A United aumentou em US$ 10 as taxas de bagagem despachada em voos nas Américas. O reajuste acompanha a forte alta do combustível, que pressiona os custos das companhias aéreas em meio à crise no Oriente Médio.
A United Airlines passou a cobrar US$ 10 a mais pelas duas primeiras bagagens despachadas em voos nas Américas. O reajuste vale para bilhetes emitidos a partir de 3 de abril e marca a primeira alteração nas tarifas desse tipo em dois anos.
United reajusta tarifa de bagagem despachada
Com a mudança, a primeira bagagem despachada passa a custar US$ 45 (ou US$ 50 se incluído nas 24 horas antes do voo). Já a segunda bagagem sobe para US$ 55 ou US$ 60, dependendo do momento da compra. A terceira peça ou adicionais passam a custar US$ 200.
A última alta nas taxas havia ocorrido em 2024 e, como outras companhias do setor, a United passa a ajustar tarifas auxiliares diante do aumento recente no custo do querosene de aviação.
“A United aumentará em US$ 10 as taxas da primeira e da segunda bagagem despachada para clientes viajando pelos EUA, México, Canadá e América Latina, a partir de passagens compradas na sexta-feira, 3 de abril”, informou a companhia.
Pressão vem do combustível
O aumento ocorre em meio à disparada do preço do querosene de aviação, que subiu mais de 80% desde o fim de fevereiro, após a escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte de petróleo — reduziu a oferta global e pressionou os custos.
Combustível é um dos principais gastos das companhias aéreas, atrás apenas da folha de pagamento. Com a alta recente, empresas têm buscado diferentes formas de compensar o impacto financeiro.
Em importantes hubs como Chicago, Houston, Los Angeles e Nova York, o preço do combustível chegou a cerca de US$ 4,56 por galão no início de abril.
Movimento já começa a se espalhar
A United não foi a única a ajustar tarifas. Outras companhias nos Estados Unidos já iniciaram aumentos em taxas auxiliares ou tarifas básicas, refletindo o encarecimento das operações. A JetBlue, por exemplo, também elevou suas taxas de bagagem na segunda-feira, em pelo menos US$ 4 por mala — podendo chegar a US$ 9, dependendo do momento da compra da viagem.
Apesar do reajuste, a empresa mantém a gratuidade de bagagem para alguns perfis, como clientes com status elite no programa MileagePlus, portadores de cartões co-branded, militares e passageiros em classes premium.
Leitura
O cenário atual reacende uma dinâmica conhecida no setor: quando o combustível sobe rapidamente, companhias aéreas tendem a repassar parte do custo ao consumidor, seja via tarifas, sobretaxas ou serviços acessórios.
A evolução dos preços do petróleo nas próximas semanas deve indicar se os reajustes ficarão restritos às taxas auxiliares ou se haverá impacto mais amplo nas passagens aéreas.
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