Quando o assunto é avanço tecnológico, o país do Sol Nascente sempre é um dos nomes em destaque. Desta vez não é diferente. O Japão está avançando no projeto do trem mais rápido do mundo. Utilizando tecnologia de levitação magnética, o modelo elimina o atrito com os trilhos e pode atingir mais de 600 km/h.
A proposta é reduzir drasticamente o tempo de viagem, conectando cidades como Tóquio e Nagoya em cerca de 40 minutos, o que pode mudar a forma como os japoneses se deslocam e até mesmo competir com o transporte aéreo. Diante desse cenário, surge a questão: e a Europa? Seria possível, ou até viável, comportar um trem como esse?
Um projeto difícil de justificar financeiramente
Para aqueles que buscam uma resposta para essa incógnita, apesar do avanço tecnológico, levar o Maglev para a Europa parece não ser uma tarefa muito simples. O sistema exige trilhos exclusivos e muito caros, incompatíveis com a atual malha ferroviária europeia. Além disso, os custos de operação e o consumo de energia são maiores do que os dos trens de alta velocidade já em uso, como o TGV, na França, por exemplo.
Em um continente que prioriza a sustentabilidade e a integração de sistemas já existentes, um investimento bilionário como esse se torna difícil de justificar. Além disso, na Europa, a proposta ferroviária tende a valorizar mais a experiência do passageiro, como conforto e contemplação da paisagem, o que contrasta com a abordagem japonesa, focada na eficiência extrema e na redução máxima do tempo de viagem.
Contudo, mesmo com a proposta ferroviária europeia, novas linhas de trem prometem viagens mais práticas e rápidas, conciliando eficiência com os padrões já estabelecidos e citados anteriormente.
🔗 Leia mais: Europa sobre trilhos – Novas linhas de trem prometem viagens mais práticas
Conforto e paisagem como diferenciais
Por fim, com o Japão na dianteira do trem mais rápido do mundo, o avanço representa um marco importante para o país. No entanto, quando se trata das expectativas desse projeto na Europa, a questão segue sendo mais complexa.
Reiterando, o modelo japonês prioriza velocidade e eficiência, porém, o passageiro europeu costuma valorizar a experiência da viagem, com conforto e apreciação da paisagem.
Na conjuntura atual, um sistema focado apenas na rapidez pode não despertar o mesmo interesse, fazendo com que o trem mais rápido do mundo, ao menos por enquanto, permaneça restrito ao Japão.
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