GOL, Azul e duas companhias aéreas regionais receberão empréstimos de até R$ 661 milhões por meio de uma linha emergencial do governo federal. O objetivo é aliviar o capital de giro das empresas em meio à alta do preço do combustível de aviação.
O governo federal liberou uma linha emergencial de crédito de R$ 661 milhões para ajudar companhias aéreas a enfrentar o aumento dos custos operacionais, principalmente provocado pela alta do preço do querosene de aviação (QAV). Os recursos serão destinados à Gol, Azul e às companhias regionais Abaeté e Rima.
GOL e Azul concentram praticamente todo o valor
Do montante liberado, GOL e Azul contrataram R$ 330 milhões cada, valor máximo permitido pela linha de crédito.
Já as companhias regionais Abaeté e Rima receberam R$ 819 mil e R$ 634 mil, respectivamente, respeitando o limite de até 1,6% do faturamento bruto registrado em 2025.
Os contratos foram assinados com o Banco do Brasil, responsável pela operação da linha de financiamento.
Como funciona o empréstimo
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, trata-se de uma linha de crédito voltada exclusivamente para capital de giro.
O financiamento tem prazo de até seis meses e juros equivalentes a 100% do CDI.
Embora os recursos sejam administrados pelo Banco do Brasil, o risco de crédito será assumido integralmente pela União.
O governo também destacou que não se trata de um subsídio ou repasse a fundo perdido, mas de um empréstimo que deverá ser devolvido pelas empresas.
Alta do combustível motivou a medida
A linha de empréstimos foi anunciada pelo governo federal em meio ao aumento dos custos enfrentados pelas companhias aéreas, impulsionado principalmente pela alta do querosene de aviação (QAV).
O QAV, um dos principais componentes das despesas operacionais do setor, registrou aumentos expressivos nos últimos meses, elevando os custos das empresas em um cenário que já inclui dólar elevado, custos de manutenção e leasing de aeronaves.
Segundo o governo, o objetivo é oferecer liquidez de curto prazo para evitar impactos na operação das companhias e preservar a malha aérea nacional.
“O transporte aéreo é fundamental para manter a economia aquecida e estamos atuando para reduzir o impacto da alta do QAv sobre as passagens. Essa resolução é uma medida concreta para dar liquidez às companhias e preservar a malha aérea do país”, afirmou o ministro Tomé Franca, de Portos e Aeroportos.
A medida pode reduzir o preço das passagens?
Embora o governo tenha afirmado que a iniciativa busca reduzir os impactos do aumento do QAV sobre o transporte aéreo, o efeito para os passageiros tende a ser indireto.
Os recursos destinam-se ao reforço do caixa das empresas e ajudam a manter a operação em um período de custos elevados. Isso pode reduzir a necessidade de cortes de voos ou ajustes mais bruscos na malha aérea, mas não significa, necessariamente, uma redução imediata nas tarifas, que continuam sendo influenciadas por fatores como demanda, câmbio, preço do combustível e disponibilidade de aeronaves.
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