Conheça as 10 companhias aéreas com maior operação no mundo para 2026 e entenda como os voos internacionais vêm ganhando cada vez mais peso na aviação global, impulsionados pela retomada pós-pandemia e pela expansão agressiva de grandes grupos, especialmente na Europa.
Os voos internacionais representam uma fatia relevante do mercado aéreo global. Ainda que as operações domésticas sigam numericamente maiores, o tráfego internacional concentra passageiros de maior valor agregado e apresenta crescimento mais acelerado.
Segundo a Aviation Benefits, mais de 40% dos passageiros transportados globalmente voam em rotas internacionais, somando cerca de 1,8 bilhão de viajantes por ano. Além disso, dados da Cirium indicam que o primeiro semestre de 2026 consolidará um cenário bastante claro: as companhias aéreas europeias, especialmente as de baixo custo, tendem a dominar amplamente o ranking global quando o critério analisado é o número de voos programados.
10 maiores operações internacionais em 2026
A seguir, confira a listagem das companhias aéreas com maior número de voos internacionais programados entre janeiro e junho de 2026, segundo dados da Cirium:
- Ryanair — 488.412 voos internacionais
- easyJet — 229.246 voos internacionais
- Wizz Air — 188.258 voos internacionais
- Turkish Airlines — 155.410 voos internacionais (71% da operação)
- American Airlines — 150.546 voos internacionais (13% da operação)
- Lufthansa — 145.432 voos internacionais (78% da operação)
- United Airlines — 137.461 voos internacionais (15% da operação)
- British Airways — 130.528 voos internacionais (85% da operação)
- KLM — 128.920 voos internacionais (100% da operação)
- Air France — 103.134 voos internacionais (74% da operação)
Companhias europeias dominam o topo do ranking
A liderança absoluta entres as companhias aéreas no que diz respeito a voos internacionais pertence à Ryanair, que se consolida como a maior operadora do mundo. Entre janeiro e junho de 2026, a companhia programou impressionantes 488.412 voos internacionais de ida e volta. Embora mantenha uma ampla malha doméstica dentro da Europa, 86% de toda a operação da Ryanair cruza fronteiras nacionais.
Apesar disso, vale destacar que a Ryanair não é a maior companhia aérea do mundo em número total de voos, posição que segue com a American Airlines. Ainda assim, quando o recorte se limita exclusivamente aos voos internacionais, a liderança da empresa irlandesa é incontestável.
Na sequência aparece a easyJet, também europeia e de baixo custo. A companhia soma 229.246 voos internacionais de ida e volta no período analisado, o que corresponde a 81% de toda a sua operação. O terceiro lugar fica com a Wizz Air, que registra 188.258 voos internacionais, representando praticamente 99% de sua programação total.
Em conjunto, Ryanair, easyJet e Wizz Air ultrapassarão 900 mil voos internacionais de ida e volta apenas no primeiro semestre de 2026, evidenciando a força do modelo europeu de baixo custo no cenário global.
Destaque para hubs globais e modelos de operação
Entre as companhias aéreas fora do eixo de baixo custo europeu, chama atenção a Turkish Airlines, que ocupa a quarta posição em voos internacionais. Reconhecida por sua enorme malha internacional, a empresa opera voos para mais de 130 países, mantendo o título de companhia aérea que atende o maior número de países no mundo. Seu hub em Istambul (IST) também se destaca como o aeroporto com o maior número de destinos diretos globais.
A presença de companhias norte-americanas, como American Airlines e United Airlines, revela um contraste interessante. Embora estejam entre as maiores do mundo em frota e número total de voos, apenas uma pequena parcela de suas operações é internacional, refletindo a enorme dimensão do mercado doméstico dos Estados Unidos.
Por outro lado, as companhias europeias tradicionais, incluindo Lufthansa, British Airways, KLM e Air France, mantêm operações majoritariamente internacionais. O caso mais extremo é o da KLM, cuja totalidade dos voos cruza fronteiras, consequência direta do tamanho reduzido do território dos Países Baixos.
A demanda internacional cresce mais rápido que a doméstica
Apesar do crescimento geral do transporte aéreo, a aviação internacional apresenta expansão mais consistente. Após o forte impacto da pandemia de COVID-19, quando restrições globais praticamente paralisaram as rotas internacionais, o setor vive uma recuperação acelerada.
Dados da IATA mostram que o tráfego internacional cresceu 13,6% em 2024, enquanto o mercado doméstico avançou apenas 5,7%. Esse movimento se manteve em 2025, com o Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) registrando alta de 4,9% no tráfego internacional, frente a uma leve retração nas viagens domésticas.
Esse cenário reforça a importância estratégica das rotas internacionais para as companhias aéreas, tanto em geração de receita quanto em posicionamento global. Não é a toa que temos observado diversas notícias de companhias aéreas realizando aquisições de aeronaves widebody com capacidade para operar voos de longa distância.
Em suma, o ranking de 2026 deixa claro que a aviação internacional vive um novo momento de expansão, liderado por companhias europeias e por modelos altamente eficientes de operação.
Enquanto o mercado doméstico se estabiliza em regiões maduras, os voos internacionais seguem como principal motor de crescimento e conectividade global.
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