A Blue First será instalada nos aviões que hoje não oferecem a classe executiva Mint e promete levar uma experiência semelhante à primeira classe doméstica para um número muito maior de passageiros da JetBlue.
A JetBlue começará a instalar, a partir do fim de 2026, uma nova cabine chamada Blue First em todas as aeronaves que atualmente não contam com a classe executiva Mint.
A expectativa é que a instalação em larga escala comece em outubro de 2026, com cerca de 20 aeronaves reconfiguradas por mês. Segundo o cronograma atual, aproximadamente 20% da frota elegível deverá receber a novidade até o fim de 2026, enquanto a maior parte das aeronaves será convertida ao longo de 2027.
A Blue First pode ser considerada uma das maiores mudanças no produto doméstico da JetBlue desde o lançamento da Mint, em 2014.
Aqui você encontra:
Classe premium para toda a frota
Hoje, a experiência premium da companhia está concentrada na Mint, disponível apenas em rotas selecionadas, principalmente voos transcontinentais e internacionais.
Com a Blue First, a JetBlue pretende oferecer uma opção intermediária semelhante à primeira classe doméstica encontrada em outras empresas americanas, ampliando a oferta de assentos premium em mercados onde a demanda é elevada, como Nova York, Boston e Flórida.
O nome “Blue First” substitui rumores anteriores de que o produto seria chamado de “Mini Mint”.
Como será a Blue First
Embora a JetBlue ainda não tenha divulgado todos os detalhes da experiência de bordo, já se sabe que a cabine utilizará o assento Collins Aerospace MiQ, bastante conhecido no mercado e utilizado, por exemplo, na primeira classe doméstica da American Airlines.
A configuração deverá incluir entre três e quatro fileiras de assentos premium, um aumento em relação ao plano original da companhia.
A expectativa é que as aeronaves recebam aproximadamente:
- Airbus A220: cerca de 12 assentos Blue First;
- Airbus A320: cerca de 12 assentos;
- Airbus A321: aproximadamente 16 assentos.
Os assentos terão entre 91 e 94 cm de espaço entre fileiras (pitch), oferecendo mais conforto para as pernas.
Espaço na econômica será reduzido
Para abrir espaço para a nova cabine sem diminuir significativamente a capacidade das aeronaves, a JetBlue fará mudanças na configuração da classe econômica.
Atualmente, a JetBlue oferece 81 cm de espaço entre as fileiras da classe econômica. Com a reconfiguração das aeronaves, esse espaço passará para 76 cm, deixando de ser um dos maiores diferenciais da companhia no mercado americano.
Já os assentos da categoria EvenMore, que oferecem espaço extra para as pernas, passarão a contar com 89 centímetros de pitch, posicionando-se entre a econômica tradicional e a Blue First.
Com isso, a companhia troca parte do conforto oferecido na econômica por uma oferta maior de assentos premium, segmento que hoje apresenta maior rentabilidade.
Serviço de bordo ainda é uma incógnita
A JetBlue ainda não revelou como será o serviço oferecido aos passageiros da Blue First.
Como as aeronaves que receberão a nova cabine não possuem fornos a bordo, a expectativa é que as refeições sejam servidas frias, embora a companhia possa apostar em um padrão mais sofisticado de alimentos e bebidas para manter a boa reputação conquistada pela Mint.
Implantação começa pelos A320 mais antigos
Segundo informações divulgadas pela companhia, os primeiros aviões a serem modificados serão os Airbus A320 mais antigos, antes da adaptação dos modelos mais recentes da frota.
Além disso, a certificação dos novos assentos já está em andamento, etapa necessária antes do início da instalação em série.
Mudança busca aumentar a rentabilidade
A criação da Blue First é uma tentativa da JetBlue de aumentar suas receitas em um momento de desafios financeiros.
Apesar de oferecer diferenciais como Wi-Fi gratuito, telas individuais e mais espaço na econômica, a companhia nunca conseguiu cobrar tarifas maiores por essa experiência. Ao mesmo tempo, a procura por cabines premium continua crescendo no mercado norte-americano.
Ao ampliar sua oferta de assentos de maior valor agregado, a empresa espera aumentar a receita por voo, fortalecer seu programa de fidelidade TrueBlue e tornar mais atrativos os itinerários que combinam voos domésticos com as rotas internacionais operadas pela Mint.
Embora a redução do espaço na classe econômica possa gerar críticas entre os passageiros, a companhia aposta que a demanda crescente por produtos premium compensará essa mudança e ajudará a melhorar seus resultados financeiros nos próximos anos.
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