A Embraer iniciou 2026 com aumento nas entregas em todas as áreas de negócio, com destaque para a aviação executiva, que concentrou a maior parte do volume no período. O avanço também reflete a retomada das entregas na divisão de Defesa, ausente no mesmo trimestre do ano anterior. Apesar do crescimento expressivo no início do ano, a fabricante mantém uma projeção de expansão mais moderada para 2026, indicando que parte do desempenho está associada à base comparativa mais baixa de 2025 e à normalização gradual da produção.
A Embraer entregou 44 aeronaves no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando haviam sido registradas 30 unidades. O resultado reflete, em parte, a recuperação do ritmo produtivo após ajustes operacionais implementados ao longo de 2025.
O desempenho também indica uma normalização gradual da cadeia de suprimentos, que havia pressionado as entregas em períodos anteriores.
Aviação executiva sustenta maior volume de entregas
A divisão de aviação executiva concentrou a maior parte das entregas no trimestre, com 29 aeronaves, alta de 26% na comparação anual. O segmento segue como principal fonte de volume da fabricante, sustentado pela demanda consistente por jatos leves e médios.
Entre os modelos, o Phenom 300 respondeu por 15 unidades entregues, enquanto os jatos da família Praetor somaram 13 aeronaves — com destaque para o Praetor 500, que apresentou crescimento relevante frente ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho reforça a resiliência do mercado de aviação executiva, que mantém níveis elevados de procura mesmo diante de um cenário macroeconômico mais incerto.
Aviação comercial cresce, mas mantém volume limitado
Na aviação comercial, a Embraer entregou 10 aeronaves no trimestre, frente a 7 no primeiro trimestre de 2025. Apesar do crescimento de 43%, o volume ainda é considerado modesto em termos absolutos.
As entregas foram lideradas pelo modelo E175, com seis unidades, seguido por três aeronaves do E195-E2 e uma do E190-E2.
O desempenho do segmento continua condicionado ao ritmo de encomendas das companhias aéreas regionais, especialmente nos Estados Unidos, principal mercado para o E175.
Defesa retoma entregas após ausência no ano anterior
A divisão de Defesa & Segurança registrou cinco entregas no período, após não ter contabilizado nenhuma no primeiro trimestre de 2025.
Foram entregues uma unidade do cargueiro militar KC-390 Millennium e quatro aeronaves de ataque leve A-29 Super Tucano.
O resultado indica retomada pontual no segmento, que depende de contratos governamentais e tende a apresentar maior volatilidade ao longo dos trimestres.
Projeções indicam crescimento moderado em 2026
A Embraer projeta entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais ao longo de 2026, o que representaria crescimento de cerca de 6% na comparação anual. Para a aviação executiva, a estimativa varia entre 160 e 170 jatos, também com expansão aproximada de 6%.
Somando os dois segmentos, a companhia prevê entre 240 e 255 aeronaves entregues no ano.
As projeções indicam um ritmo de crescimento mais moderado em relação ao avanço registrado no primeiro trimestre, sugerindo que parte da alta inicial está associada a efeitos de base de comparação mais baixa em 2025.
Entregas por segmento
| Segmento / Modelo | 1T26 | 4T25 | 1T25 | Estimativas 2026 |
|---|---|---|---|---|
| Aviação Executiva | 29 | 53 | 23 | 160–170 |
| Phenom 100 | 1 | 5 | 2 | — |
| Phenom 300 | 15 | 23 | 12 | — |
| Jatos Leves | 16 | 28 | 14 | — |
| Praetor 500 | 9 | 17 | 3 | — |
| Praetor 600 | 4 | 8 | 6 | — |
| Jatos Médios | 13 | 25 | 9 | — |
| Aviação Comercial | 10 | 32 | 7 | 80–85 |
| E175 | 6 | 14 | 4 | — |
| E190-E2 | 1 | 3 | — | — |
| E195-E2 | 3 | 15 | 3 | — |
| Total (Comercial + Executiva) | 39 | 85 | 30 | 240–255 |
| Defesa & Segurança | 5 | 6 | — | — |
| KC-390 Millennium | 1 | 2 | — | — |
| A-29 Super Tucano | 4 | 4 | — | — |
| Total Geral | 44 | 91 | 30 | — |
Produção ainda concentra entregas no fim do ano
Os dados trimestrais mantêm o padrão histórico da indústria aeronáutica, com concentração de entregas no último trimestre. No quarto trimestre de 2025, por exemplo, a empresa havia entregue 91 aeronaves — mais que o dobro do volume registrado no primeiro trimestre de 2026.
Esse perfil sazonal tende a impactar a distribuição de receitas ao longo do ano e permanece como uma característica estrutural do setor.
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