Aeroportos regionais do Sudeste entram no planejamento federal para os próximos dois anos com uma carteira de investimentos que reúne obras de infraestrutura, novos projetos técnicos e a ampliação da rede de monitoramento meteorológico, em uma tentativa de melhorar a segurança operacional e preparar esses terminais para o aumento da demanda aérea fora dos grandes hubs.
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) incluiu na carteira pública de investimentos para o biênio 2026–2027 um total de R$ 310,1 milhões destinados à modernização e ao reforço da segurança operacional de aeroportos regionais da Região Sudeste. Os recursos contemplam terminais localizados em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e envolvem desde a elaboração de projetos técnicos até obras de infraestrutura e instalação de equipamentos meteorológicos.
A Região Sudeste concentra a maior parte do fluxo aéreo do país, tanto em passageiros quanto em cargas, e reúne uma rede extensa de aeroportos regionais que dão suporte à atividade econômica fora dos grandes hubs. Segundo o governo federal, os investimentos buscam corrigir deficiências históricas desses terminais e criar condições para absorver o crescimento da demanda e a diversificação das operações aéreas.
Estudos técnicos antecedem obras em cinco aeroportos
Uma parcela dos recursos — R$ 13 milhões — será destinada à elaboração de estudos e projetos básicos em cinco aeroportos: Angra dos Reis e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e Salinas, Varginha e Patos de Minas, em Minas Gerais. Essa etapa inclui levantamentos técnicos e definição de intervenções prioritárias, consideradas essenciais para orientar futuras obras e reduzir riscos de atrasos ou revisões durante a execução.
Estações meteorológicas ampliam cobertura operacional
Outro eixo da carteira de investimentos é a instalação de estações meteorológicas, com aporte previsto de R$ 33,6 milhões. Os equipamentos serão implantados nos aeroportos de Pará de Minas, Pouso Alegre, Teófilo Otoni e Ubaporanga, em Minas Gerais; Americana e Piracicaba, em São Paulo; e Paraty, no Rio de Janeiro.
A ampliação da rede meteorológica é apontada como um fator relevante para aumentar a previsibilidade das operações, especialmente em uma região com elevada densidade de tráfego aéreo e condições climáticas variáveis. Dados mais precisos permitem melhor planejamento de voos e reduzem riscos associados a operações em aeroportos regionais.
Obras e novo aeroporto no interior paulista
Além dos projetos e da instalação de equipamentos, a carteira prevê obras de infraestrutura aeroportuária em Varginha, no sul de Minas Gerais. O terminal é considerado estratégico para a ligação aérea de uma região com forte presença industrial e agroindustrial.
No estado de São Paulo, os investimentos incluem o eixo Rio Claro–Piracicaba, onde está prevista a implantação de um novo aeroporto. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade regional e criar uma nova alternativa para o transporte de passageiros e cargas no interior paulista, hoje concentrado em poucos terminais.
Foco em planejamento, dados e segurança
De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a carteira foi estruturada com foco técnico, priorizando planejamento, infraestrutura e coleta de dados operacionais. A estratégia busca elevar os padrões de segurança e eficiência da aviação regional no Sudeste, sem detalhar, por ora, cronogramas específicos para a execução das obras ou início das operações dos novos projetos.
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