Mais de três dias de inverno severo colocaram Amsterdã no centro de uma das maiores disrupções recentes da aviação europeia, com centenas de voos cancelados diariamente no aeroporto de Schiphol e impactos que se espalham por toda a malha aérea do continente.
O Aeroporto de Amsterdã Schiphol (AMS), um dos principais centros de conexão da aviação europeia, enfrenta uma grave disrupção operacional desde sexta-feira (02) em razão de fortes nevascas, formação de gelo e ventos intensos. As condições climáticas adversas vêm reduzindo drasticamente a capacidade das pistas e forçando o cancelamento de centenas de voos por dia, com impacto direto em toda a malha aérea do continente.
Embora os dados da sexta-feira ainda não tenham sido totalmente consolidados, o volume de cancelamentos confirmados entre sábado (03) e a manhã de segunda-feira (05) já se aproxima de 1.500 voos, número que tende a crescer à medida que o mau tempo persiste.
Início da Crise: 2 de Janeiro
O impacto meteorológico começou já na sexta-feira (02) com a primeira grande queda de neve e temperaturas abaixo de zero na região. As companhias aéreas e o próprio aeroporto foram obrigados a suspender centenas de operações, em uma reação imediata às condições que tornaram as pistas escorregadias e reduziram substancialmente a capacidade de decolagem e aterrissagem.
3 de Janeiro: Redução Drástica das Operações
No sábado (03) Schiphol já operava sob severas restrições. Aproximadamente 385 voos foram cancelados, o equivalente a cerca de 31% da programação diária do aeroporto. A redução de capacidade ocorreu principalmente devido à necessidade constante de limpeza das pistas, procedimentos de degelo e limitações impostas pela direção dos ventos.
A KLM, principal operadora do aeroporto, respondeu por uma parte relevante desses cancelamentos, mas o impacto se estendeu a diversas companhias europeias e intercontinentais.
4 de Janeiro: A Crise se Aprofunda
A situação se deteriorou ainda mais no domingo (04). Com a intensificação da nevasca e temperaturas persistentemente negativas, mais de 550 voos foram cancelados, representando aproximadamente 40% de todas as operações previstas para o dia.
Somente a KLM confirmou o cancelamento de 295 voos, enquanto empresas como easyJet, Air France e outras transportadoras estrangeiras também suspenderam operações de e para Amsterdã. O acúmulo de passageiros nos terminais e a dificuldade no gerenciamento de bagagens tornaram-se evidentes ao longo do dia.
5 de Janeiro: Mais Cancelamentos
Na manhã de hoje (05), o cenário continuava crítico. O próprio Aeroporto de Schiphol informou o cancelamento de cerca de 500 voos nas primeiras horas do dia, número que ainda pode aumentar ao longo do período operacional.
A KLM confirmou que 300 de seus voos de e para Schiphol já haviam sido cancelados até as 8h30 (horário local), parte deles de forma preventiva. A companhia afirma que a estratégia busca dar maior previsibilidade aos passageiros e evitar cancelamentos de última hora em um aeroporto já congestionado.
Somando os cancelamentos de 2, 3, 4 e 5 de janeiro, o total ultrapassa 1.500 voos interrompidos no aeroporto desde o início da tempestade.
Quase 1.500 voos afetados em três dias
Somando apenas os números oficialmente divulgados:
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3 de janeiro: ~385 voos cancelados
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4 de janeiro: mais de 550 cancelamentos
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5 de janeiro (parcial): cerca de 500 voos
O total chega a aproximadamente 1.435 voos cancelados em pouco mais de três dias. Considerando que a sexta-feira (02) também registrou cancelamentos de voos, segundo autoridades aeroportuárias, o número total pode ultrapassar a marca de 1.500 voos assim que os dados forem completamente consolidados.
Schiphol no centro do efeito cascata europeu
Como um dos maiores hubs da Europa, qualquer interrupção prolongada em Schiphol gera um efeito dominó no tráfego aéreo internacional. Aeronaves fora de posição, tripulações deslocadas e conexões perdidas dificultam a recuperação da malha, mesmo quando há janelas temporárias de melhora do clima.
Além do transporte aéreo, a forte nevasca também afetou o sistema ferroviário e o tráfego rodoviário na região de Amsterdã. Diante do colapso dos transportes, o governo holandês chegou a recomendar que a população permanecesse em casa sempre que possível.
Medidas de Resposta
Para aliviar os transtornos, muitas companhias — com destaque para a KLM — adotaram medidas como:
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Remarcação gratuita de voos para até 11 de janeiro;
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Opções de voucher ou reembolso integral para passageiros afetados;
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Cancelamento antecipado de voos para prevenir confusões de última hora.
Por sua vez, as autoridades aeroportuárias implementaram um regime de “fluxo reduzido” de operações para garantir que as partidas e chegadas ocorram com segurança, mesmo que em menores volumes.
Previsão ainda inspira cautela
As autoridades meteorológicas indicam que o episódio de inverno rigoroso deve continuar ao longo da semana, sem perspectiva clara de normalização imediata. Com isso, o Aeroporto de Amsterdã Schiphol segue operando em regime de capacidade reduzida, e novas alterações na programação de voos não estão descartadas.
Passageiros com viagens previstas envolvendo Amsterdã nos próximos dias devem acompanhar atentamente as comunicações das companhias aéreas e considerar possíveis ajustes em seus planos.
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