O Grupo LATAM começou 2026 mantendo o forte ritmo operacional e financeiro observado no ano passado. A companhia reportou lucro líquido de US$ 576 milhões no primeiro trimestre, um crescimento de 62,1% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado veio acompanhado de aumento na receita, crescimento no número de passageiros e melhora na eficiência operacional, mesmo em um cenário de alta nos custos de combustível.
Receita cresce mais de 21%
A receita operacional total da LATAM chegou a US$ 4,15 bilhões, alta de 21,7% na comparação anual. O principal motor desse crescimento foi o transporte de passageiros, cuja receita subiu 24,4% no período.
A companhia também destacou a melhora do RASK (receita por assento-quilômetro disponível), que avançou 12,7%, atingindo 8 centavos de dólar.
Em termos mais simples, isso significa que a LATAM conseguiu gerar mais receita por assento voado, algo normalmente associado a maior demanda, tarifas mais fortes e voos mais cheios.
Aviões mais cheios e expansão da operação
Além do lucro, a LATAM Airlines também registrou crescimento operacional no trimestre: entre janeiro e março, a companhia aumentou sua capacidade em 10,4% e transportou 22,9 milhões de passageiros, alta de 9,1%.
Mesmo com mais voos disponíveis, o fator de ocupação consolidado subiu para 85,3%. Isso indica que os aviões seguiram voando bastante cheios, o que ajuda a diluir custos e melhora a rentabilidade da operação.
O crescimento foi puxado principalmente pelo mercado internacional e também pela operação doméstica da LATAM Brasil.
Combustível pressiona projeções para o resto do ano
Apesar do resultado recorde, a LATAM revisou suas projeções financeiras para 2026 por causa do aumento no preço do combustível de aviação. Segundo a empresa, as tensões geopolíticas no Oriente Médio já geraram um impacto de aproximadamente US$ 40 milhões no trimestre.
Para o segundo trimestre, a expectativa é de uma pressão ainda maior, com custos adicionais estimados em cerca de US$ 700 milhões, considerando um barril de petróleo na faixa de US$ 170.
Mesmo com esse cenário, a LATAM segue com posição financeira considerada sólida. A empresa gerou US$ 391 milhões em caixa no trimestre e encerrou o período com liquidez superior a US$ 4,1 bilhões. O EBITDA ajustado chegou a US$ 1,3 bilhão, crescimento anual de 36,7%.
Segundo Ricardo Bottas, CFO do grupo:
“A LATAM iniciou 2026 mantendo a tendência observada em 2025 e consolidando seu desempenho financeiro, com crescimento sustentado em receitas, margens e geração de caixa.”
O executivo também destacou que a expansão do segmento premium e a estrutura de custos eficiente ajudam a companhia a lidar melhor com a volatilidade do combustível.
Frota e parceria com a Delta Air Lines
Ao final de março, o grupo operava uma frota de 375 aeronaves, após receber novos Airbus A321neo e A320ceo. A LATAM também confirmou a incorporação de mais três Boeing 787-9 entre 2027 e 2028.
Além disso, a LATAM Airlines Brasil e a Delta firmaram um acordo comercial para serviços de manutenção (MRO) em São Carlos, focado em componentes da família Airbus A320.
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