram minha “carteira de milhas de diversificação global”, diante da sua importância na diversificação no mundo das milhas.

Lógico que no final de novembro, com a implementação das medidas previamente já anunciadas, poderei rever esse meu posicionamento, mas, em princípio (e assim espero), a tabela fixa não será impactada (ao menos a partir do que foi anunciado, como falamos aqui e aqui, embora a pesquisa de bilhetes prêmio deva ser).

Smiles

De outra parte, diversamente do LATAM Pass, não incluo o Smiles na minha lista. Apesar de o programa manter parceria com a Emirates, cuja malha aérea também é de abrangência mundial, a tarifação cobrada para voar na cia árabe é por demais inflacionada, e eventuais sweet spots existentes podem ser explorados com o programa TAP Miles&Go.

Programas Internacionais

Em relação aos programas de cias áreas que integram as alianças mundiais e que compõe a “minha carteira de investimentos no mundo das milhas”, destaco três: o Miles&Go, o AAdvantage e o Iberia Plus e Executive Club da British (estes dois últimos, diante da opção de transferência gratuita e instantânea de avios entre eles, serão considerados, em razão disso, como um só).

O primeiro (programa Miles&Go), a despeito da imensa dificuldade de efetivar as suas emissões (nas últimas semanas, infelizmente, nem o site e nem o call center do programa conseguem atender, ainda que minimamente seus clientes), pelo fato de possuir uma tabela fixa por regiões  interessante, por integrar a maior aliança mundial (Star Alliance), e, sobretudo, pela paridade 1×1 com a Livelo combinada com os agressivos bônus ofertados nas promoções que vem ocorrendo com bastante frequência.

O segundo (programa AAdvantage), por integrar outra grande aliança aérea mundial (Oneworld), por se tratar, historicamente, de um programa mais estável, e por adotar uma tarifação bem interessante a partir de uma tabela fixa por regiões para emissões com os parceiros, apesar da tabela dinâmica adotada para voos puros e das regras impostas pela sua tabela de roteamento de regiões, que pode demandar uma maior quantidade de milhas, a depender do destino escolhido.

O terceiro (Iberia Plus e Executive Club), apesar de também integrarem a Oneworld e de cobrarem, em voos puros originados fora do Brasil, uma expressiva taxa de combustível (notadamente o programa da British), por possuírem um histórico de boa estabilidade e por adotarem uma tabela de tarifação por faixas de distância, sendo muito úteis em voos de curta e média distância.

Nesse caso, considerando o critério de tarifação distinto, você, viajante, consegue combinar os dois critérios de modo a extrair o máximo de valor do seu milheiro.

Como exemplo, cito a excelente emissão que realizei entre Taipei e Osaka (TPE-KIX), voando em executiva por apenas 16,5k avios, como mencionei neste post da série compartilhando emissões.

A título de comparação, lembro que, no exemplo acima, o programa da AA (que precifica por regiões) estava tarifando, mesmo em econômica, quase o dobro (30k), o que demonstra a importância de combinar programas cujos critérios de tarifação são distintos.

Programas de Fidelidade Onde Ainda não Possuo Pontos

Por fim, atualmente, com exceção da Smiles, que mantém parceria com a Aeromexico, KLM, Air France e Korean Air, que integram a aliança mundial Skyteam, não possuo pontos em programas que possam, verdadeiramente, acumular pontos nesta aliança.

Assim me refiro em razão da exagerada precificação imposta pelo Smiles com a Air France e com a KLM. Embora a Aeromexico tenha resgastes interessantes, a disponibilidade para rotas do México para outros destinos, que não o Brasil, é um fator impeditivo, assim como a baixa liberação de assentos aos parceiros por parte da Korean Air.

Justamente para suprir essa carência (entre outros fatores, obviamente), que estou construindo meu score de crédito a fim de obter, em breve, cartões americanos, como o AMEX, cujo programa (Membership Rewards) mantém como parceiros, entre outros, o programa Flying Blue (KLM e Air France) e o Club Premier (Aeromexico), além do próprio cartão cobranded com a Delta.

Além disso, é através dos cartões americanos (e nossa equipe conta com um especialista neste tema) que poderei ir além e passar a acumular milhas em programas não acessíveis para nós, brasileiros, podendo citar alguns exemplos, como o Skywards, da Emirates, e o KrisFlyer da Singapore, sendo possível, assim, conhecer cabines fantásticas destas duas companhias aéreas.

