Melhores emissões em primeira classe do programa AAdvantage da American Airlines

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Melhores emissões em primeira classe do programa AAdvantage da American Airlines
B777-200 da American Airlines nas Cores da Oneworld

Com este último post finalizamos a sequência de artigos destacando algumas das melhores emissões em primeira classe do programa AAdvantage da American Airlines.

Introdução

Inicialmente, reitero não só a necessidade, mas também a importância de você, leitor, priorizar o acúmulo de milhas em programas internacionais amparados em moeda forte.

Neste sentido, a recomendação de acúmulo no programa AAdvantage equivale a um investimento em moeda forte, apesar dos riscos que toda estratégia de acúmulo possui.

Em que pese o histórico de estabilidade do programa, já ocorreram mudanças prejudiciais, mas nada comparado ao que ocorreu com os seus concorrentes (sobretudo os americanos).

Tratando do assunto deste post (=melhores emissões), e objeto desta série (este é o terceiro e último post), iremos agora destacar os resgates em primeira classe, sendo o foco principal os resgates com os parceiros, considerando a existência de uma tabela fixa.

Nunca é demais relembrar a explicação já dada anteriormente, como dito neste post, que a grande vantagem de uma tabela fixa é a previsibilidade da tarifação, além de, via de regra, a menor quantidade de milhas exigida, ao passo que na tabela dinâmica (adotada para os voos com a própria American Airlines), a quantidade de milhas a ser exigida é uma incógnita e pode variar muito.

Então, no presente post, iremos mencionar alguns dos melhores resgates em primeira classe do programa AAdvantage.

Relembro que os resgates do programa, salvo exceções, não permitem fazer conexões em uma terceira região.

Sugestões das Melhores Emissões em Primeira Classe

Via de regra, os programas só adotam as tabelas fixas para voos com as companhias parceiras, e não para seus voos próprios, sendo este exatamente o caso do programa AAdvantage.

Apesar da tarifação dinâmica para voos puros (=voos com a própria American Airlines), pesquisando com bastante antecedência da data do voo e em baixa temporada, é possível, em tese, conseguir excelentes resgates.

Todavia, no atual contexto de alta demanda por voos em razão da demanda reprimida, e da consequente tarifação acima do que normalmente é cobrado pela cia nos seus próprios voos, mesmo após uma pesquisa pelo calendário do programa, não encontramos resgates em voos puros com a American Airlines em primeira classe para destacar neste momento.

Isso porque a menor tarifação em voos em primeira classe saindo do Brasil que eu encontrei para os próximos meses foi de 86,5k pontos, daí porque não inclui esta opção nas sugestões de resgates listadas abaixo.

Logo, as maiores e melhores opções, como já frisamos acima, são com as cias parceiras, como indicado no mapa abaixo (extraído do site GCMAP):

Rotas traçadas no GCMAP das melhores emissões em primeira classe do programa AAdvantage.

Trechos Indicados

Voos da América do Norte para o Pacífico Sul

Neste primeiro exemplo (em vermelho no mapa acima), é possível voar de Los Angeles para Sydney por 110k pontos, podendo, ainda, seguir para outro destino na Oceania, por exemplo, fazendo conexão em Sydney.

Assim, temos LAX-SYD em um voo de cerca de 15 horas voando no A380 da Qantas, uma excelente opção, inclusive, para escapar da tabela dinâmica da American Airlines que faz a mesma rota.

Voos da América do Norte para a Região 01 da Ásia

No segundo exemplo (em verde no mapa acima), destaco os voos entre a América do Norte e Ásia 01 (Japão e Coréia, por exemplo).

Na hipótese, cito um voo de Nova York para Tóquio direto com a JAL, ou seja, JFK-HND. Trata-se de um voo de mais de 14 horas por apenas 80k pontos.

Voos da Europa para a região 01 da Ásia

Neste terceiro exemplo (em amarelo no mapa acima), é possível voar entre Milão e Tóquio via Londres, por exemplo (MXP-LHR-HND).

Neste caso, podendo ser direto ou com conexão, voando na excelente Japan Airlines, tarifando em 90k pontos.

