O transporte aéreo no Brasil mantém ritmo de expansão no início de 2026, impulsionado pelo avanço da demanda doméstica e, sobretudo, internacional, enquanto o aumento da ocupação dos voos contrasta com a retração no segmento de cargas.
Aviação brasileira registra melhor início de ano da série histórica
O transporte aéreo brasileiro alcançou, no primeiro bimestre de 2026, o maior volume de passageiros já registrado para o período. Entre janeiro e fevereiro, 22,9 milhões de viajantes passaram por voos domésticos e internacionais no país, um crescimento de 10,1% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Os dados têm como base o Relatório de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos. O resultado representa o melhor desempenho para os dois primeiros meses do ano em toda a série histórica disponível.
Fevereiro consolida tendência com novo recorde mensal
O desempenho do bimestre é sustentado por resultados consistentes ao longo dos dois meses. Em janeiro, foram registrados 12,4 milhões de passageiros. Em fevereiro, o total chegou a 10,5 milhões, estabelecendo um novo recorde para o mês.
No detalhamento de fevereiro, o mercado doméstico respondeu por 7,8 milhões de passageiros, enquanto o internacional somou 2,7 milhões — ambos os maiores volumes já registrados para esse período específico.
Demanda cresce acima da oferta e indica maior ocupação
Os indicadores operacionais apontam expansão relevante da atividade aérea. Em fevereiro, a demanda doméstica — medida em passageiros por quilômetro transportado — avançou 12,9%, enquanto a oferta cresceu 10,4%.
No mercado internacional, a demanda aumentou 13,4%, frente a uma expansão de 7,2% na oferta. O crescimento mais acelerado da demanda em relação à capacidade sugere elevação das taxas de ocupação das aeronaves, indicando maior eficiência no uso da malha aérea.
Mercado internacional impulsiona crescimento
O segmento internacional teve papel relevante no resultado do início do ano. No primeiro bimestre, 5,7 milhões de passageiros viajaram entre o Brasil e o exterior, alta de 14,9% na comparação anual.
O avanço reflete a combinação de fatores sazonais, como o período de férias, e a ampliação da conectividade aérea, com maior oferta de rotas e frequências em mercados internacionais.
Sudeste concentra maior fluxo de passageiros
A distribuição regional do tráfego aéreo mantém a concentração no Sudeste, que liderou a movimentação no bimestre com 10,6 milhões de passageiros. Na sequência aparecem Nordeste (4 milhões), Sul (2,4 milhões), Centro-Oeste (1,9 milhão) e Norte (928 mil).
Os dados reforçam o peso dos principais centros econômicos e turísticos na dinâmica do transporte aéreo nacional.
Transporte de cargas recua e contrasta com alta de passageiros
Na contramão do crescimento observado no transporte de passageiros, o segmento de cargas apresentou retração em fevereiro. No mercado doméstico, foram movimentadas 34 mil toneladas, queda de 19,4% em relação ao mesmo mês de 2025.
No transporte internacional, o volume somou 67 mil toneladas, com recuo mais moderado, de 1,6% na comparação anual.
Setor mantém trajetória de expansão pós-pandemia
O resultado confirma a recuperação do transporte aéreo brasileiro após os impactos da pandemia. Em 2021, o volume de passageiros no primeiro bimestre havia sido pouco superior a 11 milhões, patamar que desde então vem sendo superado de forma contínua.
O início de 2026 indica manutenção dessa trajetória de crescimento, com avanço simultâneo nos mercados doméstico e internacional, ainda que com sinais de desaceleração no segmento de cargas.
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