A rota entre Florianópolis e Lisboa da TAP tem superado as expectativas e apresentado resultados muito positivos. Isso motivou o recente aumento de frequências para o ano 2026. Agora, a companhia avalia dar um novo passo: aumentar a capacidade operacional a partir do uso de seu Airbus A330-900neo na rota. Para isso, no entanto, é necessário trabalhar em um plano de ampliação da pista do aeroporto catarinense.
A rota entre Florianópolis e Lisboa demonstra resultados consistentes e já apresenta, inclusive, planos de expansão. Uma das alternativas em análise passa pela necessidade de adequações do aeroporto, como por exemplo, a ampliação da pista.
Com isso, a TAP poderia operar a rota com seu Airbus A330-900neo, o que representaria um aumento importante na capacidade da operação e na consolidação de Santa Catarina como destino internacional relevante.
As conversas ocorreram durante o Fórum Atlântico de Turismo – Portugal & Brasil, realizado em São Paulo, onde executivos do setor destacaram o desempenho da rota e os planos de crescimento da operação entre Santa Catarina e a Europa.
Além disso, o encontro reuniu autoridades públicas e representantes do turismo para discutir conectividade internacional, profissionalização do setor e os desafios que impactam o fluxo de viajantes entre Brasil e Portugal.
Rota Florianópolis–Lisboa
O desempenho da ligação direta entre Florianópolis e Lisboa tem superado expectativas desde o início da operação. Como reflexo desse resultado, a companhia já confirmou a ampliação da oferta de voos.
Segundo Carlos Antunes, diretor da TAP Air Portugal para as Américas, a rota apresenta forte demanda e segue em expansão.
“Os resultados da rota Florianópolis-Lisboa têm sido espetaculares e já anunciamos o aumento do número de frequências, passando de três voos semanais para quatro a partir do dia 5 de julho deste ano”, comenta o executivo.
Além disso, dados operacionais reforçam a solidez da operação. Em 2025, a TAP transportou mais de 70.000 passageiros na rota entre Florianópolis e Lisboa, alcançando uma taxa média de ocupação superior aos 85%. As informações divulgadas no X pelo perfil especializado @Brazilian Aviation, ajudam a dimensionar o nível de maturidade da ligação desde o seu lançamento.
Na prática, esse nível de ocupação indica um aproveitamento elevado da capacidade disponível e reforça o potencial de crescimento da rota. Portanto, a intenção da companhia de introduzir o Airbus A330-900neo aparece como um passo natural dentro da estratégia de expansão da operação em Santa Catarina.
Além disso, o aumento de frequências representa mais opções de viagem para passageiros do Sul do Brasil e reforça o posicionamento de Florianópolis como um novo ponto estratégico de ligação com a Europa.
TAP quer operar o Airbus A330-900neo
O próximo movimento planejado pela companhia envolve a introdução de uma aeronave maior e mais moderna na rota. De acordo com Antunes, a intenção é utilizar o Airbus A330-900neo, atualmente o modelo de maior capacidade da frota da TAP. No entanto, essa mudança depende de ajustes na infraestrutura do aeroporto.
“Para isso, precisamos que o aeroporto tenha uma pista um pouco mais extensa. Estamos trabalhando junto ao governo do Estado e ao aeroporto para que haja essa vontade política e técnica de aumentar a pista, para que possamos continuar a investir em Florianópolis”, comenta Antunes.
Essa possível alteração tem impacto direto na capacidade de transporte de passageiros e na eficiência operacional da rota. Em geral, aeronaves maiores permitem o aumento da oferta de assentos, redução do custo por passageiro, ampliação da competitividade da rota e maior potencial de crescimento do turismo internacional
Portanto, a expansão da pista se torna um elemento estratégico para sustentar o crescimento da operação e consolidar Florianópolis como um destino internacional relevante.
Internacionalização do turismo é prioridade para Santa Catarina
A operação da TAP entre Lisboa e Florianópolis também tem sido vista como um marco para a estratégia turística do estado.
