A taxa de embarque internacional em Guarulhos subiu 8,43% após a Anac autorizar a atualização dos tetos tarifários prevista nos contratos de concessão, em um movimento que também atingiu outros aeroportos brasileiros e não alterou as tarifas aplicadas aos voos domésticos.
Passageiros que embarcam em voos internacionais pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (GRU), passaram a pagar mais caro pela taxa de embarque desde 15 de janeiro de 2026. O reajuste foi autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e oficializado por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União em 15 de dezembro de 2025.
Com a atualização, o teto da taxa de embarque internacional subiu de R$ 59,54 para R$ 64,56, um aumento de 8,43%. Já a taxa aplicada aos voos domésticos permanece inalterada em R$ 33,64. O reajuste anterior no terminal havia sido implementado em julho de 2025.
Valor é teto tarifário e é repassado ao passageiro
Os valores definidos pela Anac representam tetos tarifários, ou seja, o limite máximo que pode ser cobrado pela concessionária GRU Airport, responsável pela administração do aeroporto. Com isso, o custo é repassado integralmente ao passageiro pelas companhias aéreas no momento da compra da passagem.
Segundo a Anac, o reajuste está previsto nos contratos de concessão como mecanismo de atualização monetária, com o objetivo de preservar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos firmados com os operadores aeroportuários.
Anac atualiza tetos tarifários em 20 aeroportos para 2026
Além de Guarulhos, a Anac definiu novos limites de receita e tetos tarifários para outros 20 aeroportos brasileiros ao longo de 2026. As atualizações foram publicadas em portarias no Diário Oficial da União entre os dias 18 e 23 de dezembro de 2025 e abrangem tanto aeroportos concedidos em blocos quanto terminais individuais, como Santos Dumont (RJ) e São Gonçalo do Amarante (RN).
Os reajustes foram calculados com base na inflação acumulada entre novembro de 2024 e novembro de 2025, medida pelo IPCA, seguindo as fórmulas previstas nos contratos de concessão.
Fatores de qualidade e produtividade explicam diferenças nos reajustes
As variações nos percentuais de reajuste entre os aeroportos decorrem da aplicação dos chamados Fatores Q e X. Esses indicadores levam em conta a qualidade dos serviços prestados aos usuários e os ganhos de produtividade de cada terminal, o que explica por que alguns aeroportos tiveram aumentos mais modestos e outros registraram reajustes superiores a 4%.
Em Congonhas, por exemplo, o teto tarifário foi reajustado em aproximadamente 1,23% apenas, enquanto outros terminais tiveram percentuais mais elevados.
Receita Teto por Passageiro não equivale à taxa de embarque
A Anac reforça que não define diretamente valores individuais de tarifas como embarque, pouso ou conexão. O parâmetro regulatório adotado é a chamada Receita Teto por Passageiro, que corresponde ao valor máximo que o operador aeroportuário pode arrecadar por passageiro considerando o conjunto de tarifas aeroportuárias.
Esse valor não equivale, necessariamente, ao montante pago especificamente na taxa de embarque, já que outras cobranças — como taxas de pouso, permanência de aeronaves, conexão de passageiros e aluguéis — também compõem a estrutura de receitas dos aeroportos e influenciam o custo final das passagens aéreas.
Reajustes extraordinários e consultas prévias
Algumas portarias também autorizaram o reajuste de parcelas extraordinárias de receita em aeroportos como Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Vitória e Santos Dumont. A medida busca manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos diante de situações consideradas excepcionais.
Embora os novos tetos tarifários estejam em vigor desde 1º de janeiro de 2026, a aplicação efetiva dos aumentos depende de consultas prévias com companhias aéreas e usuários. Segundo a Anac, as tarifas só podem ser aplicadas 30 dias após sua divulgação pelas concessionárias responsáveis pela gestão dos aeroportos.
O procedimento segue recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e tem como objetivo dar maior transparência e previsibilidade ao processo de definição das tarifas aeroportuárias.
Para saber mais
Para ler outras notícias que publicamos recentemente no Pontos pra Voar, clique aqui.
Que tal nos acompanhar no Instagram para não perder nossas lives e também nos seguir em nosso canal no Telegram?
O Pontos pra Voar pode eventualmente receber comissões em compras realizadas através de alguns dos links e banners dispostos em nosso site, sem que isso tenha qualquer impacto no preço final do produto ou serviço por você adquirido.
Quando publicamos artigos patrocinados, estes são claramente identificados ao longo do texto. Para mais informações, consulte nossa Política de Privacidade.
Não usamos inteligência artificial na geração de conteúdo do Pontos pra Voar. Os conteúdos são autorais e produzidos pelos nossos editores.




