A viagem de trem mais longa do mundo conecta Europa e Ásia em 21 dias e 18.755 km, partindo de Portugal e chegando a Singapura, cruzando 13 países com trocas de composições, paisagens épicas que vão do Atlântico ao Pacífico e culturas contrastantes, perfeita para aventureiros que buscam uma jornada sustentável, imersiva e inesquecível sem depender de aviões.
O itinerário completo e suas etapas
A viagem de trem mais longa do mundo começa em Lagos, no Algarve português, com trens regionais confortáveis até Lisboa em poucas horas.
De Lisboa, o Lusitânia leva a Madri (9h), seguido pelo AVE espanhol até Barcelona e o TGV francês para Paris, apreciando vinhedos e montanhas ibéricas.
Em Paris, segue para Bruxelas (1h20), Berlim (8h), Varsóvia (6h) e Minsk, antes de entrar na Rússia via Moscou pela Belarusban.
O ponto alto é a lendária Transiberiana, de Moscou a Vladivostok (9.289 km, 7 dias), passando por Ecaterimburgo (Urais), Novosibirsk (Sibéria central), Irkutsk (Lago Baikal, parada obrigatória) e Khabarovsk.
De Vladivostok, ferry para a Coreia do Sul ou trem direto para a China via Mongólia (Trans-Mongol), com parada em Ulaanbaatar e chegada a Pequim.
Na Ásia, Pequim-Hanoi pela ferrovia China-Laos (2021), depois trem noturno para Bangkok, Kuala Lumpur e Singapura.
13 países e fusos horários únicos
O percurso da viagem de trem mais longa do mundomcruza Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Polônia, Belarus, Rússia, Mongólia, China, Laos, Tailândia, Malásia e Singapura.
São 8 fusos horários, 3 continentes e paisagens que evoluem de campos europeus a estepes siberianas, desertos de Gobi e selvas tropicais.
Cada fronteira exige troca de trem, adaptação a novos idiomas, moedas e costumes, do vinho do Porto ao chá russo e dim sum chinês.
Paradas icônicas incluem o Lago Baikal (1.642m de profundidade), mosteiros mongóis e mercados noturnos tailandeses.
Custos detalhados e classes de serviço
Passagens custam R$ 7-15 mil no total, variando por classe e operadora.
Trechos principais: Lisboa-Madrid (R$ 120), Moscou-Vladivostok platskartny (R$ 450), Moscou-Pequim coupete (R$ 3.152), Pequim-Hanoi (R$ 1.588).
Adicione R$ 8-12 mil em hospedagens (hostels a hotéis 4*), alimentação, transfers e 6-8 vistos (Rússia, China, Belarus custam R$ 500-1.000 cada).
Opções vão de platskartny russo (dormitório aberto, econômico) a suítes privativas no Golden Eagle Transiberiano (luxo, R$ 20 mil).
Refeições a bordo custam R$ 20-50 por refeição; paradas permitem restaurantes locais autênticos.
Planejamento e desafios práticos
Exige 3-6 meses de antecedência para vistos (Rússia exige convite, China é burocrática) e bilhetes.
Use Rome2Rio para rotas, Rail.Ninja para reservas russas/chinesas e agências como Real Russia ou Asia Trains para pacotes completos.
Bagagem limitada (20-30kg), internet fraca em áreas remotas, banheiros básicos nos trens econômicos.
Melhor época: maio-outubro (verão boreal), evitando -40°C siberianos no inverno.
Por que embarcar na maior aventura ferroviária
Ideal para quem rejeita emissões de carbono de voos, valoriza imersão cultural e ritmo contemplativo.
21 dias de descobertas graduais criam memórias únicas, conexões humanas e fotos épicas pela janela.
Atração para casais aventureiros, famílias multigeracionais ou grupos que buscam narrativa de viagem lendária pela Eurásia.
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