Vejam, portanto, que no cenário acima, irei dispor não só de milhas em programas das três grandes alianças mundiais, mas também em um programa nacional que mantém parceria com uma companhia aérea de abrangência mundial, e que, no momento, oferece excelentes oportunidades para algumas regiões a partir da utilização da sua tabela fixa com parceiros.

Acredito que somente desta forma a sua “carteira de investimento das milhas” estará, realmente, diversificada.

E, com isso, eventual desvalorização de um programa terá um impacto muito menor na sua carteira.

Ademais, outro grande benefício da diversificação, é dispor de uma maior oferta de assentos que lhe possibilitará, inclusive, viajar para o destino que pretender, mesmo sem a devida antecedência, como será demonstrado a seguir.

Benefícios da Diversificação

Portanto, em resumo, considero que os dois grandes benefícios de estruturar uma “carteira de investimento em milhas” globalmente são os seguintes:

  •  Diminuir, em considerável medida, eventual impacto que a desvalorização dos programas possam ter na sua carteira, e
  •  Possibilitar maior acesso aos assentos e inventários “award” (bilhetes prêmio) disponibilizados pelas alianças mundiais, dos bilhetes disponibilizados pelas próprias cias e pelas empresas parceiras, facilitando, sobremaneira, suas emissões, inclusive com a combinação do “melhor de dois mundos”, isto é, dos melhores resgates de cada cia e aliança, maximizando o uso das suas milhas.

Para melhor exemplificar as vantagens da diversificação no que se refere à maior disponibilidade de bilhetes, irei demonstrar, a seguir, com um exemplo prático.

Exemplo Prático da Importância da Diversificação

Como eu já havia comentado na série compartilhando emissões, no final deste ano e início do próximo, tenho intenção de realizar uma viagem internacional de férias em família.

O primeiro destino que tínhamos a intenção de visitar era a Ásia (Indonésia, Taiwan e o Japão, como comentei, em detalhes, aqui). Porém, diante das incertezas de abertura das fronteiras destes três países, passados alguns meses dessa emissão, montei um plano “B” (“backup”).

Assim, a segunda emissão que fiz para o mesmo período compreendeu a Turquia e o Egito, emissão essa que eu compartilhei em detalhes aqui.

Nas últimas semanas, contudo, surgiu um fato novo. O voo de volta do Japão foi cancelado. Em vista disso, e considerando que os demais países da Ásia que pretendíamos visitar permanecem fechados, optei por suspender o bilhete.

Então, a segunda emissão, até então plano “B”, passou a ser o plano “A”. Com isso, considerando que a Turquia (plano “B”) segue exigindo quarentena de visitantes oriundos do Brasil, mesmo aqueles totalmente vacinados (meu caso), passei, há poucos dias, a buscar uma alternativa caso, até a data da viagem, persista essa exigência, que, infelizmente, inviabilizaria a viagem.

Afinal, depois de um longo período com grandes restrições a viagens, seria no mínimo frustrante ter cancelados os dois planos de viagens, ainda mais em um período já destinado às férias.

E foi, então, pensando em uma nova alternativa (um novo plano “B”), que o fato de possuir milhas em um programa que participa de uma outra aliança aérea mundial fez toda a diferença.

Explico: tanto a primeira, como a segunda emissão acima citadas (ou seja, a primeira para a Ásia e a segunda para a Turquia e Egito), foram realizadas com milhas do programa TAP Miles&Go, que integram a mesma aliança mundial (Star Alliance).

E, atualmente, a disponibilidade de vagas “award” disponibilizadas pelas cias parceiras para os destinos (América do Norte e Caribe) e época que pretendia incluir nessa emissão alternativa estão bem escassas, praticamente inexistentes. Para três pessoas então, meu caso, não há vagas disponíveis.

Nos programas nacionais, considerando as tabelas dinâmicas adotadas para voos próprios e, na maioria dos casos, com os parceiros, a quantidade de milhas exigida está exorbitante, também inviabilizando a viagem.

Logo, se eu possuísse milhas apenas nos programas nacionais e no programa Miles&Go, fatalmente, não conseguiria realizar uma nova emissão. Ou seja, ficaria na dependência, unicamente, da retirada de restrição de quarentena para os brasileiros por parte do governo turco, situação que, como frisei acima, busco evitar, para não frustrar meus planos de férias.

