O tráfego aéreo entre Brasil e América do Sul registrou crescimento expressivo em 2025: alta de 19,6% no acumulado até novembro. No total, 10,5 milhões de passageiros embarcaram ou desembarcaram no corredor sul-americano, consolidando o melhor resultado da série histórica e confirmando a preferência do brasileiro por destinos regionais.
Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Ministério de Portos e Aeroportos, o desempenho reflete a retomada sustentada do transporte internacional no país. Até novembro, o Brasil contabilizou 25,8 milhões de passageiros em rotas internacionais, ultrapassando o total de 2024 ainda antes do fim do ano, um sinal de que a recuperação do setor ganhou ritmo e consistência ao longo de 2025.
América do Sul supera Europa e América do Norte
No período, 5,2 milhões de viajantes partiram do Brasil para outros países sul-americanos, superando Europa e América do Norte em volume absoluto. O avanço regional praticamente dobrou a taxa de crescimento europeia e triplicou a norte-americana, segundo o levantamento, reforçando o peso da integração aérea no continente.
A liderança coube à Argentina, destino preferido dos brasileiros, com 4,3 milhões de passageiros. Na sequência aparecem Chile (3,1 milhões), Colômbia (873 mil), Peru (820 mil) e Uruguai (663 mil). Esses cinco mercados respondem pela maior parte do tráfego no subcontinente e devem receber novas frequências em 2026, acompanhando a curva ascendente da demanda.
Governo celebra retomada
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado evidencia a força da recuperação aérea brasileira.
“Chegar a novembro já tendo superado os números de todo o ano de 2024 é um feito extraordinário”, afirmou. “A alta expressiva para a América do Sul mostra que o Brasil voltou a se conectar fortemente com a região.”
A trajetória recente confirma o diagnóstico. O corredor sul-americano transportou 605 mil pessoas em 2021, ainda sob efeito da pandemia. Em 2022, o total saltou para 4 milhões; em 2023, para 6,9 milhões; e em 2024, para 8,7 milhões. O resultado de 2025 — 10,5 milhões — representa um aumento de quase 17 vezes em quatro anos, consolidando a rota como um dos motores da malha internacional brasileira.
Expansão de rotas e novos hubs
O avanço da demanda abre espaço para ampliação de oferta. Companhias devem reforçar rotas consolidadas, como São Paulo – Buenos Aires e São Paulo – Santiago, além de ampliar ligações para Lima, Bogotá e Montevidéu. Hubs domésticos regionais, Campinas, Confins e Recife, ganham importância como plataformas de distribuição para além do eixo Rio – São Paulo, encurtando tempos de viagem e diversificando pontos de embarque.
Base doméstica sustenta retomada internacional
O governo reporta 54 meses consecutivos de crescimento do transporte aéreo até novembro e projeta 130 milhões de passageiros totais em 2025, incluindo voos domésticos. Esse desempenho amplia a base de conexão para o tráfego externo: quanto mais robusta a malha nacional, maior a eficiência das rotas internacionais.
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