Segurança é uma das maiores preocupações de mulheres que decidem fazer as malas e conhecer o mundo. O Ministério do Turismo lançou uma pesquisa sobre esse público e trouxe dicas no Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, que pode ser baixado gratuitamente.
Quatro em cada dez brasileiras já viajaram sozinhas pelo mundo e mais de um terço delas fazem esse tipo de viagem com frequência. Eu faço parte desse grupo — adoro viajar solo! E já ouvi colegas e conhecidas contarem que desistiram de viajar sozinha por medo ou falta de informação. Uma pena.
Perfil das mulheres que viajam sozinhas
O Ministério do Turismo fez um levantamento inédito com o perfil das mulheres que viajam sozinhas e reuniu dicas e orientações no recém-lançado “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas”, que pode ser baixado gratuitamente neste link. A publicação indica que seis em cada dez brasileiras já deixaram de viajar por causa de um problema relacionado a segurança.
Com 72 páginas, o guia foi realizado em uma parceria envolvendo o ministério e a Unesco, agência da ONU (Organização das Nações Unidas), sob consultoria da jornalista Anelise Zanoni. Foram entrevistadas 2.712 mulheres de todas as regiões do país, entre agosto e setembro do ano passado.
“O guia nasce a partir de algo que sempre observei como jornalista e viajante: muitas mulheres desejam viajar sozinhas, mas ainda enfrentam inseguranças e falta de informação. Por isso, além de reunir histórias e experiências, o guia tem uma pesquisa inédita que dá visibilidade a esse cenário e traz dados para qualificar o debate sobre segurança, autonomia e mobilidade feminina no turismo”, disse Anelise Zanoni.
Segundo o levantamento, entre as 41,8% brasileiras que já viajaram sozinhas, 35,9% optaram por vivenciar essa experiência exclusivamente em território nacional – Nordeste e Sudeste são as regiões preferidas. Por outro lado, 4,6% nunca se aventuraram sozinhas pelo país.
No ano passado, o governo federal já havia publicado o “Guia com Dicas para Atender Bem Turistas Mulheres”, focado no setor de serviços. O novo material, de acordo com o ministério, “complementa essa estratégia ao focar na experiência direta da viajante, fortalecendo a autonomia feminina”.
Quem é a brasileira que viaja sozinha?
De acordo com o levantamento do Ministério do Turismo e da Unesco:
- Entre as mulheres que viajam sozinha, a faixa etária predominante é de 35 a 44 anos (34,6%), seguida pelas faixas de 45 a 54 anos (22,1%) e 25 a 34 anos (21,7%).
- A maioria possui renda entre três e dez salários mínimos.
- 67,7% não têm filhos.
- Entre as mães com filhos menores, 58,5% sentiram-se seguras ao viajar com eles.
Os motivos das viagens são:
- 72,6% viajaram sozinha por lazer.
- 65,1% pela busca de independência e liberdade.
- 41,4% pelo autoconhecimento.
- 37,6% a trabalho.
- 34,7% para visitar familiares e amigos.
- 29,9% para formações e cursos.
No roteiro, elas costumam incluir:
- Atividades culturais 68,3%.
- Ecoturismo 64,2%.
- Experiências de bem-estar 44,9%.
- Compromissos de trabalho 38,5%.
- Eventos e festivais 36,6%.
- Experiência gastronômica 30,1%.
A segurança e a liberdade de escolha superam fatores como preço e conforto na hora de escolher para onde viajar:
- 73% valorizam a liberdade de escolha durante uma viagem sozinha.
- 63,2% consideram importante sentir-se segura.
- 7,8% desejam conhecer a cultura local.
- 42,1% consideram importante o preço praticado pelos empreendimentos de turismo.
- 40,2% acreditam que conforto e estrutura são fundamentais na viagem.
Dicas e orientações práticas
Além dos números, o guia traz histórias e avaliações de mulheres que viajaram sozinha e orientações. Por exemplo, essa lista para antes da viagem:
- Pesquise o destino: entenda a cultura local, costumes, zonas seguras e horários de maior movimentação.
Verifique hospedagens bem avaliadas por outras mulheres viajantes. - Planeje roteiros diários e trace rotas em aplicativos de mapas, evitando deslocamentos longos e áreas pouco movimentadas.
- Cadastre e salve contatos de emergência: polícia, bombeiros, Samu, consulado e Central de Atendimento à Mulher (Disque 180).
- Tenha conexão de internet estável (avalie a compra de chips locais ou eSIMs e baixe mapas offline antes da viagem)
- Informe familiares ou amigos sobre seu itinerário e compartilhe sua localização de forma privada (nunca publicamente).
- Tenha cópias digitais de documentos como passaporte, reservas, carteira de identidade.
- Contrate um seguro viagem.
- Ative a autenticação de dois fatores em redes sociais, e-mails e sites de bancos.
“Esse guia reconhece que a mulher tem o direito de circular com liberdade e viajar pelo Brasil e pelo mundo, sem que o medo seja o principal companheiro de viagem”, disse a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressaltou que o investimento em turismo seguro faz parte da política de defesa das mulheres.
“Este guia está alinhado ao Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, lançado pelo governo do presidente Lula, que estrutura ações preventivas, integradas e permanentes para proteger mulheres em todo o país”, afirmou Feliciano.
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