O Airbnb no Brasil mantém um ritmo acelerado de crescimento e já influencia diretamente o mercado imobiliário nacional. Segundo dados divulgados pela plataforma, o país registrou, pela terceira vez nos últimos três trimestres, um aumento superior a 20% no número de noites reservadas.
O desempenho coloca o Brasil entre os três mercados que mais crescem para a empresa no mundo, ao lado de Japão e Índia, reforçando a expansão do aluguel por temporada como uma das principais tendências do turismo.
Outro indicador que chama atenção é o aumento no número de novos usuários brasileiros realizando a primeira reserva pela plataforma. O crescimento foi de 22% em comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo tanto a recuperação das viagens domésticas e internacionais quanto a consolidação do Airbnb no Brasil como alternativa de hospedagem para diferentes perfis de viajantes.
O avanço da plataforma também provoca mudanças no comportamento do investimento imobiliário. Com uma demanda crescente por acomodações de curta duração, investidores passaram a direcionar recursos para imóveis compactos, especialmente em cidades com forte atividade turística, universitária ou econômica. Esse movimento vem estimulando novos empreendimentos desenvolvidos para atender ao perfil de hóspedes que buscam praticidade e localização estratégica.
Entre as cidades que mais se destacam nesse cenário está Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina. O município reúne características que favorecem o aluguel por temporada, combinando turismo durante todo o ano com uma economia diversificada, impulsionada pelo porto, pela logística, pela indústria, pelo comércio, pela náutica e por instituições de ensino superior.
Esse dinamismo também se reflete nos preços dos imóveis. De acordo com o Índice FipeZap, Itajaí apresenta valor médio superior a R$ 13 mil por metro quadrado, demonstrando a valorização do mercado local. Já levantamento da plataforma MySide colocou o município na quarta posição entre as melhores cidades brasileiras para investimentos voltados à locação de curta duração, indicando rendimento anual estimado de 15,5%, já considerados custos de manutenção, taxas, mobília e demais despesas operacionais.
“Itajaí tem características singulares. A cidade combina turismo, economia forte com porto, logística, náutica e universidades, além de uma demanda recorrente ao longo do ano. Para o investidor, os studios entram como uma alternativa com tique médio mais acessível e estrutura pensada para rentabilização, especialmente quando estão em bairros estratégicos e contam com serviços conectados à conveniência”, declarou Charles Kan, CEO da Construtura CK.
Studios ganham espaço entre investidores
O crescimento do Airbnb no Brasil também fortalece a procura por studios, considerados um dos formatos mais atrativos para quem deseja investir em locação de curta duração. As unidades compactas costumam exigir menor investimento inicial e apresentam potencial de rentabilidade em regiões com alta circulação de turistas, estudantes e profissionais em viagem.
Os dados do Índice FipeZap reforçam essa tendência. Em maio de 2026, o valor médio dos aluguéis residenciais alcançou R$ 53,35 por metro quadrado, alta de 8,68% em relação ao ano anterior. Entre todas as categorias avaliadas, os imóveis com um dormitório registraram o maior valor médio de locação, atingindo R$ 71,24 por metro quadrado, desempenho superior ao observado em unidades de dois, três e quatro dormitórios.
Para quem busca investimento imobiliário, esses números indicam que imóveis menores podem oferecer melhor retorno financeiro, principalmente quando localizados em áreas de grande circulação e próximas a polos turísticos, empresariais ou universitários.
Além da localização, empreendimentos com infraestrutura compartilhada também ganham relevância. Lavanderias coletivas, academias, minimercados, armários inteligentes, áreas de convivência e outros serviços voltados à conveniência aumentam a atratividade dos studios para hóspedes que utilizam plataformas de aluguel por temporada.
Com o crescimento consistente do Airbnb no Brasil, a tendência é que o mercado imobiliário continue adaptando seus projetos para atender a uma demanda cada vez maior por hospedagens flexíveis. O avanço da plataforma fortalece novos modelos de investimento e amplia as oportunidades para cidades que combinam turismo, desenvolvimento econômico e alta circulação de visitantes ao longo do ano.
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