A América do Sul concentra quatro das dez rotas aéreas mais turbulentas do mundo em 2025, com o trecho Mendoza-Santiago ocupando o topo do ranking global. O levantamento do site Turbli aponta que a Cordilheira dos Andes é o principal fator geográfico para a forte instabilidade na região. A China também se destaca negativamente, enquanto o Brasil segue fora da lista das rotas mais instáveis.
Se você é do tipo de viajante que sente um frio na barriga ao menor sinal de instabilidade no avião, talvez seja bom respirar fundo antes de planejar sua próxima travessia pelos Andes.
Um levantamento recente do site Turbli, que monitora a intensidade desse fenômeno em voos comerciais, revelou que quatro das dez rotas aéreas que mais “chacoalharam” em 2025 estão localizadas na América do Sul. E o título de campeã mundial está aqui do lado: a rota mais turbulenta do planeta liga a Argentina ao Chile.
Pelo segundo ano consecutivo, o trecho entre Mendoza, na Argentina, e Santiago, no Chile, ocupa o topo da lista. O curto trajeto, que exige cruzar a imponente Cordilheira dos Andes, é o cenário perfeito para os famosos “perrengues” aéreos que frequentemente viralizam nas redes sociais.
Por que os Andes “castigam” tanto?
A explicação para a região dos Andes estar entre as rotas aéreas mais turbulentas do mundo é puramente geográfica. De acordo com o Turbli, regiões montanhosas como a Cordilheira dos Andes e o Himalaia favorecem a formação de correntes de vento intensas. Quando o fluxo de ar encontra essas barreiras gigantescas, ele é forçado a subir, criando ondas de montanha e turbulência de ar claro, o que aumenta drasticamente a probabilidade de o avião balançar.
Além da rota Mendoza-Santiago, a América do Sul marcou forte presença no ranking ocupando também a 4ª, 5ª e 7ª posições. No Brasil, no entanto,nenhuma rota que passa pelo território nacional entrou no “Top 10” das mais instáveis do mundo.
China – Outro gigante das nuvens
Se os Andes dominam o lado ocidental, a China é a protagonista do oriente. O país asiático se destacou no ranking com cinco das dez rotas mais turbulentas de 2025. Assim como no caso sul-americano, a proximidade com grandes cadeias de montanhas e as condições meteorológicas específicas da região contribuem para que os voos domésticos chineses sejam conhecidos pelo alto índice de “balanço”.
As rotas aéreas mais turbulentas do mundo
- Mendoza (Argentina) – Santiago (Chile)
- Milão (Itália) – Genebra (Suíça)
- Lanzhou (China) – Chengdu (China)
- Centrair (Japão) – Sendai (Japão)
- Milão (Itália) – Zurique (Suíça)
- Lanzhou (China) – Xianyang (China)
- Osaka (Japão) – Sendai (Japão)
- Xianyang (China) – Chengdu (China)
- Xianyang (China) – Chongqing (China)
- Milão (Itália) – Luxemburgo (Luxemburgo)
Como o ranking é feito
O estudo das rotas aéreas mais turbulentas do mundo é elaborado anualmente desde 2022, utilizando dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) e do Met Office, o serviço meteorológico do Reino Unido. São monitoradas 10 mil rotas entre os 550 maiores aeroportos do mundo, com uma média de 20 voos mensais por trecho.
O índice utilizado é o edr, que mede a velocidade dos ventos e a energia envolvida. Embora o nome “turbulência” assuste, o relatório traz um dado importante para tranquilizar os passageiros: mesmo as rotas que lideram o ranking não ultrapassaram o nível considerado “moderado” (entre 20 e 40 edr). Na escala técnica, os níveis “forte”, “severo” e “extremo” são raros em voos comerciais monitorados.
Portanto, se o seu destino envolver cruzar os Andes ou as montanhas chinesas em 2026, a dica é clássica, mas eficaz: mantenha o cinto afivelado sempre que estiver sentado.
Para Saber Mais
Para conferir outros destinos que publicamos no Pontos pra Voar, clique aqui.
Que tal nos acompanhar no Instagram para não perder nossas lives e também nos seguir em nosso canal no Telegram?
O Pontos pra Voar pode eventualmente receber comissões em compras realizadas através de alguns dos links e banners dispostos em nosso site, sem que isso tenha qualquer impacto no preço final do produto ou serviço por você adquirido.
Quando publicamos artigos patrocinados, estes são claramente identificados ao longo do texto. Para mais informações, consulte nossa Política de Privacidade.
Não usamos inteligência artificial na geração de conteúdo do Pontos pra Voar. Os conteúdos são autorais e produzidos pelos nossos editores.





