MotoGP volta ao Brasil após 22 anos, com hotéis lotados e novas experiências para o público. Reforma no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, avança com o objetivo de tornar o espaço referência global.
A cidade de Goiânia se prepara para receber um dos maiores eventos esportivos de sua história recente: o Grande Prêmio Brasil do Mundial de MotoGP. A prova de motovelocidade volta ao país depois de 22 anos.
Na capital goiana, a prova ocorre entre 20 e 22 de março no Autódromo Internacional Ayrton Senna, que fica na região do Jardim Goiás.
O anúncio oficial foi feito no ano passado e despertou grande expectativa entre fãs do motociclismo e setores ligados ao turismo e ao esporte. Assim como acontece em outros GPs de motovelocidade, inclusive na Europa e Estados Unidos, os torcedores se organizam e seguem em caravana para o local da competição.
Autódromo modernizado
O autódromo está fechado para uma grande reforma – até o início desta semana, 90% das obras haviam sido concluídas. O Governo de Goiás informa que foram investidos R$ 250 milhões na revitalização.
“Entre as intervenções, estão a modernização da pista, que passou por alargamento em trechos estratégicos, e a atualização das áreas de segurança, com a reestruturação das caixas de brita, além da implantação de tecnologia e sistemas técnicos exigidos para a realização da competição na capital”, informa a administração estadual.
Para o secretário estadual de Esporte e Lazer, Nilton Moreira, “não é uma reforma, mas uma reconstrução”. Ele afirma que o objetivo é atingir padrões internacionais e tornar o autódromo uma referência global.
O governo estadual destaca que, além das melhorias físicas, a reforma inclui ações coordenadas para evitar qualquer intercorrência — por exemplo, do plano de mobilidade que vai garantir o fluxo adequado de trânsito nos dias de evento.
“Estamos pensando de forma dinâmica, não só sobre o evento, mas também toda estrutura paralela para que pessoas que venham tenham conforto e a melhor experiência possível”, avaliou Moreira.
Ainda em fevereiro, pilotos convidados vão participar de um evento-teste, para avaliar o funcionamento do autódromo. No dia 28, técnicos da Federação Internacional de Motociclismo – FIM devem vistoriar a pista para homologação.
“Vai ser o melhor autódromo do Brasil. O mais atualizado, com box novo, banheiro novo. Vai ser o autódromo número 1 do Brasil”, disse o piloto Nelson Piquet Jr., ex-piloto de Fórmula 1 e que disputa a Stock Car Pro Series e a TCR South America, no podcast Pelas Pistas 360.

Autódromo de Goiânia (Crédito: Secom/Divulgação)
Impacto econômico e novas experiências
O retorno da MotoGP à capital goiana deve ter impacto econômico significativo para a região. Estudos citados pelo Governo de Goiás apontam que o evento deve injetar cerca de R$ 868 milhões na economia estadual, com geração de pelo menos 4 mil postos de trabalho.
São esperadas cerca de 200 mil pessoas – o que animou o setor hoteleiro e de eventos, além dos bares e restaurantes, e provocou uma reorganização de serviços públicos, como saúde e transporte.
O setor privado prepara novas experiências para surpreender o público. A Soccer Hospitality, que administra camarotes em estádios de futebol no Brasil e já teve espaços de luxo no carnaval e na Fórmula 1, estará presente com o Lounge SpeedZone, que vai permitir visitas aos boxes, para agradar os fãs que não teriam oportunidade de fazer esse tipo de passeio. O objetivo é “criar experiências que unam conforto, exclusividade e paixão pelo esporte”.
“A MotoGP transforma Goiânia em um grande destino de turismo esportivo, e o Lounge SpeedZone nasce exatamente para atender esse público que é fã da modalidade e quer viver a corrida como uma experiência completa. Tenho plena confiança de que o público vai se surpreender com o resultado”, conta o CEO da Soccer Hospitality, Leo Rizzo.
A imprensa local indica que a ocupação dos hotéis está próxima da capacidade máxima.
Mais corridas
A capital goiana deve sediar corridas da MotoGP até 2030, graças a um acordo entre o governo estadual e os organizadores do evento.
O Autódromo Ayrton Senna já havia recebido a MotoGP de 1987 a 1989. Depois, foram realizadas corridas em outros locais do Brasil. A última foi no circuito de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, em 2004.
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