Composição dos custos de uma emissão com milhas – Parte 1

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Neste post, iremos explicar qual é a composição dos custos de uma emissão com milhas.

Falaremos, especificamente, de cinco itens que compõem os custos de emissão com milhas de uma passagem.

Introdução

É de crucial importância que você, leitor viajante, possa entender e reconhecer as diversas cobranças (custos) que podem incidir ao fazer uma emissão de passagens com milhas.

Desta forma, você conseguirá maximizar a sua emissão, evitando pagar, por exemplo, uma pesada taxa de combustível, ou, ainda, inconvenientes taxas governamentais (como a taxa APD, por exemplo).

Afinal, não adianta ter conhecimento da melhor tabela de um programa para um certo destino, e acabar fazendo a sua emissão com uma companhia que cobra extorsivas taxas de combustível, por exemplo.

Desta forma, a seguir, nesta primeira parte, iremos discorrer sobre os primeiros quatro itens que compõem o custo de emissão de uma passagem com milhas, e, em um segundo post (segunda parte), falaremos especificamente da taxa de combustível (quinto item):

Itens que compõem o custo de uma emissão com milhas

A Quantidade de milhas exigidas

Este item é o mais fácil. Afinal, você compra o seu bilhete aéreo com o uso (troca) das suas milhas.

Lembre-se, porém, que para extrair o maior valor das suas milhas (ou seja, maximizar o seu uso), você deve priorizar o envio dos pontos do seu programa de banco (cartão de crédito) para os programas das cias aéreas em períodos de promoção com bonificação.

Além disso, sempre recomendamos que o envio seja feito para programas de cias aéreas mais estáveis, com histórico de não alterar seguidamente as tabelas de emissão, ainda mais sem aviso prévio, e, principalmente, que possuam uma tabela fixa de pontos para cada destino/região ou, ao menos, distância.

Em relação a este último quesito (tabela fixa por regiões ou distância), podemos citar o programa Miles & Go (da TAP), AAdvantage (da American Airlines), o Iberia Plus (da Iberia) e o BAEC (da British).

A Taxa de Emissão

A taxa de emissão nada mais é do que a cobrança de uma taxa/tarifa imposta pelo programa da cia aérea que irá emitir a sua passagem. Trata-se, a rigor, de um valor que o programa cobra pelo serviço de emitir a sua passagem.

Ainda que seja surpreendente que, atualmente, se cobre por isso, ainda mais quando você mesmo faz a sua emissão e preenche todos os dados de forma online (caso do programa da TAP que cobra 25 euros), é importante registrar que ao menos quando a emissão é feita em um call center, mostra-se aceitável a cobrança desta taxa.

Digo aceitável, desde que, é claro, os valores cobrados sejam razoáveis (e não os exorbitantes 40 euros por pessoa que o Miles & Go cobra, por exemplo), e, sobretudo, que, havendo a opção de emissão pelo site, o usuário opte pela utilização do serviço do atendente.

Nada obstante, é importante lembrar que o programa AAdvantage, atualmente, não impõe nenhuma cobrança, e o programa da Iberia Plus, caso utilizada a sua central de atendimento, cobra o valor equivalente a 15 libras por passageiro.

Portanto, caso a sua emissão seja mais simples, não envolvendo questões mais elaboradas (como stop over e um open jaw, por exemplo), opte sempre pela emissão online, normalmente gratuita, ou, pelo menos, com um custo inferior.

A Taxa de resgate

A taxa de resgate trata-se de uma inaceitável cobrança que, por exemplo, o LATAM Pass e o Tudo Azul passaram a implementar no mercado nacional.

Em verdade, consiste em uma cobrança de uma taxa que é cobrada do passageiro pelo simples fato dele exercer o direito de utilização das suas milhas.

Assim, no caso da Azul, por exemplo, caso você, não sendo cliente diamante, resgate (faça uma emissão), com milhas, ou milhas + dinheiro, com menos de 90 dias de antecedência da data da sua viagem (nos voos nacionais), e com menos de 120 dias da viagem nos voos internacionais, é cobrada essa taxa cujo valor depende da plataforma utilizada para fazer a emissão.

