A Embraer encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento nas entregas de aeronaves, expansão da carteira de pedidos e avanço operacional impulsionado principalmente pelos segmentos de defesa e aviação comercial.
A Embraer anunciou resultados recordes para o primeiro trimestre de 2026, alcançando receita de R$ 7,6 bilhões, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a empresa, este foi o melhor primeiro trimestre da sua história em termos de receita.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelas áreas de Defesa & Segurança e Aviação Comercial.
Defesa puxou crescimento do trimestre
A divisão de Defesa & Segurança foi um dos grandes destaques do período, com crescimento anual de 47% nas receitas.
A Embraer atribui o avanço ao aumento das entregas e reconhecimento de receitas do Embraer C-390 Millennium, além do crescimento na produção do Embraer A-29 Super Tucano.
A margem EBIT ajustada do segmento avançou fortemente em relação ao ano passado, impulsionada também por itens pontuais positivos.
Aviação comercial e executiva seguem em alta
A unidade de Aviação Comercial registrou crescimento anual de 32% na receita, impulsionada por maiores volumes de entrega e preços mais elevados.
Já a Aviação Executiva manteve crescimento consistente, enquanto a área de Serviços & Suporte também avançou com aumento de demanda em praticamente todos os segmentos.
A Embraer destaca que o índice de vendas por receita da Aviação Comercial chegou a 3 vezes nas plataformas E175 e E2, com crescimento de 50% na carteira de encomendas em relação ao ano anterior.
Empresa entregou 44 aeronaves no trimestre
Durante o trimestre, a Embraer entregou 44 aeronaves, avanço de 47% em comparação com o primeiro trimestre de 2025.
As entregas incluíram:
- 10 jatos comerciais
- 29 jatos executivos
- 5 aeronaves de defesa
Entre os modelos entregues estão o Embraer E195-E2, o Embraer E175, o Embraer C-390 Millennium e o Embraer A-29 Super Tucano.
A carteira total de pedidos firmes atingiu US$ 32,1 bilhões, novo recorde histórico da fabricante e mais de 20% acima do registrado um ano antes.
Margem operacional cresce, mas fluxo de caixa segue pressionado
O EBIT ajustado da empresa atingiu R$ 488,6 milhões no trimestre, com margem de 6,4%, acima dos 5,6% registrados no mesmo período de 2025.
A Embraer informou ainda que as tarifas de importação dos Estados Unidos geraram impacto de US$ 13 milhões no trimestre, além de outros US$ 11 milhões em estoques previstos para o segundo trimestre.
Já o fluxo de caixa livre ajustado, desconsiderando a Eve Air Mobility, ficou negativo em R$ 2,4 bilhões.
Segundo a fabricante, o resultado reflete principalmente a preparação para um número maior de entregas de aeronaves nos próximos trimestres.
Empresa manteve projeções para 2026
A Embraer também reiterou suas estimativas para 2026. A fabricante espera entregar entre 80 e 85 aeronaves na Aviação Comercial e entre 160 e 170 aeronaves na Aviação Executiva ao longo do ano.
Na parte financeira, a projeção é alcançar receitas entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões em 2026, com margem EBIT ajustada entre 8,7% e 9,3%.
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