Aviões supersônicos de passageiros podem voltar aos céus europeus já na década de 2030, segundo uma análise da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), que projeta milhares de voos anuais em alta velocidade.
Projeções da EASA para voos supersônicos
De acordo com o estudo citado pela EASA, o tráfego anual em altitudes elevadas no espaço aéreo europeu poderá incluir cerca de 13 mil voos supersônicos até 2035. Essas operações seriam realizadas por aeronaves especialmente projetadas para transporte de passageiros acima da velocidade do som, em rotas selecionadas.
Além disso, a análise considera cenários de crescimento gradual, alinhados à certificação, à demanda do mercado premium e às futuras regras ambientais. A agência avalia não apenas a viabilidade técnica, mas também o impacto desses voos sobre segurança, gestão do tráfego aéreo e ruído.
Por isso, o retorno do transporte supersônico na Europa dependerá de avanços em design de aeronaves, sistemas de controle e mitigação do estrondo sônico. Dessa forma, o horizonte de início na década de 2030 é visto como possível, mas condicionado ao sucesso dos projetos em desenvolvimento.
Tecnologia e projetos em desenvolvimento
A análise se baseia em iniciativas já em curso no mercado, como o avião Overture, da Boom Supersonic, que pretende levar passageiros a partir de 2030, e projetos experimentais da NASA com o X-59.
Esses programas buscam comprovar que é possível voar acima de Mach 1 com menor ruído e consumo de combustível mais eficiente em relação ao passado. Além disso, há um foco crescente em combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), com o objetivo de reduzir emissões em voos de alta velocidade.
A EASA acompanha de perto esses desenvolvimentos para antecipar requisitos de certificação e operação no espaço aéreo europeu. Entre os pontos de atenção estão o impacto em rotas transatlânticas, a integração com o tráfego subsônico e os limites de ruído sobre áreas habitadas.
Na prática, o sucesso das aeronaves supersônicas dependerá de equilibrar desempenho, sustentabilidade e aceitação regulatória.
Impactos para passageiros e companhias aéreas
Se confirmadas as projeções, passageiros poderão voltar a cruzar o Atlântico em tempos bem menores do que nos voos atuais, em serviços voltados principalmente ao mercado corporativo e de alta renda. O modelo de negócios tende a se concentrar em rotas de alta demanda e alto yield, como ligações entre grandes centros financeiros na Europa e na América do Norte.
Por outro lado, o custo elevado de desenvolvimento e operação deve manter os bilhetes em patamar premium, ao menos em um primeiro momento. Para as companhias aéreas, a entrada no segmento supersônico poderá diferenciar portfólios e fortalecer programas de fidelidade voltados a viajantes frequentes de alta renda.
No entanto, empresas interessadas precisarão lidar com limitações de infraestrutura, acordos regulatórios e metas ambientais cada vez mais rígidas. Em resumo, a análise da EASA sugere que o retorno dos voos supersônicos de passageiros à Europa é plausível, mas dependerá de uma combinação de inovação tecnológica, regulação e demanda de mercado.
Será que estamos de volta à era dos Concordes?
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