Os aeroportos vivem um momento de grande transformação digital. A necessidade de acompanhar o novo perfil de viajante e garantir mais eficiência operacional tem acelerado o investimento em soluções digitais que conectam cada etapa da jornada. O resultado é uma experiência mais fluida, personalizada e memorável para o passageiro, garantindo conforto e praticidade. No Brasil, iniciativas como o GaleON e os programas de inovação apontam o caminho para um setor mais conectado e centrado no passageiro.
O novo perfil do Passageiro 4.0
O comportamento do viajante mudou. Assim como pede comida, consulta um médico ou chama um carro por aplicativo, o passageiro também quer autonomia e agilidade em suas viagens. Surge, então, o chamado “Passageiro 4.0” – digital, conectado e com altas expectativas de conveniência.
Como explica David Lavorel, CEO da Société Internationale de Télécommunications Aéronautiques (SITA), o passageiro espera ter, em suas viagens, a mesma experiência digital que tem no seu dia-a-dia. E os dados confirmam essa tendência: o relatório SITA Passenger IT Insights 2025 aponta que 42% dos passageiros desejam reservar todos os serviços da viagem em um único lugar, e 35% esperam realizar tudo em um único aplicativo.
No Brasil, o aumento da demanda também pressiona por inovação. Segundo a ANAC, mais de 61,8 milhões de passageiros passaram pelos aeroportos do país apenas no primeiro semestre de 2025 – 10% a mais que no mesmo período do ano anterior. Essa expansão exige processos escaláveis, conectados e baseados em dados, para garantir eficiência e sustentabilidade nas operações.
Tecnologia que redefine a jornada
Em todo o mundo, aeroportos têm investido em tecnologia para acelerar a transformação digital e melhorar a experiência do passageiro. No Heathrow, em Londres, é possível reservar serviços e fazer compras no duty free antes mesmo do embarque. Em Denver, um atendente virtual auxilia viajantes e permite o agendamento antecipado de estacionamento.
Já em Los Angeles, os passageiros exploram restaurantes e lojas on-line e utilizam mapas digitais interativos. Mas um dos maiores exemplos é o Changi Airport, em Singapura. Com o IShop Changi, o aeroporto criou um marketplace completo para serviços premium, programas de fidelidade e compras personalizadas – tudo integrado à experiência de viagem. O sucesso é tamanho que o IShop Changi possui até comunicação própria e presença ativa nas redes sociais.
O avanço da digitalização no Brasil
Inspirados por esses modelos internacionais, aeroportos brasileiros aceleram suas estratégias digitais. O GaleON, do Aeroporto RIOgaleão, segue o exemplo de Singapura e reúne em uma única plataforma pedidos de comida, reservas de estacionamento, salas VIP, táxis e serviços de hospitalidade.
No Aeroporto de Salvador, a inspiração veio do Aeroporto de Lyon, na França, com a introdução de totens digitais interativos e reservas online de estacionamento e serviços VIP.
“O movimento é inevitável. A digitalização dos aeroportos deixou de ser ‘inovação’ para se tornar pré-requisito. Quem ainda não começou já está ficando para trás”, afirma Shankar Cabus, CEO da Strelo Airports, responsável por soluções digitais nesses dois aeroportos.
De fato, o processo de digitalização já não é mais uma aposta de futuro, mas uma exigência atual para quem deseja permanecer competitivo e relevante no setor aéreo.
O que vem pela frente
Lançado em 2025 pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o programa Investe+ Aeroportos marca uma nova etapa na transformação digital dos aeroportos brasileiros. A iniciativa busca transformar os aeroportos concedidos em polos de negócios e inovação, conectando-os de forma mais direta ao cotidiano das cidades. A proposta é estimular o uso comercial e produtivo das áreas dos terminais, atraindo empreendimentos privados como hotéis, shoppings, hospitais, centros logísticos, escolas e espaços de convenções.
Até 2025, o programa já soma 19 empreendimentos aprovados, totalizando R$ 4,5 bilhões em investimentos privados distribuídos pelo país. Mais do que uma política de infraestrutura, o programa consolida os aeroportos como centros de desenvolvimento econômico e social, fortalecendo a aviação regional e ampliando a conectividade aérea no Brasil.
Essa combinação de investimento e demanda cria o ambiente ideal para a transformação digital definitiva dos terminais. O futuro dos aeroportos brasileiros dependerá da velocidade com que adotarem essas soluções. Aqueles que integrarem tecnologia, eficiência e experiência de forma inteligente estarão à frente na corrida pela preferência do Passageiro 4.0.
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