Segundo a secretária de Turismo de Santa Catarina, Catiane Seif, Secretária de Turismo de Santa Catarina, a internacionalização foi uma decisão planejada para atrair visitantes com maior poder de consumo e fortalecer a economia local.
“Santa Catarina nunca se posicionou como Estado com potencial turístico e, pela primeira vez, temos uma gestão que se importa com isso e valoriza o Turismo como matriz econômica para gerar emprego e aumentar a renda”, afirma Catiane.
Ela também explicou que a escolha de Portugal como primeiro mercado internacional foi estratégica.
“Identificamos que a internacionalização seria a solução para que nós tivéssemos fluxo e Turismo qualificado, porque nós não temos nem território para ter Turismo de massa. E quando pensamos em internacionalização, começamos a estudar os países. Por estratégia, que hoje vemos que foi acertada, escolhemos começar pela Europa e por Portugal. E foi aí que a gente foi bater na porta da Tap para negociar este voo”
Na prática, essa estratégia busca atrair um perfil de visitante que permanece mais tempo no destino e gera maior impacto econômico local.
Setor de turismo aponta três desafios para o crescimento do mercado
Durante o mesmo painel, o diretor executivo da Abreu no Brasil, Ronnie Corrêa, destacou três fatores que hoje influenciam diretamente o desempenho do turismo internacional, sendo eles: tecnologia e qualidade da informação, profissionalismo dos destinos e preço das viagens
Segundo o executivo, o principal desafio não está apenas na compra online, mas na confiabilidade das informações consumidas pelos viajantes.
“E não me refiro à tecnologia na ótica da compra, porque essa é óbvia. Todo mundo sabe que é mais fácil comprar uma viagem on-line e isso é um desafio para os operadores turísticos, mas estou falando da tecnologia que dá acesso à informação para os viajantes. Nem sempre a fonte da qual os viajantes estão consumindo informações sobre os destinos é segura”, destaca Corrêa.
Nesse cenário, as operadoras assumem o papel de orientar os viajantes com dados confiáveis e experiência prática sobre os destinos. Outro ponto citado foi a evolução do nível de organização e gestão dos destinos turísticos.
“O nível de profissionalização dos destinos subiu demais e devemos ter a coragem e, principalmente, a humildade de conversar com outros destinos para aprender com eles, reconhecendo que tem gente que faz melhor e que podemos nos inspirar nisso. O Brasil tem dado esse salto também, tem progredido muito e a profissionalização dos destinos é um fator que também pode impulsionar os negócios”
Essa profissionalização envolve infraestrutura, qualificação de serviços e planejamento estratégico, fatores essenciais para competir no mercado internacional.
Por fim, o aumento dos custos foi apontado como um fator limitador para a demanda. O executivo comparou o cenário atual com o período anterior à pandemia.
“Os preços subiram muito, seja na Europa ou no Brasil. Em Portugal, não só pela procura, como também pela inflação que a Europa passou no pós-pandemia, mas isso tudo cria algumas limitações”, disse ele.
“Quando a gente pensa em quanto custava uma viagem do Brasil a Portugal em 2019, em reais, e quanto custa hoje, vemos que o cenário é desafiador. E nós como operadora, temos que mostrar que o destino vale a pena, independentemente do preço, seja o Brasil, seja Portugal”.
Fórum reforça integração entre Brasil e Portugal no turismo
O debate foi mediado pelo diretor comercial do Vila Galé, Pedro Ribeiro, que ressaltou a importância do evento para fortalecer o relacionamento entre os dois países.
“Este é um momento único para estreitar o relacionamento das autoridades brasileiras e portuguesas, aproveitando a alta no fluxo de turistas entre os dois países”, completou.
Além disso, o fórum destacou o papel estratégico das rotas internacionais diretas na atração de visitantes e no desenvolvimento econômico regional.
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