Entenda as tabelas fixas para emissão de passagens dos programas nacionais e internacionais

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Crédito: Singaporeair

Em tempos de alta inflação nos resgates das passagens, uma excelente alternativa para maximizar o uso das suas milhas é explorar as tabelas fixas dos programas nacionais e internacionais, e, neste sentido, se mostra crucial conhecê-las.

Pensando sempre em ajudar nossos leitores em busca das melhores emissões, resolvi fazer este post explicando as tabelas fixas dos cinco principais programas nacionais e internacionais que adotam este tipo de tarifação, inclusive destacando os pontos positivos e negativos deste sistema.

Introdução

Há algum tempo, venho notando nos leitores, seguidores e alunos, uma grande dificuldade em entender o que é uma tabela fixa de resgate nos programas; quais os principais programas que a adotam e quais as regras gerais, vantagens e desvantagens deste sistema.

Assim, no presente post, falaremos das tabelas fixas adotadas pelos cinco principais (e mais conhecidos) programas nacionais e internacionais que temos acesso, a saber:

  • LATAM Pass
  • TAP Miles&Go
  • AAdvantage
  • Iberia Plus
  • British Executive Club

Quadro Resumo das Tabelas Fixas

Normalmente, os programas só adotam as tabelas fixas para voos com as companhias parceiras, e não para seus voos próprios.

Para melhor explicar como funcionam as tabelas fixas para voos próprios e com as parceiras nos cinco programas objeto de estudo neste post, anexo o quadro abaixo:

Programa Tabela Fixa para voos próprios Tabela Fixa para voos com parceiras
LATAM Pass Não – dinâmica Sim, por regiões*
TAP Miles&Go Híbrida – com piso e teto Sim, por regiões**
AAdvantage Não – dinâmica Sim, por regiões***
Iberia Plus Sim – por distância Sim, por distância****
British Executive Club Sim – por distância Sim, por distância****

 

Observações

* O programa LATAM Pass, como regra, soma as regiões de conexão, havendo, contudo, exceções pontuais em que isso não acontece.

** O programa TAP Miles&Go tarifa por regiões sem somar as regiões de conexão, desde que respeitadas as regras gerais do programa (número de segmentos, evitar backtracking, rota triangular etc).

*** O programa AAdvantage tarifa por regiões, podendo, ou não, somar as regiões de conexão.

**** Os programas da Iberia Plus e British Executive Club possuem uma tabela própria para voos próprios (em alta e baixa temporada, cada programa define o seu critério, que você pode conferir aqui) e tabelas próprias ou exclusivas a depender do parceiro na aliança.

Lembrando que, no geral, as tabelas dos programas podem ser:

  • Dinâmicas ou Flexíveis, quando as cias cobram valores aleatórios e que podem variar muito (como fazem, por exemplo, os programas da LATAM Pass, Smiles, TudoAzul e a American Airlines em voos próprios);
  • Fixas quando as cias cobram um valor fixo para voar para determinada região (como o TAP Miles&Go com as cias parceiras, seja da Star Alliance, sejam parceiras fora da aliança, ou como ao programa da LATAM Pass com as parceiras Delta e Qatar), ou por determinada faixa de distância (como os programas da Iberia Plus e da Executive Club da British), podendo, ainda, variar a depender da época do voo (períodos de alta e baixa estação, como estes dois programas fazem) ou, finalmente,
  • Tabela híbrida como nos voos (puros) com a própria TAP, em que há um piso (valor mínimo) e um teto (valor máximo).

Vantagens e Desvantagens das Tabelas Fixas

A grande vantagem da tabela fixa é que, havendo disponibilidade, você conseguirá fazer uma emissão por uma quantidade muito menor de pontos, via de regra, que nas tabelas dinâmicas, além de poder planejar quanto pontos precisa para viajar para determinado destino.

Quanto à previsibilidade de quanto você irá pagar, cito dois exemplos: um trecho em classe executiva do Brasil para a Europa com as cias parceiras do programa AAdvantage é tabelado em 87,5k pontos o trecho; já um trecho em classe executiva do Brasil para os Estados Unidos ou Canadá com as cias parceiras do programa Miles&Go é fixo em 50k pontos o trecho.

A desvantagem de o programa adotar a tabela fixa, é que os assentos prêmio (“award”) são limitados, e, em alguns casos, as cias podem sequer liberar assentos para um determinado voo ou período (como a United, por exemplo, está fazendo, atualmente, com as parceiras da Star Alliance).

A título de comparação, os programas que adotam a tabela dinâmica, normalmente, oferecem resgates em milhas para (quase) todos os assentos do voo, iniciando com uma certa tarifação (influenciada pela época do voo e da demanda) que, via de regra, conforme a data da viagem se aproxima vai aumentando (a depender, também, da ocupação dos lugares, ou seja, das vendas dos assentos).

Então, o caminho para maximizar o uso das suas milhas é o combinar conhecimento e planejamento. Se você fizer isso, garanto que irá viajar quando quiser da melhor forma possível!

Tome Nota

Como foi mencionado ao longo deste post, busquei trazer informações acerca do funcionamento das tabelas fixas adotadas por alguns programas nacionais e internacionais.

Embora seja uma “espécie em extinção”, já que diversas cias ao longo do tempo tem migrado para as tabelas flexíveis ou dinâmicas, ainda encontramos alguns programas que mantém a tarifação fixa, o que louvamos e torcemos para que assim continue.

Ainda que o post não entre no mérito quanto ao funcionamento e critérios específicos dos programas que adotam as tabelas fixas, o quadro resumo e as explicações complementares dão um bom panorama para nossos leitores conseguirem, de uma vez por todas, entender melhor este sistema de tarifação e, com isso, maximizar o uso dos seus pontos utilizando-os nas melhores emissões.

O ponto positivo fica pela, via de regra, quantidade menor de pontos exigidos para os resgates, além da possibilidade de poder planejar a sua emissão (você já sabe quantos pontos terá que acumular naquele programa para efetuar o resgate dos bilhetes).

Já o ponto negativo é a limitação de assentos disponíveis, os quais, atualmente, estão escassos, considerando uma série de fatores que concorrem para isso. A depender da aliança aérea que você acumulou seus pontos, a situação pode ser ainda pior neste quesito, inclusive.

Desta forma, considero que o caminho para maximizar o uso das suas milhas é o combinar conhecimento e planejamento dos programas (incluindo suas tabelas, regras etc).

E você, leitor, já conseguiu realizar alguma emissão explorando as tabelas fixas?

Em caso positivo, compartilhe abaixo, nos comentários, qual o programa que utilizou e qual a quantidade de pontos exigida.

Para Saber Mais

Veja mais sobre os programas de fidelidade aqui.


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