A paralisação nacional convocada por centrais sindicais na Argentina desorganizou a malha aérea do país nesta quinta-feira (19), com cancelamentos em massa e alterações operacionais. O impacto atingiu companhias locais e estrangeiras e comprometeu a ligação aérea com o Brasil.
A greve geral convocada na Argentina para esta quinta-feira (19), contra a reforma trabalhista promovida pelo governo de Javier Milei, provocou uma paralisação expressiva do transporte aéreo no país e afetou diretamente a malha entre Argentina e Brasil. Companhias cancelaram ou reprogramaram voos domésticos e internacionais ao longo do dia.
A mobilização foi organizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e terá duração de 24 horas, coincidindo com a discussão do projeto na Câmara dos Deputados, após aprovação no Senado.
Adesão sindical afeta serviços essenciais à aviação
A paralisação conta com adesão de pilotos, funcionários aeronáuticos e trabalhadores responsáveis pelo abastecimento de aeronaves. Também houve notificação formal de adesão de sindicatos que representam empregados da Intercargo, empresa responsável pelos serviços de rampa nos aeroportos argentinos — atividade essencial para embarque, desembarque e despacho de bagagens.
A combinação desses fatores comprometeu a operação regular em diferentes aeroportos do país, ainda que o impacto varie conforme a companhia aérea.
Companhias ajustam voos entre Brasil e Argentina
A Gol Linhas Aéreas informou que a greve impossibilita suas operações aeroportuárias nas cidades de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário. A empresa confirmou cancelamentos de voos de e para a Argentina nesta quinta-feira.
A LATAM Airlines declarou que alterou sua operação de e para a Argentina após a notificação formal de adesão à greve por sindicatos ligados à Intercargo. Segundo a companhia, alguns voos poderão operar com alteração de horário ou data, sem necessariamente serem cancelados. A companhia informou ainda que passageiros com voos de/para/via Argentina no dia 19 de fevereiro de 2026 poderão remarcar a viagem ou solicitar reembolso sem custo, conforme a política de alterações involuntárias, por meio do site ou aplicativo.
A JetSMART Airlines afirmou que cancelou todos os voos domésticos na Argentina e também os internacionais programados para esta quinta-feira. A empresa estima impacto em 96 voos e cerca de 17 mil passageiros.
Já a Flybondi informou que transferiu suas operações do aeroporto central de Buenos Aires para o Aeroporto Internacional de Ezeiza. Segundo a companhia, seus voos internacionais — incluindo os com destino ao Brasil — não foram cancelados.
Aerolíneas cancela 255 voos e estima perdas de US$ 3 milhões
A estatal Aerolíneas Argentinas anunciou o cancelamento de 255 voos em toda a sua operação. Segundo a companhia, cerca de 31 mil passageiros serão impactados, e o prejuízo econômico estimado chega a US$ 3 milhões.
No mercado brasileiro, 21 voos da empresa de e para o Brasil foram cancelados.
Em comunicado, a companhia informou que a alteração da operação decorre de “medidas de força sindicais alheias à empresa” e orientou passageiros a verificar o status do voo por meio do aplicativo, site oficial, WhatsApp ou agências de viagem.
Impacto regional em dia de votação da reforma
O Brasil é um dos principais mercados internacionais para a Argentina em número de passageiros transportados. A paralisação ocorre em plena temporada de verão no Cone Sul, período de alta demanda turística entre os dois países.
Com a adesão de categorias estratégicas para a cadeia operacional da aviação civil, a greve produziu um efeito imediato sobre a conectividade aérea regional, concentrado no período de 24 horas da paralisação.
As companhias orientam passageiros a consultar os canais oficiais antes de se deslocarem aos aeroportos.
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