Conheça a vinícola no Rio de Janeiro que promete virar destino turístico para amantes do vinho! A Vinícola Maturano, inaugurada em 2025 em Teresópolis, surge como um novo destaque do enoturismo brasileiro e aposta em arquitetura, tecnologia e experiências sensoriais para atrair visitantes.
Localizado em uma das áreas mais altas da Serra Fluminense, em Teresópolis, o complexo enoturístico fica cercado por montanhas e paisagens cinematográficas. O empreendimento da família Maturano reforça o potencial vitivinícola do Sudeste e representa um investimento milionário que promete movimentar o turismo na região.
A vinícola abriu as portas ao público no final de outubro de 2025. Desde então, passou a chamar atenção pela combinação entre vinhedos, tecnologia na produção de vinhos e uma proposta completa de experiência para visitantes.
Arquitetura integrada à paisagem da Serra Fluminense
Ao chegar ao interior de Teresópolis, a cerca de 126 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, o visitante encontra um complexo arquitetônico que valoriza a integração com a natureza. Planejado para respeitar a topografia montanhosa rica em granito, o projeto arquitetônico da vinícola Maturano ganha destaque com suas construções que seguem o relevo natural da região.
O complexo possui dois pavilhões principais. O primeiro, localizado logo na entrada, recebe eventos, reuniões corporativas e ainda abriga um hangar e um heliponto.
Já o segundo pavilhão fica no topo da colina e concentra as principais operações da vinícola. É ali que acontece o processo de produção dos vinhos.
Tecnologia e tradição no processo de vinificação
A estação de vinificação ocupa a parte subterrânea do prédio principal. O espaço reúne tecnologia de ponta e também métodos tradicionais da produção de vinhos. Tanques de aço inoxidável computadorizados fazem parte da estrutura. Ao mesmo tempo, ovos de concreto e ânforas italianas também são utilizados no processo.
Os rótulos levam a assinatura da enóloga gaúcha Monica Rossetti. A profissional ficou conhecida pelo trabalho na formação da vinícola Lidio Carraro e também pela passagem pela italiana Ferrari Trento. Radicada atualmente na Itália, Rossetti busca unir técnicas europeias ao potencial de um terroir brasileiro ainda em desenvolvimento.
Estratégia agrícola aposta em dupla poda
A vinícola Maturano decidiu adotar técnicas diferentes das utilizadas pela maioria das vinícolas fora da região Sul do Brasil. A propriedade utiliza colheita de verão para uvas brancas destinadas à produção de espumantes. Já as demais variedades passam pela técnica da dupla poda, com colheita de inverno.
No início de 2026, a vindima de verão resultou em cerca de 12 toneladas de uvas por hectare. Isso equivale a aproximadamente três quilos por planta. Esses números são considerados positivos para um solo granítico com pH ácido, favorecendo a produção de espumantes com segunda fermentação em garrafa.
Além disso, o granito faz com que as raízes das videiras busquem maior profundidade. Apesar de exigir mais trabalho no manejo, o resultado costuma gerar plantas mais resistentes e vinhos com sutis notas minerais.
A história da família por trás da vinícola
A história da vinícola Maturano também está diretamente ligada à trajetória da própria família na região de Teresópolis. Essa relação com a terra começou há mais de um século e segue influenciando as decisões do projeto atual.
A presença da família na cidade teve início em 1924, quando Manoel Maturano, avô de Marcelo Maturano, chegou à região. A partir daquele momento, estabeleceu-se um vínculo profundo com o território, inicialmente por meio da agricultura. Com o passar dos anos, outras atividades foram incorporadas, mas o valor do trabalho e da relação com a terra permaneceu como parte central da história familiar.
Manoel Maturano faleceu em 2007, mas sua memória continua muito presente entre os familiares. Marcelo Maturano teve uma relação especialmente próxima com o avô durante a infância e a juventude. Ele passou muitos fins de semana, férias e momentos importantes de formação ao lado de Manoel. Segundo o empresário, essa convivência foi fundamental para moldar sua identidade e também influenciou a decisão de conduzir o projeto da vinícola com os mesmos princípios que aprendeu na família.
Em 2020, a família decidiu retomar de forma direta a ligação com a agricultura. Foi nesse momento que adquiriu a propriedade que hoje abriga a vinícola e parte dos vinhedos. A iniciativa marcou um retorno simbólico às origens e abriu caminho para o desenvolvimento do atual complexo enoturístico.
O projeto nasceu como uma iniciativa totalmente familiar e é conduzido por Manuela, Fernanda e Marcelo Maturano. Todos nasceram em Teresópolis e compartilham o desejo de dar continuidade à história iniciada pelas gerações anteriores. Ao mesmo tempo, procuram desenvolver o empreendimento com uma visão contemporânea e cuidadosa em relação ao território.
Na vinícola Maturano, cada detalhe do projeto foi planejado com atenção, desde a arquitetura até o processo de produção dos vinhos. Mais do que um negócio, o empreendimento representa uma forma de preservar memórias familiares e transformar esse legado em uma nova experiência para visitantes.
A própria família resume essa filosofia em uma frase que define o espírito do projeto: “Este não é um vinho feito com paixão. É um vinho feito com amor.”
Segundo o proprietário Marcelo Maturano, o projeto nasceu de um sonho cultivado por muitos anos. Com décadas de experiência no setor imobiliário, o empresário aplicou seu conhecimento na escolha de materiais, no planejamento da construção e na concepção do complexo. Foram aproximadamente cinco anos desde o início das obras até a abertura oficial ao público. Esse período também permitiu estudar o terroir da região e realizar diversos testes com diferentes castas.
Entre as apostas está a uva italiana Maturano Bianco. Após dois anos de processos e adequações fitossanitárias, as mudas chegaram a Teresópolis. A variedade deverá ser utilizada na produção de vinhos brancos maturados em ânforas e também em espumantes.
Experiências completas para visitantes
O projeto da vinícola Maturano vai além da produção de vinhos. O complexo foi pensado para receber visitantes e proporcionar experiências completas.O tour permite conhecer os vinhedos, visitar as instalações e participar de degustações sensoriais.
Além disso, os visitantes podem almoçar ou jantar no restaurante Origens. O restaurante prioriza ingredientes cultivados na própria propriedade, valorizando produtos locais e sazonais.
Outro destaque do espaço é uma capela construída dentro da propriedade. O ambiente recebe iluminação natural que incide diretamente sobre a cruz central. As paredes exibem grafites de arte sacra inspirados na “Santa Ceia”. As obras foram assinadas pelo artista Atos Juan.
Produção ainda limitada de vinhos
Como o processo de produção de vinhos exige tempo, ainda são poucas as garrafas disponíveis para venda no local. A estratégia da família Maturano é consolidar a marca da vinícola no mercado nacional apenas quando houver um número consistente de rótulos amadurecendo nas caves.
No mundo do vinho, paciência é parte essencial do processo. Por isso, a vinícola aposta em um crescimento gradual enquanto desenvolve seus primeiros rótulos. Enquanto isso, o espaço já se posiciona como um novo destino para quem aprecia vinho, gastronomia e paisagens da Serra Fluminense.
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