O governo federal avalia incluir seis aeroportos das regiões Norte e Nordeste na concessão do Aeroporto de Campinas como parte de uma solução negociada para manter o contrato do terminal campineiro e, ao mesmo tempo, dar destino a terminais regionais que ficaram sem interessados em leilão.
Futuro do Aeroporto de Viracopos
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) confirmou que discute a inclusão de “outros ativos” no contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.
A ideia é anexar ao acordo seis aeroportos regionais que não receberam propostas na primeira rodada do programa AmpliAR. Essa possibilidade está sendo analisada em uma comissão de autocomposição criada junto à ANAC para buscar uma saída consensual para o impasse contratual em Viracopos.
A estratégia faz parte da alternativa de manter a atual concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) à frente do aeroporto, em vez de retomar o processo de relicitação. Ao agregar novos ativos, o governo tenta tornar o contrato mais atrativo e, ao mesmo tempo, reequilibrar financeiramente a concessão.
As negociações ainda não têm prazo para conclusão e correm sob sigilo entre governo e concessionária.
Quais aeroportos podem entrar no pacote
O plano em estudo reúne seis aeroportos localizados em cinco estados brasileiros. Segundo apuração oficial e fontes do setor, os terminais em análise são:
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Tarauacá (AC)
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Barcelos (AM)
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Itacoatiara (AM)
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Parintins (AM)
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Itaituba (PA)
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Guanambi (BA)
Esses aeroportos são considerados infraestrutura deficitária e ficaram sem interessados na primeira rodada do AmpliAR, voltada à ampliação e modernização de terminais regionais. Por estarem fora da área de influência natural de Viracopos, a inclusão deles exigirá compensações no cálculo de equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
Por que o governo busca uma solução negociada
O Aeroporto de Campinas enfrenta um histórico de dificuldades desde 2017, quando a concessionária pediu recuperação judicial e manifestou interesse em devolver a concessão.
Após a recuperação ser encerrada, em 2020, o contrato entrou em processo de relicitação, mas o prazo legal para publicação do edital venceu em junho de 2025 sem que o leilão avançasse. Com isso, o governo passou a buscar uma saída amigável, que evitasse a caducidade e mantivesse a operação nas mãos da iniciativa privada.
A inclusão dos seis aeroportos regionais no contrato de Viracopos é uma tentativa de conciliar dois objetivos: resolver o impasse da concessão e encontrar operador para terminais que ficaram “órfãos” no programa AmpliAR.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, já confirmou publicamente o interesse em seguir por esse caminho, destacando que a proposta depende de acordo com a concessionária. Segundo ele, a intenção é construir a solução “por meio do diálogo”, para aumentar as chances de êxito do modelo.
Próximos passos e impactos esperados
Caso haja consenso, a Aeroportos Brasil Viracopos passará a administrar, além do terminal de Campinas, cinco aeroportos no Norte e um no Nordeste. Isso ampliaria o escopo da concessão e poderia ajudar a viabilizar investimentos em infraestrutura em regiões com menor atratividade isolada para o mercado.
Por outro lado, o governo terá de calibrar com cuidado o reequilíbrio econômico-financeiro, já que os novos ativos tendem a ter receita limitada frente aos custos operacionais.
Para o passageiro, mudanças de gestão em aeroportos regionais podem significar, no médio prazo, melhorias de estrutura, mais regularidade de voos e possibilidades de novas rotas. Em Campinas, uma solução estável para a concessão do Aeroporto de Viracopos ajuda a garantir continuidade de investimentos e planejamento de longo prazo em um dos principais hubs de carga e passageiros do país.
Enquanto as negociações prosseguem, a operação do aeroporto segue normalmente sob responsabilidade da atual concessionária.
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