Centro Pompidou em Paris fecha para reforma até 2030 e obras técnicas incluem remoção de amianto das fachadas e melhorias de acessibilidade. O acervo, considerado um dos mais importantes do mundo de arte moderna e contemporânea, será exibido em outros pontos da França e no exterior.
O Centro Pompidou, museu localizado no Marais, no coração de Paris, vai passar por uma grande reforma. O espaço foi fechado na primeira quinzena de outubro, depois de uma queima de fogos de artifício comemorativa, e a previsão é que seja reaberto apenas em 2030.
Segundo o museu, o objetivo é “reconectar” o Pompidou à “sua visão utópica original”.
Após um concurso de arquitetura, ficou decidido que o gerenciamento do projeto é de responsabilidade da agência Moreau Kusunoki, em associação com a designer Frida Escobedo Studio.
A renovação é baseada em quatro eixos principais, que foram identificados como:
- Porosidades Físicas e Visuais
- Ativação e Requalificação do Espaço
- Clareza de Percursos
- Diálogo com o Existente
A ideia é facilitar a organização do espaço, a conexão entre as diferentes atividades realizadas no prédio e o trânsito de visitantes e funcionários, sempre respeitando a estrutura e a história do Centro Pompidou.
Na prática, o museu confirma que haverá remoção do amianto de todas as fachadas e renovação dessas áreas, além de reforço da segurança contra incêndios, melhorias de acessibilidade e otimização da eficiência energética. A obra conta com o apoio do Ministério da Cultura da França.
Durante o período da reforma, o acervo do museu será apresentado em “diversos locais parceiros” no mesmo país e no exterior – em Paris, por exemplo, haverá exposição no Grand Palais, na mk2 Bibliothèque, e em outros pontos.
Em 2026, deve ser inaugurado em Massy, no Essone (sul da capital francesa), o Centro Pompidou Francilien – Fábrica de Arte.
O prédio do Pompidou soma dez andares, com 7.500 metros quadrados cada um. Por enquanto, mais de 12 mil metros quadrados são dedicados ao acervo.
Na configuração atual, a estrutura conta ainda com quase 6 mil metros quadrados que recebiam exposições temporárias, duas salas de projeção, um teatro, uma sala de conferência e uma biblioteca pública com capacidade para até 2.200 pessoas.
Estrutura Colorida e ‘Viva’
Inaugurado em 1977, o Centro Pompidou – conhecido também como Beaubourg – tem uma estrutura de vidro e metal que contrasta com a arquitetura haussmaniana parisiense.
O projeto foi concebido pelos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers, tem aspecto industrial e colorido. O objetivo era que parecesse um organismo vivo.
A assinatura visual do prédio é uma enorme escada rolante que servia, até agora, como um “caminho vertical” com uma bela vista da capital da França. Muita gente já se surpreendeu ao localizar a torre Eiffel, a Ópera e outros ícones.
A escala rolante é considerada a principal artéria do Centro Pompidou – atende todos os andares e podia ser observada da praça, do lado de fora. Mas as tubulações também sempre chamaram a atenção.
“Agrupamos todas as instalações para o fluxo de visitantes, concentramos todas as instalações técnicas e tubulações. Cada nível é, portanto, completamente livre e utilizável para qualquer tipo de atividade cultural, conhecida ou futura”, explicou o arquiteto Renzo Piano.
O acervo conta uma das mais importantes coleções de arte moderna e contemporânea do mundo. Estão incluídas obras-primas de Pablo Picasso, Frida Kahlo, Kandinsky, Joan Miró e Salvador Dalí, entre outros. No total, são cerca de 140 mil peças.
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