Delta admite que lounges estão ficando lotados

Joe Esposito | Créditos: I-40 Films
Um dos pontos mais interessantes da entrevista foi a sinceridade de Esposito ao falar sobre os lounges da companhia. Segundo ele, a Delta reconhece que os Sky Clubs vêm enfrentando filas em determinados horários por causa da alta demanda.
Em tradução livre, o executivo afirmou:
“O lado bom e ruim é que construímos um ótimo produto nos lounges, mas às vezes há filas. É um produto muito popular.”
Por isso, a companhia já avalia reabrir o espaço do antigo Sky Club no Terminal 2 de Los Angeles para aumentar a capacidade na cidade.
Além disso, a Delta também pretende continuar expandindo sua rede de lounges nos Estados Unidos. Hoje, a companhia possui 59 lounges no total, incluindo quatro Delta One Lounges.
Segundo Esposito, novas unidades devem abrir futuramente em cidades onde a Delta ainda não possui presença forte nesse segmento, como Las Vegas e Houston.
Mais Delta One Lounges estão a caminho

Delta One Lounge JFK | Créditos: Delta Air Lines
A Delta também confirmou que pretende ampliar gradualmente sua rede de Delta One Lounges, espaços voltados exclusivamente para passageiros da cabine executiva internacional.
Hoje, os lounges desse tipo estão presentes em:
- Los Angeles (LAX)
- Seattle (SEA)
- Nova York (JFK)
- Boston (BOS)
Mas a ideia é expandir o conceito para todos os hubs internacionais relevantes da companhia. E isso mostra como a Delta vem tratando cada vez mais a experiência em solo como parte importante do produto.
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Toda a frota de longo curso terá suítes com portas

Outro ponto importante da entrevista foi a atualização sobre as suítes Delta One.
Atualmente, cerca de metade da frota de longo curso da companhia já possui assentos com portas deslizantes de privacidade e configuração 1-2-1, garantindo acesso direto ao corredor para todos os passageiros.
Segundo Joe Esposito, a expectativa é concluir a renovação completa da frota nos próximos cinco a seis anos.
A Delta também anunciou recentemente novos interiores para os Airbus A350 e A330-900, que continuarão recebendo a versão mais atualizada das suítes.
Delta confirma “mini primeira classe” em futuros aviões
Mas talvez a revelação mais interessante da entrevista tenha sido a confirmação de um novo produto ainda mais exclusivo dentro da Delta One.
Esposito revelou que futuros aviões da companhia terão uma espécie de “mini first class” nas primeiras fileiras da cabine executiva, oferecendo mais espaço e diferenciação para alguns assentos específicos.
Embora o executivo não tenha dado muitos detalhes, ele confirmou que o produto já está em desenvolvimento.
Dá para enxergar isso como uma resposta da Delta ao movimento de várias companhias internacionais que vêm criando suítes maiores ou assentos “business plus” dentro da própria cabine executiva.
Delta não pretende voltar com primeira classe internacional tradicional
Apesar disso, a companhia deixou claro que não pretende ressuscitar uma cabine internacional de primeira classe tradicional.
E Esposito foi bastante direto sobre isso. Segundo ele, a antiga primeira classe internacional da Delta “não era um grande produto”, enquanto a atual Delta One entrega uma experiência muito superior ao que a companhia oferecia no passado.
A visão da empresa hoje parece ser investir mais em privacidade, conforto e experiência ao redor da suíte, sem necessariamente criar uma cabine ainda mais exclusiva acima dela.
Novas camas lie-flat também chegarão aos voos domésticos

A Delta também trabalha em uma nova geração de assentos lie-flat para os Airbus A321neo usados em rotas domésticas premium, especialmente mercados corporativos como Los Angeles–Nova York.
O novo produto ainda está sendo desenvolvido e deve entrar em operação em cerca de dois anos.
Segundo Esposito, a rota entre LAX e JFK continuará sendo uma das prioridades da companhia, com até 10 ou 11 frequências diárias.
Delta quer voltar a voar de Los Angeles para Londres

Créditos: Delta Air Lines
Outro ponto alto da entrevista foi confirmação de que a Delta pretende voltar a operar voos próprios entre Los Angeles e Londres-Heathrow no futuro. Hoje, a rota é atendida pela parceira Virgin Atlantic dentro da joint venture entre as empresas.
Mas a Delta afirma que os novos aviões permitirão lançar novamente a operação própria, com aeronaves focadas fortemente em passageiros premium.
Segundo Esposito, os futuros aviões deverão ter entre 50 e 60 assentos Delta One e aproximadamente 70% da cabine voltada para produtos premium.
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Ásia vira prioridade a partir de Los Angeles
A entrevista também mostrou como a Delta vê Los Angeles como peça-chave para expansão na Ásia. A companhia está prestes a iniciar voos para Hong Kong e ampliará a rota para Xangai para cinco frequências semanais a partir de outubro.
Segundo o executivo, Hong Kong continua sendo um dos mercados mais importantes para passageiros corporativos e também para carga aérea.
Esposito resumiu a lógica da companhia assim:
“Se você quer ser a companhia de Los Angeles e a companhia da Ásia, precisa voar para Hong Kong.”
Restrição do espaço aéreo russo continua impactando expansão
A Delta também voltou a comentar como o fechamento do espaço aéreo russo continua afetando planos internacionais da companhia.
Segundo Esposito, rotas como Atlanta–Xangai ou futuras operações para Índia seguem comprometidas justamente pela necessidade de evitar o espaço aéreo da Rússia, aumentando tempo e custo operacional.
O executivo afirmou que a Delta provavelmente já estaria voando para Índia hoje se não existissem essas restrições.
Delta acredita que demanda premium continua forte

Ao longo da entrevista inteira, ficou bastante claro que a Delta continua extremamente confiante no crescimento do segmento premium internacional.
Mesmo com incertezas econômicas globais, a companhia afirma que a demanda por produtos de maior valor continua muito forte, especialmente em mercados corporativos e internacionais.
Boa parte das mudanças recentes da Delta passa justamente por isso: mais lounges, novas suítes, cabine com mais privacidade e uma atenção muito maior à experiência do passageiro em voos longos.
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