Pela primeira vez em sua história, a Delta Air Lines terá o Boeing 787 Dreamliner em sua frota. A companhia confirmou a encomenda de 30 unidades do widebody, passando a operar um modelo até então ausente de seu portfólio de aeronaves de longo curso.
A Delta Air Lines formalizou a encomenda de 30 aeronaves Boeing 787 Dreamliner, introduzindo um novo modelo de widebody em sua frota. O anúncio ocorre em um contexto de expansão internacional e de necessidade de substituir aeronaves mais antigas por modelos com melhor desempenho operacional.
Encomenda inédita
O Boeing 787 passa a complementar o portfólio de aeronaves da Delta, que já inclui um pedido firme de 100 Boeing 737-10 MAX, com entregas previstas para começar após a certificação do modelo. Embora a Delta já opere uma das maiores e mais diversificadas frotas widebody do mercado, o Boeing 787 é um modelo totalmente inédito para a companhia. Com isso, a empresa passa a concentrar suas futuras entregas em aeronaves de nova geração, tanto no curto quanto no longo curso.
“O pedido do 787 anunciado hoje diversifica nossa carteira de encomendas de aeronaves de fuselagem larga, ao mesmo tempo que cria escala eficiente em termos de custos em todas as nossas frotas de aeronaves desse tipo”, disse Dan Janki, diretor financeiro da Delta. “Nossa estratégia de frota está posicionando a Delta para o futuro, aprimorando a experiência do cliente e impulsionando melhorias operacionais.”
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Novo vetor para a malha internacional
A encomenda do Boeing 787 acontece no mesmo ano em que a Delta projeta operar o maior volume de voos internacionais de sua história, apoiada ainda por uma ampla malha doméstica nos Estados Unidos e por joint ventures em diferentes regiões do mundo.
Segundo a empresa, o 787-10 será direcionado principalmente às operações transatlânticas e às rotas para a América do Sul. O modelo oferece cerca de 25% mais eficiência de combustível por assento em comparação com aeronaves widebody de gerações anteriores que deverão ser substituídas ao longo da próxima década, além de maior capacidade de carga e aumento no número de assentos premium.
“Estamos entusiasmados com a escolha da Delta Air Lines pelo 787-10 para integrar sua frota do futuro. A eficiência, o alcance e o conforto incomparáveis do 787 Dreamliner o tornam a escolha perfeita para a expansão internacional e a modernização da frota da Delta”, disse Stephanie Pope, presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes. “Nossa equipe está ansiosa para entregar os novos Dreamliners à Delta e apoiar seus compromissos de proporcionar uma experiência excepcional aos passageiros e promover a sustentabilidade na aviação.”
Impactos operacionais e financeiros
Do ponto de vista operacional, a Delta afirma que a entrada do 787 amplia a diversidade da frota de longo curso, ao mesmo tempo em que cria escala mais eficiente entre os diferentes tipos de widebodies. A companhia destaca ganhos em custos operacionais, consumo de combustível e flexibilidade para alocação de capacidade em mercados de alta demanda.
O pedido está contemplado dentro dos limites de investimento de capital e de crescimento de capacidade já divulgados pela empresa. Com esse anúncio, a Delta soma atualmente 232 aeronaves narrowbody e 54 widebody encomendadas para entrega nos próximos anos.
Configuração do Boeing 787 Dreamliner da Delta
As novas aeronaves contarão com uma configuração voltada ao segmento premium, incluindo as Delta One Suites — que hoje representam cerca de 45% dos assentos dessa classe em toda a frota widebody da companhia — além de expansão das cabines Delta Premium Select, Delta Comfort e Main Cabin.
As cabines serão equipadas com sistemas de entretenimento individual com mais de mil horas de conteúdo, Wi-Fi gratuito de alta velocidade por meio da plataforma Delta Sync e oferta ampliada de alimentos e bebidas.
O Boeing 787 também se destaca por características estruturais, como janelas maiores com controle eletrônico de luminosidade, menor nível de ruído na cabine e capacidade de voar a altitudes mais elevadas, o que tende a proporcionar trajetos mais estáveis.
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Motores e parceria industrial
A Delta escolheu os motores GEnx, da GE Aerospace, para equipar sua frota Boeing 787. Além do fornecimento, a companhia firmou um acordo de manutenção com a GE para o suporte técnico dos motores. O GEnx utiliza materiais compostos de fibra de carbono e um desenho avançado das pás, resultando em menor peso, maior durabilidade e ganhos de eficiência.
Tanto as aeronaves quanto os motores são projetados e fabricados nos Estados Unidos, aspecto destacado pelas empresas como parte do fortalecimento da cadeia industrial aeroespacial norte-americana.
Será que teremos o Dreamliner da Delta operando no Brasil?
A Delta liga o Brasil aos Estados Unidos a partir de São Paulo (GRU) e do Rio de Janeiro (GIG), com voos para Nova York (JFK) e Atlanta (ATL), atualmente operados por aeronaves do modelo Boeing 767, Airbus A330 e A330-900neo. Com a confirmação do pedido de 30 unidades do Boeing 787, fica a pergunta que naturalmente surge entre passageiros e entusiastas do Dreamliner: será que, em algum momento, o novo widebody também vai pousar em terras brasileiras?
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