Porém, felizmente, desde o início de 2020, aproveitando uma promoção de contratação do cartão AAdvantage Black do Santander, dando direito a 50 mil milhas, venho, nos momentos oportunos (=períodos de promoção), concentrando meus gastos neste cartão.

Com isso, acumulei um saldo que, diante da anunciada abertura dos Estados Unidos, me permitiu realizar uma nova emissão.

Assim, graças aos pontos do programa AAdvantage, foi possível, em um período de muita procura (período de fim de ano, que coincide o Natal e ano novo), com pouca antecedência (pouco mais de dois meses), voltar a ter um plano “B”.

E o melhor de tudo: com direito ao cancelamento gratuito, retornando, se necessário, as milhas utilizadas imediatamente para a minha conta, e as taxas pagas em poucos dias. Isso graças à nova política adotada pelo programa AAdvantage em razão da pandemia.

Diversificar não Significa Pulverizar

Em que pese tenha escrito este post com a intenção de destacar a importância de diversificar a sua “carteira de milhas”, convém um alerta: diversificar não significa pulverizar.

Ou seja, trace uma estratégia, verifique, no seu caso, como você poderá acumular milhas em programas de diferenças alianças mundiais, mas não vá juntar milhas em todos os programas de fidelidade que você tem (ou possa ter) cadastro.

Há diversas opções, e por isso, escolha apenas aqueles programas com um histórico de maior respeito ao seu cliente, sem que tenha realizado várias alterações nas suas regras nos últimos tempos.

É certo que em razão da pandemia todos os programas, invariavelmente, irão repassar ao menos parte do seu prejuízo para os seus clientes. Mas, mesmo diante disso, haverá programas que o farão com aviso prévio e de uma forma menos prejudicial ao seu cliente, e é isso que você deverá buscar.

Eu, como frisei acima, já fiz as minhas escolhas. Agora, compete a você, diante das suas possibilidades e condições, fazer as suas. E quanto antes você o fizer, melhor, porque mais preparado estará para as alterações que, em breve, acredito eu, serão feitas pelos programas.

Como costumamos dizer: em algum momento sentiremos os enormes prejuízos que as companhias aéreas amargaram nos últimos tempos, ou seja, ajudaremos a “pagar essa conta”.

Tome Nota

Neste post falamos sobre a importância da diversificação no mundo das milhas.

Fundamentalmente, uma carteira de milhas diversificada traz dois benefícios fundamentais:

  • Diminuir, em considerável medida, eventual impacto que a desvalorização dos programas possam ter na sua carteira, e
  • Possibilitar um maior acesso aos assentos e inventários “award” (bilhetes prêmio) disponibilizados pelas alianças mundiais, além dos bilhetes disponibilizados pelas próprias cias e empresas parceiras, sem contar a possibilidade de acessar programas e cabines específicas e exclusivas.

Desta forma, você conseguirá uma maior proteção diante das iminentes alterações que estão por vir nos programas de fidelidade, além de facilitar suas emissões, inclusive com a combinação do “melhor de dois mundos”, isto é, dos melhores resgates de cada cia e aliança, maximizando o uso das suas milhas.

Também demos um exemplo prático de como a diversificação poderá facilitar os seus planos de viagem, em especial em períodos de alta temporada e demanda, e quando é necessária uma emissão com pouca antecedência.

Por fim, deixamos um alerta: diversificar em programas de fidelidade não significa pulverizar a sua carteira, isto é, evite acumular pontos em vários programas de fidelidade.

A recomendação é que você monte a sua própria estratégia, a partir das suas próprias condições e possibilidades, e, somente então, busque diversificar a sua carteira. Porém, aja rápido, pois a tendência é uma desvalorização nas tabelas dos programas, como, aliás, já vem ocorrendo (vide a recente alteração no fator de conversão de milhas Smiles para o programa ALL da Accor).

Apesar da importância da diversificação no mundo das milhas, lembre-se, sempre que possível, da máxima “earn and burn”, e evite, via de regra (mas com algumas exceções), o “earn and hold”.

E você, leitor, considera importante e já adota uma diversificação na sua “carteira de milhas” em programas de fidelidade? Caso não considere, queira, por favor, justificar o porquê. Por fim, concorda que na estruturação da sua “carteira de milhas” no mundo das milhas o melhor caminho (pela importância) é a diversificação?

Para Saber Mais

Veja mais sobre programas de fidelidade aqui.


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