Uma mudança discreta, mas com impacto imediato para quem voa em cabine premium: a United passou a restringir o acesso aos lounges Polaris e deixou de fora a maioria dos passageiros da Star Alliance, alterando uma das vantagens mais valorizadas da aliança nos voos de longo curso.
A United Airlines implementou, sem alarde, uma mudança relevante nas regras de acesso às suas salas Polaris. Ao acessar o site da companhia, já é possível encontrar as novas diretrizes em vigor, e elas caem direto no colo de passageiros de companhias parceiras da Star Alliance, que agora enfrentam restrições e, em muitos casos, perderam completamente o direito de entrar nessas salas.
Até então, qualquer passageiro em primeira classe ou executiva de voos internacionais de longo curso operados por membros da aliança podia acessar os lounges Polaris no aeroporto de partida. A companhia não diferenciava de forma relevante qual empresa operava o voo.
Agora, isso mudou.
Quem ainda pode entrar e quem ficou de fora
Com a nova política, o acesso ficou restrito a um grupo bem específico de companhias e tarifas.
Continuam elegíveis:
- Passageiros de primeira classe da All Nippon Airways, Lufthansa e SWISS – com direito a um acompanhante
- Passageiros de executiva (tarifas “basic” e “flex”) da Lufthansa, SWISS, Austrian Airlines e Brussels Airlines
- Passageiros de executiva da All Nippon Airways, Air New Zealand e ITA Airways

Em termos mais simples, isso significa que clientes de companhias importantes da aliança deixaram de ter acesso, mesmo voando em cabine premium. É uma mudança abrupta, sobretudo porque muitos passageiros ainda partem do pressuposto de que benefícios dentro da aliança são amplamente recíprocos.
Considerando a nova política da United Airlines para os lounges Polaris, perdem o acesso os passageiros de executiva/primeira classe das seguintes companhias da Star Alliance:
- Aegean Airlines
- Air Canada
- Air China
- Air India
- Asiana Airlines
- Avianca
- Copa Airlines
- Croatia Airlines
- EgyptAir
- Ethiopian Airlines
- EVA Air
- LOT Polish Airlines
- Scandinavian Airlines
- Shenzhen Airlines
- Singapore Airlines
- South African Airways
- TAP Air Portugal
- Thai Airways
- Turkish Airlines
O problema não é novo: lotação nas salas premium
As salas Polaris sempre foram tratadas como um diferencial da United, com proposta mais próxima de um produto internacional de alto nível do que de uma sala padrão nos EUA. O problema é que esse posicionamento começou a colidir com a realidade operacional.
Nos últimos anos, a companhia expandiu de forma agressiva sua malha internacional e aumentou significativamente a oferta de assentos em classe executiva. Ao mesmo tempo, parceiros da Star Alliance também cresceram sua presença nos hubs da United.
O resultado foi previsível: salas frequentemente cheias, filas de espera e uma experiência que já não condizia com a proposta original.
Restringir o acesso passa a ser, nesse contexto, menos uma decisão comercial isolada e mais uma resposta direta à limitação física dos aeroportos.
A lógica por trás da escolha das companhias
Embora a lista de companhias elegíveis possa parecer arbitrária à primeira vista, ela nitidamente segue um padrão: a United priorizou, majoritariamente, parceiros com quem mantém joint ventures relevantes, especialmente no Atlântico Norte.
Esses acordos envolvem divisão de receitas, coordenação de horários e precificação integrada. Na essência, uma operação quase conjunta em determinadas rotas.
Ao preservar benefícios como o acesso aos lounges Polaris para esses parceiros, a United reforça a lógica de “metal neutrality”, em que pouco importa qual companhia opera o voo, desde que faça parte do mesmo acordo comercial.
A presença da ITA Airways na lista, inclusive, antecipa um movimento já esperado de maior integração com o grupo europeu.
O que muda para o passageiro
Para quem voa com frequência em executiva dentro da Star Alliance, o impacto é brutal. Não basta mais estar em uma cabine premium; agora, a companhia aérea e até o tipo de tarifa passaram a determinar o acesso.
E isso vai exigir mais atenção no planejamento de viagem. Passageiros que antes contavam com as salas Polaris terão que recorrer às salas próprias das companhias ou a alternativas como lounges parceiros e programas independentes.
É uma quebra importante na expectativa de consistência dentro da aliança.
Um ajuste pontual ou o início de uma tendência?
A decisão da United Airlines não acontece no vácuo. O setor vem enfrentando uma pressão crescente sobre infraestrutura de lounges, especialmente nos Estados Unidos, onde a expansão física é limitada e a demanda premium segue em alta.
Outras companhias já começaram a adotar medidas semelhantes, seja restringindo acesso, seja criando espaços ainda mais exclusivos dentro dos próprios lounges. Um exemplo que publicamos recente envolve a Lufthansa, que terá suas salas retiradas do portfólio de acesso dos cartões American Express a partir de outubro de 2026, encerrando uma parceria que, embora pouco conhecida, era bastante valiosa.
Vale a pena se preocupar? Para o passageiro ocasional, talvez não. Mas, para quem usa lounges como parte essencial da experiência, especialmente em conexões longas, a mudança pesa.
Resta ver se outras companhias seguirão o mesmo caminho, ou se haverá algum movimento de compensação dentro da própria aliança.
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Lounges United Polaris
Os lounges Polaris da United Airlines estão concentrados exclusivamente nos principais hubs da companhia nos Estados Unidos e, até agora, não há unidades fora do país.
Atualmente, você encontra lounges Polaris nos seguintes aeroportos:
- Chicago O’Hare International Airport (ORD)
- Newark Liberty International Airport (EWR)
- San Francisco International Airport (SFO)
- George Bush Intercontinental Airport (IAH)
- Washington Dulles International Airport (IAD)
- Los Angeles International Airport (LAX)
Essas salas estão sempre localizadas nos hubs de voos internacionais de longo curso da United, o que explica a ausência em outros aeroportos. Há planos antigos de expansão (como em Denver), mas até o momento não foram concretizados.
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