A ITA Airways registrou seu primeiro resultado anual positivo desde a criação, com lucro de €209 milhões em 2025, marcando um ponto de virada para a companhia italiana.
Resultado positivo vem com menos voos e mais eficiência
O lucro da ITA veio acompanhado de uma receita total de €3,2 bilhões, sendo €2,8 bilhões provenientes do transporte de passageiros. O EBITDA atingiu €404 milhões.
Curiosamente, o resultado não foi impulsionado por crescimento de operação. A companhia voou 11% menos em relação a 2024 e transportou 16,2 milhões de passageiros, queda de 8% no comparativo anual.
O que mudou foi a qualidade da operação. A taxa de ocupação subiu para 83,4%, um aumento de 2,1 pontos percentuais, indicando melhor ajuste entre oferta e demanda.
Integração com Lufthansa começa a aparecer nos números
Parte relevante dessa melhora está ligada ao início da integração com o Grupo Lufthansa, processo iniciado em fevereiro de 2025.
Segundo a própria companhia, as primeiras sinergias já tiveram impacto direto no resultado. Um dos passos mais visíveis veio em abril, com a entrada da ITA no programa Miles & More e na Star Alliance.
A expectativa é que esses efeitos se tornem mais visíveis ao longo dos próximos anos, especialmente em áreas como distribuição, conectividade e gestão de receita.
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Uma mudança de trajetória em relação ao passado recente
O resultado também chama atenção pelo contraste com a história recente da aviação italiana. Durante anos, a antiga Alitalia operou sob dificuldades financeiras crônicas, com sucessivas tentativas de reestruturação que não conseguiram colocar a operação de forma consistente no azul.
A ITA nasceu em 2021 justamente como uma tentativa de recomeço. Agora, sob a estrutura e disciplina de um grande grupo europeu, os primeiros sinais de estabilidade começam a aparecer.
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Frota mais nova e ajustes ainda em andamento
Em 2025, a ITA incorporou 10 novas aeronaves e retirou três modelos mais antigos, encerrando o ano com 106 aviões, sendo 24 de fuselagem larga e 82 de corredor único.
Cerca de 70% da frota já é composta por aeronaves de nova geração, o que ajuda na redução de custos operacionais e melhora a eficiência.
Ainda assim, a própria companhia reconhece que o resultado positivo não garante estabilidade no longo prazo.
O CEO da ITA Airways, Joerg Eberhart, foi direto ao ponto.
“Sabemos que, para alcançar uma lucratividade sustentável, precisamos reduzir o peso dos custos de leasing da frota — e já estamos trabalhando nisso de forma decisiva.”
Apesar do resultado inédito, a ITA ainda está em fase de ajuste fino. A redução de custos, a integração completa com a Lufthansa e a continuidade da renovação de frota serão determinantes para transformar esse primeiro lucro em um padrão consistente.
Por enquanto, o número de 2025 funciona mais como um indicativo de direção do que como um ponto de chegada.
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