A Qatar Airways anunciou uma expansão incomum para a América do Sul: além de incluir Bogotá em sua malha, a companhia também passará a voar para Caracas, tornando-se a primeira empresa do Golfo a operar na capital venezuelana.
A Qatar Airways pegou o mercado de surpresa nesta segunda-feira ao anunciar duas novas rotas na América do Sul: Bogotá, na Colômbia, e Caracas, na Venezuela. A operação começa já em 22 de julho, um prazo extremamente curto para os padrões da aviação internacional, especialmente em rotas longas e complexas como essas.
A companhia vai operar um serviço triangular duas vezes por semana no trecho Doha – Bogotá – Caracas – Doha, usando o mesmo número de voo em toda a operação, o QR783. A novidade também coloca a Qatar Airways em uma posição inédita: será a primeira companhia aérea do Golfo a voar tanto para Caracas quanto para Bogotá.
A rota terá quinta liberdade entre Bogotá e Caracas
O voo sairá de Doha às quartas e domingos, chegando em Bogotá no fim da tarde. Depois, segue para Caracas e retorna diretamente ao Catar ainda na mesma noite.
Os horários ficaram assim:
Com isso, Qatar Airways também poderá vender passagens apenas entre Bogotá e Caracas, operando um trecho regional dentro da América do Sul graças aos direitos de quinta liberdade.
E aí está um detalhe interessante: embora a companhia apresente o anúncio como expansão da conectividade entre Oriente Médio e América Latina, o trecho Bogotá–Caracas sozinho pode acabar sendo bastante relevante comercialmente. A ligação aérea entre Colômbia e Venezuela voltou a crescer recentemente após anos de restrições diplomáticas e redução drástica de voos entre os países.
Expansão da Qatar nas Américas
Com Bogotá e Caracas, a Qatar Airways chega a 16 destinos nas Américas. A entrada da companhia na América do Sul aconteceu em 2010, quando inaugurou os voos para São Paulo.
Hoje, a empresa já atende cidades como São Paulo, Buenos Aires, Miami, Nova York, Toronto, Dallas, Seattle e Los Angeles. Bogotá vinha sendo especulada há algum tempo, principalmente pelo crescimento do mercado colombiano e pela forte demanda de conexões para Ásia, Oriente Médio e Índia.




