Quando o programa “Voa Brasil” surgiu, em 2024, as expectativas eram altas. Afinal, tratava-se de uma iniciativa para democratizar o transporte aéreo, especialmente para aposentados do INSS que não haviam viajado de avião nos últimos 12 meses. Na teoria, assim como muitas ideias, o projeto era interessante. Contudo, apesar de oferecer passagens por até R$ 200 o trecho, o programa não atingiu a meta que se propôs a alcançar.
O que foi prometido e o que foi entregue
O fato é que o Voa Brasil chegou ao início de 2026 enfrentando um choque de realidade. A grandiosa promessa de milhões de bilhetes acabou esbarrando em uma execução limitada, alcançando menos de 2% da meta projetada. Segundo o balanço oficial divulgado no começo de 2026, a iniciativa registrou cerca de 51 mil passagens reservadas. No entanto, a proposta era beneficiar aproximadamente 1,5 milhão de brasileiros.
Em entrevistas, o Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comentou que parte disso se deu por conta de má comunicação.
“A gente falhou na comunicação do Voa Brasil, porque nós não tínhamos, por parte do próprio governo federal, uma priorização dessa comunicação. Fizemos uma pesquisa e mais de 95% dos aposentados do Brasil não conhecem o Voa Brasil.”
Outros possíveis problemas do programa Voa Brasil
Além do fato supracitado, mencionando a fala do Ministro, outro agravante do desempenho insatisfatório do programa pode ter sido o excesso de regras. Ao se estabelecer em função de aposentados que não voaram no último ano, o projeto criou uma espécie de “filtro” bastante seletivo, que comprometeu a dinâmica realista de quem viaja.
No governo, existe uma série de burocracias que, mesmo destinadas a aprimorar e oferecer mais segurança, na prática acabam atrasando processos e distanciando o público. A fim de melhor elucidar a questão, para ter acesso ao programa é necessário possuir conta nível Prata ou Ouro no Gov.br. Apesar de parecer algo simples, é importante lembrar que o programa se destina a um público que, em muitos casos, tem pouca ou nenhuma familiaridade com tecnologia.
Outra questão é que o programa depende de vagas que as companhias aéreas não conseguiram vender, as chamadas “vagas ociosas”. Assim, carece de regularidade, deixando o passageiro sem saber quando ou para onde poderá viajar.
Por fim, foi divulgado que o Ministério de Portos e Aeroportos já realiza um pente-fino no programa, visando destravar gargalos operacionais e atrair maior adesão das aéreas, com o objetivo de simplificar a jornada de compra do usuário.
Para saber mais
Neste link você encontra outras informações sobre o ALL Accor.
Que tal nos acompanhar no Instagram para não perder nossas lives e também nos seguir em nosso canal no Telegram?
O Pontos pra Voar pode eventualmente receber comissões em compras realizadas através de alguns dos links e banners dispostos em nosso site, sem que isso tenha qualquer impacto no preço final do produto ou serviço por você adquirido.
Quando publicamos artigos patrocinados, estes são claramente identificados ao longo do texto. Para mais informações, consulte nossa Política de Privacidade.
Não usamos inteligência artificial na geração de conteúdo do Pontos pra Voar. Os conteúdos são autorais e produzidos pelos nossos editores.





