Da série projetos ambiciosos que nunca saíram do papel, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Brasília voltou a ganhar destaque após uma nova atualização. Prometido há mais de uma década, o projeto surgiu em 2009, foi retomado em 2019 e passou por ajustes a partir de 2022 para atender às regras de preservação do Plano Piloto.
Mesmo com novas menções entre 2024 e 2025, a proposta segue acumulando anúncios e revisões, sem que as obras tenham, de fato, começado. Agora, a modernização da mobilidade urbana do Distrito Federal entra em mais um capítulo com a reformulação do projeto. Com isso, a meta é reduzir o fluxo de veículos pesados, retirando cerca de 400 ônibus da avenida.
O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) vetou o uso de fiações aéreas para preservar o conjunto urbanístico tombado de Brasília. Como alternativa, o Governo do DF adotou o sistema de Alimentação pelo Solo (APS), que instala a rede elétrica sob o pavimento, evitando impacto visual e preservando paisagens.
Traçando um paralelo com projetos anunciados, mas nunca entregues, temos, por exemplo, o famoso People Mover de Guarulhos, que recentemente voltou a ser destaque ao anunciar retomada, mas acabou sofrendo novas interrupções.
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Ligação entre Asa Norte e o Aeroporto
Com esse novo capítulo do VLT em Brasília, o projeto prevê mudanças importantes no deslocamento entre a Asa Norte e o Aeroporto Internacional. A operação será feita em duas etapas: primeiro, a ligação entre os terminais das Asas Norte e Sul. Posteriormente, a extensão dos trilhos até o aeroporto.
No total, estão previstos 16 quilômetros de trilhos e 24 estações. Para atender a demanda, o plano inclui uma frota de 39 trens articulados, com capacidade para transportar até 560 passageiros por viagem.
Em entrevista, o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, comentou sobre o projeto e forneceu mais detalhes, desde especificações técnicas até os possíveis valores.
“O projeto prevê 39 trens: trinta e três operando na W3 e seis entre o Terminal da Asa Sul e o aeroporto. Cada veículo terá 45 metros de comprimento, dividido em sete módulos, com capacidade de 400 a 560 passageiros. O valor poderá ser atualizado após a análise do Tribunal de Contas, mas previsão inicial do custo total é de R$ 3,9 bilhões. É um valor de referência. É obvio que esse valor será diferente.”
Parceria de 30 anos com a iniciativa privada
Por fim, agora o projeto segue para validação no Tribunal de Contas local. A engenharia financeira prevê que não haverá gastos públicos imediatos na fase de planejamento, já que a empresa projetista será remunerada pela futura concessionária. O edital de licitação estabelece uma parceria de três décadas com a iniciativa privada, garantindo que gestão e manutenção do VLT fiquem sob responsabilidade da empresa vencedora.
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