A LATAM vai reformular a operação entre Belo Horizonte e Santiago e deixar de oferecer voos regulares ao longo do ano. A rota passa a ter funcionamento limitado á temporada de inverno, acompanhando a concentração de demanda observada nesse mercado.
A LATAM Airlines vai deixar de operar a rota entre Belo Horizonte e Santiago de forma regular ao longo do ano e passará a concentrar os voos apenas durante a temporada de inverno, cancelando bilhetes já emitidos para datas fora da janela definida.
LATAM muda perfil da rota e abandona operação anual
A LATAM Airlines decidiu alterar de forma expressiva a operação entre Belo Horizonte (CNF) e Santiago (SCL). A rota deixará de ser anual e passará a existir apenas durante a alta temporada de inverno, entre a segunda quinzena de junho e a primeira quinzena de agosto.
Atualmente, a operação da LATAM na rota entre Belo Horizonte e Santiago acontece três vezes por semana em cada sentido: aos domingo, terças e sextas. Os voos são operados por aeronaves da família A320 configuradas para transportar até 174 passageiros.
O ajuste elimina a opção de voo direto durante a maior parte do ano. A ligação entre Minas Gerais e a capital chilena continuará existindo, mas limitada a um intervalo específico, quando a demanda por turismo de neve atinge seu pico.
A decisão chama atenção justamente porque Santiago é um dos principais hubs da LATAM na América do Sul e, em tese, rotas para alimentar esse tipo de operação tendem a ser mais estáveis. Ainda assim, Santiago tem forte sazonalidade no mercado brasileiro, e o inverno concentra boa parte do fluxo turístico.
Cancelamentos já começaram a ser processados
A mudança não ficou apenas no planejamento. Desde o último sábado (10), a companhia iniciou o cancelamento das reservas para voos programados a partir de 1º de setembro. Com isso, os voos LA673 (CNF–SCL) e LA672 (SCL-CNF) deixam de existir fora do período sazonal.
Passageiros com viagens marcadas para essas datas estão sendo impactados diretamente. Nesses casos, a LATAM permite a reacomodação em outros voos da própria companhia, com conexões via São Paulo (GRU), Brasília (BSB) ou Porto Alegre (POA), mantendo a mesma cabine e, quando possível, a mesma classe tarifária. Caso não haja disponibilidade, a acomodação pode ser feita em classes inferiores dentro da mesma cabine.
Quem não quiser seguir viagem nessas condições pode optar pelas alternativas previstas para alterações involuntárias, que incluem remarcação sem cobrança de multa ou diferença tarifária dentro das regras aplicáveis, além da possibilidade de reembolso integral. Serviços adicionais, como bagagem ou marcação de assento, podem ser transferidos para o novo voo ou reembolsados.
O que está por trás da decisão
A LATAM não detalhou publicamente os motivos para a mudança, mas o contexto ajuda a entender a decisão.
Santiago ocupa um papel central na malha da companhia, especialmente nas ligações entre América do Sul, América do Norte e destinos no Pacífico. É a partir dali que a LATAM distribui passageiros para uma série de mercados, o que normalmente favorece a manutenção de rotas alimentadoras ao longo do ano.
Ainda assim, nem toda origem consegue sustentar esse fluxo de forma consistente. No caso de Belo Horizonte, a demanda para o Chile é bastante concentrada no inverno. Entre o fim de junho e o início de agosto, o volume cresce impulsionado pelas viagens de neve, com Santiago funcionando como porta de entrada para destinos como Valle Nevado e Portillo. Fora desse período, o movimento existe, mas perde intensidade e se dispersa.
Manter uma operação anual, nesse cenário, exige um nível de ocupação mais equilibrado ao longo dos meses, algo que nem sempre se verifica fora da alta temporada. Ao concentrar os voos no inverno, a LATAM ajusta a oferta ao pico de demanda e reduz a exposição a períodos de menor desempenho da rota.
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