A Autoridade de Aviação Civil da Itália estabeleceu novas diretrizes que incentivam o transporte de pets de até 30 kg na cabine de voos comerciais. Para garantir a segurança, o tutor deve reservar um assento extra para acomodar o pet em uma base ou caixa homologada. A medida, já adotada de forma pioneira pela ITA Airways, coloca a Itália na vanguarda do setor e pode gerar um “efeito dominó” em todo o continente europeu.
Os tutores de pet de grande porte podem começar a comemorar. A Itália mudou as suas normas de aviação com relação aos pets de médio e grande porte, que a partir de agora, podem viajar na cabine do avião junto ao tutor.
A mudança foi definida pela Autoridade de Aviação Civil Italiana (ENAC) após a realização de testes que demonstraram a viabilidade e a segurança do modelo para todos a bordo. O diferencial aqui não é ter a proibição ou não, mas sim ter a criação de diretrizes oficiais que incentivam as companhias a aceitarem animais de até 30 kg na cabine.
Novas regras podem pressionar companhias aéreas
Para que o pet seja transportado em segurança, será necessário, claro, reservar um assento extra onde o animal deve ser acomodado em uma base segura ou caixa homologada.
Apesar da mudança, a aceitação ou não de pets de grande porte na cabine ainda cabe às companhias aéreas, que têm total autonomia para decidirem e imporem limites de peso aos bichinhos, bem como taxas extras e tipos de assentos permitidos.
A ITA Airways é uma das pioneiras nesse sentido, já que levantava essa bandeira muito antes da norma entrar em vigor. No entanto, várias outras companhias são extremamente rigorosas no transporte de pets na cabine, mas com a mudança, o mercado da aviação deve se sentir mais pressionado a adotar medidas mais flexíveis.
Principalmente pelo fato das autoridades italianas terem realizado testes e garantido a segurança de todos a bordo.
Cenário global em ascensão, mas a passos lentos
Enquanto a Itália se torna o primeiro país da União Europeia a formalizar essa abertura em voos comerciais de massa, o cenário global ainda é lento em suas resoluções. No México, a companhia Viva Aerobus já é um caso de estudo por permitir cães de até 32 kg na cabine, desde que o tutor adquira o assento lateral.
Já nos Estados Unidos, embora as grandes operadoras tenham restringido o transporte após mudanças nas leis de Animais de Suporte Emocional (ESAN), empresas de modelo híbrido como a JSX, que oferece voos domésticos de curta distância operam com sucesso permitindo que cães de qualquer porte ocupem um assento pago ao lado de seus donos.
Essa movimentação na Itália coloca uma pressão direta sobre a EASA (Agência Europeia para a Segurança da Aviação) em relação às regras na Europa para o transporte de pets na cabine de voos no continente. Especialistas do setor acreditam que, se o modelo italiano não apresentar incidentes de segurança, haverá um “efeito dominó” em todo o continente, transformando a malha aérea europeia na mais pet-friendly do mundo.
Impactos econômicos
A decisão da Itália de permitir pets de todos os tamanhos na cabine de voos comerciais não é apenas uma questão de bem-estar animal, como também é uma estratégia financeira. O mercado pet global movimenta bilhões de dólares anualmente, e o segmento de luxo e viagens é o que apresenta o crescimento mais acelerado.
Para as companhias aéreas, a permissão de cães maiores na cabine representa uma nova e lucrativa linha de receita auxiliar com um ticket médio mais elevado para o passageiro que viaja acompanhado de seu animalzinho, e evita processos jurídicos decorrentes de incidentes graves nos porões dos aviões.
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