O mercado de turismo de luxo em 2026 entra em nova fase no Brasil e na América Latina. A Hyatt Inclusive Collection publicou o relatório Latin America’s Luxury Tourism Landscape Research Report, mapeando tendências no Brasil, México, Colômbia, Costa Rica e República Dominicana. O estudo revela crescimento expressivo do setor e mudanças claras no comportamento do viajante de alta renda, com impacto direto sobre estratégias comerciais e investimentos hoteleiros na região.
Segundo o relatório, o turista brasileiro de maior valor tem perfil bem definido. Trata-se, em sua maioria, de mulheres entre 30 e 49 anos, com foco em bem-estar, gastronomia e experiências culturais. Essa cliente busca hospedagem 4 e 5 estrelas, atendimento individualizado e vivências exclusivas que conectem narrativa, emoção e autenticidade. A pesquisa indica que, hoje, o luxo deixado visível por produtos e serviços já não basta, contar uma história única e gerar pertencimento passou a ter peso equivalente.
Brasil em ascensão, mas ainda fragmentado
A comparação entre mercados evidencia diferentes estágios de maturidade. México, Costa Rica e República Dominicana lideram em padronização e integração a redes internacionais. Já Brasil e Colômbia despontam com potencial elevado para o turismo de luxo, principalmente em destinos secundários de apelo natural e cultural. Nesse contexto, o Brasil oferece espaço para expansão de marcas e parcerias locais, aproveitando seu status de maior economia da região.
Apesar da relevância, o país ainda tem hotelaria de luxo pulverizada, com 60% da oferta nas mãos de empreendimentos independentes. O formato all-inclusive, tão difundido em outros destinos latino-americanos, segue pouco explorado. Mesmo assim, o ambiente de negócios é favorável: o Brasil manteve-se entre os líderes regionais em investimento estrangeiro direto (IDE) em 2024 e 2025, o que deve impulsionar novos projetos hoteleiros no setor premium.
Demanda externa sustenta ciclo de valorização
Os dados do Ministério do Turismo e da SECOM indicam retomada sólida. Entre janeiro e outubro de 2025, o país contabilizou 7,68 milhões de chegadas internacionais, superando todo o volume de 2024 e registrando recorde histórico de visitantes estrangeiros. Esse crescimento reforça a tendência de ocupação mais equilibrada no Brasil fora dos meses de pico, especialmente em propriedades de alto padrão voltadas ao turismo de luxo
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De acordo com a Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), hotéis localizados em áreas rurais e naturais, como Pantanal e Amazônia, vêm registrando taxas de ocupação superiores às de resorts litorâneos. A entidade prevê continuidade desse movimento em 2026, com diária média em alta e maior rentabilidade em destinos sustentáveis.
Sustentabilidade e autenticidade como moeda simbólica
O relatório da Hyatt mostra uma virada efetiva na percepção do turismo de luxo: 64% dos hotéis de alto padrão e 80% dos operadores já adotam práticas de sustentabilidade com envolvimento comunitário. Para o novo hóspede, importa saber como o hotel impacta o entorno e quem se beneficia da operação. Essas informações passaram a influenciar comunicação, design de experiências e pipelines de investimento.
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Cidades de destaque e expansão regional
Os principais polos do turismo de luxo brasileiro seguem estáveis, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Manaus, Pantanal e Maranhão, ao lado de destinos consolidados como Fernando de Noronha e Gramado. O levantamento, porém, aponta o Nordeste como fronteira promissora, com a própria Hyatt estudando novos empreendimentos na região. Avanços em licenciamento, parcerias público-privadas e previsibilidade jurídica podem acelerar essa expansão.
O executivo Antonio Fungairino, Head de Desenvolvimento da Hyatt para América Latina e Caribe, resume a transição:
“Hoje, os viajantes de alto padrão buscam mais do que conforto material; querem um valor emocional mais profundo baseado em bem-estar, conexão cultural e sustentabilidade. Preferem destinos que unam exclusividade e sofisticação sem perder autenticidade.”
Turismo de luxo no Brasil com propósito define os próximos passos
Para operadores e investidores o objetivo é fortalecer produtos ligados a bem-estar, cultura e natureza, explorar histórias locais e alinhar práticas sustentáveis que demonstrem impacto positivo medido em resultados sociais e ambientais.
A tendência para 2026 é clara! O luxo se redefine como experiência com propósito, equilibrando exclusividade, autenticidade e responsabilidade. O Brasil, ainda em consolidação, surge como mercado-chave no mapa do turismo de luxo, não apenas pela escala, mas pela chance de inovar antes que o segmento amadureça completamente.
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