Um excelente resgate para um voo cujo bilhete pagante pode custar cerca de R$ 55 mil reais (ou ainda mais).

Aliás, este exemplo foi uma das emissões que eu fiz na minha volta ao mundo que ocorrerá no segundo semestre, cujos detalhes você pode ler aqui e aqui.

Voos da Europa para o Pacífico Sul

Neste quarto exemplo (em roxo no mapa acima), é possível citar voos da Europa (Paris, por exemplo) para a Oceania (Sydney) via Doha, por exemplo (CDG-DOH-SYD), com outras opções de conexões, por apenas 115k pontos.

Destaco que se trata o primeiro trecho de um voo de cerca de 06 horas e o segundo um voo longo, de 14 horas, aproximadamente, o que demonstra a ótima relação custo-benefício do resgate.

Voos do Oriente Médio para a América do Norte

Neste quinto exemplo (em laranja no mapa acima), é possível citar um voo entre Abu Dhabi e Washington, por exemplo (AUH-IAD).

Neste caso, trata-se de um voo direto na excelente Etihad (parceira da American Airlines, cuja pesquisa para voos nem sempre aparece no site do programa), tarifando em 115k pontos.

Ainda que a cia não mais tenha utilizado seus A380 que contavam com a magnífica primeira classe chamada “The Apartment”, o voo é feito em um B787, que conta com suíte privativa (com portas).

Por se tratar de um voo longo de mais de 13 horas para um destino de difícil acesso, considero um excelente resgate.

Voos do Oriente Médio para a Europa

Neste sexto exemplo (em azul no mapa acima), é possível citar um voo entre Doha e Paris, por exemplo (DOH-CDG) voando na excelente primeira classe do A380 da Qatar.

Apesar de ser um voo não muito longo (07 horas), a tarifação exigida é atrativa (62,5k) para a ótima experiência a bordo.

Voos do Oriente Médio para a região 01 ou 02 da Ásia

Neste sétimo exemplo (em cinza no mapa acima), é possível citar um voo entre Doha e Bangkok, por exemplo (DOH-BKK), também voando na primeira classe do A380 da Qatar.

Para um voo de quase 07 horas, a tarifação exigida é excelente (50k), tendo em vista a  ótima experiência a bordo, e você pode iniciar o voo em outro país do Oriente Médio (como nos Emirados Árabes), a fim de aproveitar a excelente sala Al Safwa de primeira classe da Qatar.

Tome Nota

Como foi mencionado ao longo deste post, trouxemos alguns exemplos (sem prejuízo de outros que posteriormente venham a ser incluídos, inclusive a serem citados pelos leitores nos comentários) de melhores emissões em primeira classe no programa AAdvantage da American Airlines.

Foram citados exemplos de voos dentro ao longo de todo o mundo (em diversos continentes), sendo todos com as cias parceiras do programa, já que nas pesquisas de voos com a própria American Airlines não encontramos resgates com tarifação interessante, tendo em vista a tabela dinâmica (e não a fixa) adotada e o atual momento do mercado de aviação.

Assim, falando de resgates em primeira classe, não restam dúvidas de que a maior otimização do uso dos seus valiosos pontos do programa AAdvantage nos resgates em classe executiva e primeira classe são com as cias parceiras.

Por fim, necessário ressalvar que nem todas as cias retomaram as suas rotas, e, mesmo as que retomaram, algumas ainda não voltaram a utilizar aeronaves equipadas com cabines de primeira classe, diminuindo as opções de voos nesta cabine.

Apesar disso, tão logo estas rotas venham a ser retomadas (e torcemos para que isso ocorra o mais cedo possível), atualizaremos o post indicando mais exemplos.

E você, leitor, já conseguiu realizar alguma emissão mencionada no post em primeira classe com milhas do programa AAdvantage?

Em caso positivo, compartilhe abaixo, nos comentários, qual a rota e qual a quantidade de pontos exigida.

Para Saber Mais

Veja outros dois posts sobre o assunto aqui e aqui.


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