Não é de hoje que o Aeroporto de Salvador tenta implementar um limite de 10 minutos para embarques e desembarques no seu estacionamento. A adoção do sistema “Kiss & Fly” tem por objetivo forçar essa mudança.
Inspirada em modelos internacionais e já aplicada em outros estados, a medida, que entra em fase de testes e adaptação entre janeiro e fevereiro de 2026, com início da operação em março, busca organizar o fluxo de veículos, mas gira em torno de debates que acontecem desde o ano passado envolvendo órgãos municipais.
A nova regra de acesso e a problemática
Com o Aeroporto de Salvador impondo um limite de tempo no estacionamento, a proposta estabelece que motoristas terão tolerância de até dez minutos para embarque e desembarque no meio-fio, sem custos. O controle será feito por cancelas eletrônicas, que registrarão o tempo de permanência dos veículos.
Caso o limite seja excedido, haverá cobrança. E apesar de parecer um projeto avançado, ainda não foi divulgado nenhum valor específico. A medida busca desafogar o trânsito local, hoje marcado por gargalos causados por paradas irregulares.
Contudo, aqui entra a polêmica. Órgãos municipais e de defesa do consumidor, como a Prefeitura de Salvador e o Procon, questionam a legalidade da tarifação.
O argumento central é que o meio-fio seria uma via de uso público, cuja regulação cabe ao município e não a uma empresa privada. Por outro lado, a concessionária defende que a área em questão está sob gestão federal da ANAC.
Os impactos para os usuários
Para uma pessoa comum, indo de Uber ou mesmo em carro particular, é aceitável que todo o processo de embarque ou desembarque leve menos de dez minutos. A dúvida surge quando se trata de táxis regulamentados e vans de turismo. Dependendo do número de passageiros e do volume de bagagens, torna-se praticamente inviável cumprir o tempo estipulado.
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