O Lufthansa Group aprovou a compra de mais 20 widebodies de nova geração, divididos entre Airbus A350-900 e Boeing 787-9. O pedido reforça a renovação da frota de longo curso do grupo, que vem acelerando a retirada de aeronaves mais antigas e menos eficientes, como os Airbus A340 e Boeing 747-400.
O Lufthansa Group aprovou a compra de mais 20 aeronaves de longo curso, divididas igualmente entre Airbus A350-900 e Boeing 787-9. O pedido, aprovado pelo conselho da companhia nesta segunda-feira (11), tem valor de tabela estimado em US$ 7,7 bilhões.
As entregas estão previstas para acontecer entre 2032 e 2034.
Grupo alemão segue renovando sua frota de longo curso
Segundo o Lufthansa Group, os novos aviões serão usados para substituir modelos mais antigos e menos eficientes a partir da próxima década.
Em comunicado, o CEO do Lufthansa Group, Carsten Spohr, afirmou que o pedido representa “um compromisso com uma frota moderna, qualidade premium e redução adicional das emissões de CO₂”.
Spohr destacou:
“Ao encomendarmos mais 20 aeronaves de longo curso, estamos a fazer um investimento sustentável no futuro do Grupo Lufthansa. […] Afinal, as aeronaves com a tecnologia mais recente são a ferramenta mais poderosa para viagens aéreas mais amigas do ambiente. Os modernos Airbus A350 e Boeing 787 são mais eficientes em termos de consumo de combustível, mais silenciosos e têm emissões mais baixas do que os seus antecessores.”
O executivo também reforçou que a companhia segue conduzindo “a maior modernização de frota da história do grupo”.
Airbus A350 e Boeing 787 continuam ganhando espaço no grupo

Créditos: Lufthansa Group
A escolha pelo Airbus A350-900 e pelo Boeing 787-9 não chega exatamente como surpresa.
Os dois modelos viraram praticamente a espinha dorsal da renovação de longo curso das grandes companhias globais nos últimos anos, especialmente por entregarem consumo de combustível significativamente menor, menos ruído e custos operacionais mais baixos em comparação com gerações anteriores.
Além disso, tanto o A350 quanto o 787 ajudaram a transformar o padrão de conforto em voos longos, com cabines mais silenciosas, maior umidade relativa do ar e janelas maiores.
No caso da Lufthansa, os A350 já operam há alguns anos principalmente a partir de Munique, enquanto os 787 vêm sendo incorporados gradualmente à frota do grupo.
Companhia ainda decidirá onde os aviões serão usados
O Lufthansa Group informou que ainda não definiu quais companhias do grupo receberão os novos aviões nem em quais hubs eles serão baseados.
Hoje, além da própria Lufthansa, o grupo controla empresas como SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines, ITA Airways e Discover Airlines.
Ou seja, existe bastante flexibilidade para redistribuir aeronaves conforme necessidade operacional e crescimento de cada empresa do grupo.
Padronização também ajuda a reduzir custos
Outro ponto importante destacado pela Lufthansa foi a busca por maior padronização da frota.
Quanto mais concentrada a operação estiver em menos tipos de aeronaves, mais simples ficam áreas como manutenção, treinamento de tripulação, gerenciamento de peças e operação diária.
E isso ganha ainda mais importância em grupos gigantescos como o Lufthansa Group, que hoje opera múltiplas companhias aéreas sob estruturas diferentes.
Lufthansa já tem 232 aeronaves pendentes de entrega
Com o novo pedido à Boeing e Airbus, o Lufthansa Group passa a ter 232 aeronaves encomendadas aguardando entrega. Desse total, 107 são widebodies de nova geração para voos de longo curso.
O número mostra como a renovação de frota virou prioridade absoluta entre os grandes grupos globais, especialmente em um momento em que consumo de combustível, eficiência operacional e experiência de bordo passaram a pesar ainda mais nas margens das companhias.
A Lufthansa já vinha sinalizando essa direção há algum tempo, principalmente com a retirada gradual de aeronaves mais antigas e mais caras de operar. Recentemente, o grupo confirmou a aposentadoria dos últimos Airbus A340-600 e também começou a reduzir sua frota de Boeing 747-400, dois modelos quadrimotores que acabaram ficando menos competitivos diante da alta do combustível e dos custos operacionais atuais.
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