Incidindo a taxa, os menores valores são cobrados caso você utilize o aplicativo do programa, e, os maiores, nos aeroportos, call center e lojas físicas, como você pode conferir na tabela abaixo:

Composição dos custos de uma emissão com milhas – Parte 1
Tabela com os valores das taxas de resgate cobradas pelo programa Tudo Azul

Já no caso do LATAM Pass, os prazos para cobrança da taxa são os mesmos da Azul (aliás a Azul copiou o programa da Latam, que foi o primeiro a instituir essa cobrança), sendo que os valores (que já foram alterados desde o início da cobrança) também são expressivos.

Eles partem de R$ 17 por trecho para voos nacionais, e $ 9 e $ 21 para voos internacionais, a depender do destino (como, por exemplo, países da América do Sul e Caribe, no valor menor, e demais destinos internacionais no valor maior):

Tabela com os valores das taxas de resgate cobradas pelo programa Latam Pass

Maiores informações sobre esta taxa, você pode conferir neste post.

Portanto, é importante ficar atento a esta taxa, e, se possível, programar-se para emitir sua passagem com antecedência, evitando essa indesejada cobrança.

As Taxas de embarque, impostos e demais despesas aeroportuárias

No último item que iremos analisar neste primeiro post, estão as taxas cobradas pelo aeroporto, ou pelo governo do país em que situado o aeroporto, em decorrência dos serviços utilizados pelo usuário, como no embarque, desembarque, segurança, raio-x etc.

Ainda, há a incidência de impostos como, por exemplo, em razão do atentado em 11 de setembro nos Estados Unidos (“September 11th Security Fee”), como a APD (“Air Passenger Duty”) em Londres, destinados a encher os cofres dos governos, ou, ainda, destinados para algum fim ou finalidade específica.

Nesta categoria, infelizmente, não há o que fazer para fugir, caso você não possa ingressar ou sair por outra cidade que, porventura, não cobre impostos extras, não costumeiramente aplicáveis, mas sim específicos de um aeroporto ou cidade (isso ocorre em Londres, Frankfurt, Paris, entre outras cidades).

Para saber mais sobre a taxa APD e como escapar dela, recomendo a leitura deste post, que trata especificamente do assunto.

Por fim, a título de curiosidade, ao realizar uma emissão com milhas AA, verifiquei que, pelo site, não conseguia finalizar a emissão.

Então, ligando para a central de atendimento, lembrei de um artigo que havia lido em um blog estrangeiro há muito tempo e entendi porque não consegui finalizar a emissão: nos voos internos no Japão, ou seja, entre cidades japonesas (interestaduais), não há cobrança de taxa ou imposto algum, por isso ocorria este problema no site da AA, de tão inesperada que é esta situação.

Como visto, em se tratando dos custos de emissão de passagens com milhas, o Japão dá um grande exemplo que poderia ser seguido por outros países, não acham?

Tome Nota

Vimos acima, na primeira parte deste post, a composição dos custos de uma emissão com milhas, e, para tanto, abordamos quatro (dos cinco) itens que a compõem.

Destacamos a importância de você, leitor viajante, conhecer estes itens, pois somente o uso das suas milhas não bastam para pagamento do custo total do seu bilhete.

Não raro, além das taxas e impostos governamentais, há a incidência de taxas e impostos extras, e, neste sentido, se mostra fundamental saber quais são estas taxas, e se é possível fugir delas.

No próximo e último post desta série, iremos tratar, especificamente, da famosa (e odiada por todos milheiros) taxa de combustível.

Por ser uma taxa mais complexa, que demanda uma análise mais específica, falaremos dela em um post, exclusivamente.

E você, leitor viajante, já sabia e conhecia os quatro itens acima abordados? Teria mais algum a acrescentar na relação acima vista (além da taxa de combustível que falaremos na sequência)? Compartilhe nos comentários, por favor.

Para Saber Mais

Veja mais sobre custos e emissão com milhas clicando aqui.

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